Sudário

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Sudário

A Verdadeira Fisionomia dos Santos

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Estamos diante…

de três cruzes, com três homens nelas crucificados, em meio a um céu encoberto pela escuridão, há mais de dois mil anos atrás. As cruzes podiam ser vistas como símbolo da maldade humana, ou ainda, como símbolo do poder do Império Romano, mas, o que poucos imaginavam, é que a cruz, aquele instrumento de tortura, logo se tornaria, por toda a eternidade, símbolo do extremo amor de Deus pela humanidade pecadora.

Jesus estava morto, houve a certeza disso quando o soldado romano Longinus, que no futuro seria martirizado por se converter e defender o cristianismo até as últimas consequências, o perfurou com uma lança. Os discípulos estavam desolados e amedrontados temendo encontrar o mesmo destino cruel de seu Mestre. A sensação era de derrota, pois eles ainda não entendiam os planos de Deus.

O Filho do Homem provavelmente seria jogado numa vala comum, como acontecia com todos os criminosos daquele tempo. Jesus foi considerado um criminoso pelo Império Romano. A história mudou quando José de Arimatéia, membro do Conselho do Sinédrio, homem de posses e seguidor oculto de Jesus, venceu seu medo e pediu a Pilatos a permissão para colocar o corpo de Jesus em uma sepultura normal. O governador deu a permissão, e José conseguiu em tempo comprar uma mortalha para envolver o corpo de Jesus, porque o dia seguinte seria o sábado antes da Páscoa dos judeus, e não era permitido nesta data executar nenhum trabalho, inclusive envolver um cadáver em uma mortalha. Esta mortalha, hoje conhecida como o Santo Sudário, é um tecido de linho, medindo 4,36 por 1,10 metros, que surpreendeu e surpreende os cristãos de todo o mundo, principalmente a comunidade científica.

Quanto à sua história, acredita-se que logo após a Ressurreição, o Sudário tenha ficado com algum dos apóstolos ou com uma das santas mulheres. Nos três primeiros séculos da era cristã, não se têm notícias sobre essa relíquia, o que é natural, pois era um tempo de perseguição aos cristãos, e uma relíquia como o Sudário certamente seria motivo para mais perseguições e mortes.

As primeiras notícias do Sudário datam de 544, em Edessa, onde o Lençol estava dobrado de forma que apenas se podia ver a parte onde ficara impresso o rosto de Cristo. Até o século VIII, permaneceu em Jerusalém, depois de Bizâncio até o século XII. Em 1204, durante as cruzadas, muitas relíquias se dispersaram, mas há testemunhos escritos de que alguns cruzados tinham visto o Sudário. Estes são trajetos prováveis feito pelo Sudário. Entretanto a partir de meados do século XIV, há a documentação do itinerário percorrido pela preciosa relíquia.

Em 1357 o Sudário apareceu na França, como o conde de Charny sendo o seu proprietário. Em 1472 a família Charny o oferece a duquesa de Savóia, que mandou construir uma capela para abrigar a relíquia. Vinte anos depois, um incêndio devastou a capela, o Sudário estava num relicário de prata, que devido às altas temperaturas, derreteu e deixou cair algumas gotas do metal na relíquia, que foi queimada em algumas partes. O Sudário também foi, consequentemente, molhado pela água que apagou o incêndio.

Em 1503, sem a tecnologia dos dias atuais, mas com a curiosidade de “testar” a relíquia, ferveram o Sudário em óleo, para ver se a figura seria apagada. Nada aconteceu, a imagem nem mesmo se alterou.

No ano de 1532, na Igreja de Chambéry, outro incêndio queimou novamente algumas partes do Lençol, dois anos depois, o Sudário foi remendado pelas monjas clarissas de Chambery. Finalmente em 1578 o duque de Savóia, Manuel Felisberto, levou o Santo Sudário a Turim, onde está até os nossos dias.

Até então, o Sudário era admirado, mas quanto mais a ciência evoluía, mais eram colocadas dúvidas sobre sua autenticidade. Muitos acreditavam que, conforme novas tecnologias aparecessem, se provaria que o Sudário era uma fraude. Exatamente o oposto aconteceu e acontece. A cada dia que passa, quanto mais a tecnologia se desenvolve, tanto mais fica provado que a imagem no Sudário foi impressa de forma milagrosa pelo Cristo Ressuscitado.

Acima, foto do Santo Sudário como era exposto em 1898.
E abaixo, negativo da foto. Maior riqueza de detalhes.

O ano em que o Lençol passou a chamar diretamente a atenção dos cientistas foi 1898. O italiano Secondo Pia fotografou o Lençol pela primeira vez na história. Ele obteve autorização do rei da Itália Humberto I, que era o proprietário do Lençol naquela época. O momento da revelação do filme fotográfico foi o que impressionou a todos, o negativo do filme era na verdade uma impressionante imagem positiva de Jesus Cristo. Ou seja, as imagens do Lençol estão no lado inverso e ficaram corretas no negativo fotográfico. A impressão no negativo é muito mais nítida e detalhada do que no próprio Sudário, tem relevo e profundidade. Era a prova de que o Lençol não era uma fraude. A fotografia havia sido inventada apenas há algumas décadas. Ora, como um falsário poderia utilizar uma tecnologia que ainda não havia sido criada? Deus não desafiou a ciência, pelo contrário, se utilizou dela.

Os Papas sempre tiveram papel fundamental no reconhecimento do Santo Sudário, principalmente no século XX. Em 1973 o Papa Paulo VI reconheceu o Lençol com uma importante Consagração Pública. A partir daí, a Igreja passou a admitir e venerar o Santo Sudário. Já o Papa João XXIII, conhecido por sua simplicidade e bondade, quando viu o Lençol disse: “O dedo de Deus está aqui!”.

Encorajados pela Igreja e pelo ex-monarca italiano Humberto II (até então proprietário do Sudário, deixou o em testamento para a Igreja Católica após sua morte), foi criado em 1978 o STURP (Shroud of Turin Research Project), Projeto de Pesquisa da Mortalha de Turim – que reuniu, sem exagero das palavras, os 40 melhores cientistas do mundo, independentemente de suas nacionalidades ou credo, tanto que, da equipe de 40 cientistas, apenas 4 eram católicos. O STURP contou com cientistas americanos da NASA, médicos renomados, químicos, arqueólogos, etc. Foram utilizadas 40 toneladas de aparelhos de pesquisa, 100 mil horas de pesquisas posteriores, estudos com raios infravermelhos e tudo o mais que a tecnologia pôde oferecer.

Conforme os estudos eram feitos, todos os detalhes dos Evangelhos iam sendo encontrados, cientistas iam se convertendo e se convencendo cada vez mais de que estavam diante de algo que os faziam se sentir menores que a própria pequenez. Todo o conhecimento da equipe apenas conseguia comprovar o que está escrito na Bíblia, e diante da curiosidade de como a figura fora impressa, eles nada conseguiam dizer. Quase dois mil anos depois, um lençol que apenas envolveu o corpo de Cristo, estava deixando o mundo boquiaberto com a “tecnologia” utilizada por Deus.

Uma das primeiras descobertas foi de que não se tratava de uma pintura, mesmo através de microscópios, não havia nenhum sinal de pintura. Espantosamente, a imagem foi criada por uma explosão nuclear, não uma explosão qualquer, as manchas do Lençol são muito mais fortes que as deixadas em Hiroshima após a explosão da bomba nuclear. Os cientistas concluíram que foi uma explosão de cerca de dois milionésimos de segundo, e com a mesma intensidade de uma supernova, ou seja, a luz emitida por uma estrela quando nasce. Uma explosão como essa deveria destruir no mínimo toda a cidade de Jerusalém, no entanto, nada aconteceu. Por quê? Nem os cientistas conseguiram dizer.

O Dr. John Jackson, cientista de física nuclear da NASA, submeteu uma foto do Sudário a um aparelho utilizado para vasculhar relevos no planeta Marte, e constatou que a imagem é tridimensional. A foto sozinha pôde dar precisamente o formato do rosto de Cristo. A imagem revelou ser o mais belo dos homens. Possuía 1,81 metro, 80 quilos, braços e pernas desenvolvidos, com todos os outros músculos de seu corpo proporcional, nenhuma gordura localizada, traços faciais bem delineados, sem rugas e de cabelos longos. Seus pés calçariam número 41.

O estudo revelou a beleza de Jesus. Deus quis que através da ciência, que o povo do século XX pudesse contemplar sua face novamente. A leitura tridimensional trouxe a perfeição de Cristo, mas também trouxe impresso os pecados dos homens, por quem Jesus sofreu e morreu…

As marcas de humilhação e dor que os homens provocaram no Filho de Deus estão no Sudário. Ambas as sobrancelhas estavam inchadas, a pálpebra direita foi rasgada, o nariz teve a cartilagem quebrada, o Filho do Homem recebeu muitos golpes no rosto que lhe fizeram estourar algumas veias, e ainda se pôde constatar que uma parte da barba lhe foi arrancada.

A flagelação também está impressa no Sudário. Foram contados cerca de 120 golpes do temível flagrum – instrumento de tortura romano parecido com um chicote, mas com bolinhas de chumbo ou então ossos que dilaceravam a pele – em suas costas, peito, ventre e principalmente nas coxas. Todos os golpes foram por trás.

Foi constatado que sua coroa de espinhos era na verdade um capacete de espinhos longos e pontiagudos, e que foi colocado em sua cabeça a pauladas. Foram encontrados mais de 70 furos provocados pelos espinhos em sua cabeça, um espinho ainda perfurou sua pálpebra.

Seus ombros foram dilacerados, provavelmente pelo peso da cruz. Vale lembrar que se tratava da madeira vertical da cruz, mas ao contrário do que se costuma imaginar, não era uma madeira acabada, lixada. Ela continha farpas que iam lhe perfurando os ombros, e foram encontrados ainda traços da madeira no Lençol. Estima-se que o peso da cruz (apenas o travessão) era de 45 quilos. Na altura dos joelhos foram encontradas partículas de terra misturada com sangue, consequência das quedas que Jesus sofreu no percurso até o Calvário, além de açoites, humilhações, espasmos de dor, cusparadas. Preço que pagou por ter amado a todos.

Tipos de polens encontrados no Sudário. Alguns destes são de espécies que já não existem mais.

Moedas eram colocadas nos olhos daqueles que eram sepultados. Foram encontradas marcas nos olhos do homem do sudário, destas duas moedas, cunhadas na época de Pôncio Pilatos.

Após estudos feitos com o pano santo, foi comprovada a existência de manchas de sangue do tipo AB+. Exatamente o mesmo tipo de sangue encontrado no milagre de Lanciano, onde a Hóstia tornou-se carne e o vinho tornou-se sangue.

Após o estudo de 40 cientistas do mundo inteiro, o relatório final do coordenador do projeto, doutor D’ Muhala, da Companhia de Tecnologia Nuclear, descreve: “A Ressurreição real e física de Jesus de Nazaré é, sem dúvida alguma, a melhor explicação para os fatos físicos, químicos, médicos e históricos”.

Todos os traços do caminho até o Gólgota estão lá, inclusive a marca de que Verônica enxugou seu rosto. É nítido, através da linha do sangue, que seu rosto foi enxugado, mas não a sua testa, ou seja, foi enxugado enquanto ainda estava com a coroa de espinhos, enquanto ainda estava vivo.

As marcas dos pregos que o perfuraram também estão lá. Foram colocados no pulso (na região conhecida como espaço de Destot), perfurando o nervo mediano, retraindo o dedo polegar até a palma da mão, o que provoca uma dor intensa. Depois de ter seus pulsos pregados, Jesus foi suspenso dolorosamente até que a viga horizontal encontrasse a viga vertical. Os pés ainda estavam soltos, seu corpo ficou seguro apenas pelos pulsos pregados.

Seu pé esquerdo ficou por cima do direito e foram pregados com um único cravo, que media cerca de 17cm. Calcula-se que foram necessárias oito marteladas para fixar os pés na cruz. Nesta posição, respirar exigia um esforço enorme, ainda mais já tendo sofrido toda a tortura; falar então, era quase impossível. No entanto, Jesus Cristo encontrou forças para salvar o bom ladrão e lhe conceder um lugar no Paraíso. Amou até o fim.

Assim como está na Bíblia, no Sudário consta que nenhum osso foi quebrado, mas a chaga do lado direito do peito está lá. A ciência conseguiu enxergar que, pela marca no Lençol, a lança perfurou o pulmão e o coração. Há resquícios de líquido pleural, que enchem os pulmões quando estes agonizam. Os médicos concluíram que a água de que fala a Bíblia, era este líquido pleural que estava no pulmão, junto com o sangue, provocado pelos açoites. Calcula-se que Jesus tenha perdido em torno de dois litros de sangue entre sua flagelação e crucificação.

O sangue encontrado no Sudário é do tipo AB+, exatamente o mesmo tipo encontrado no milagre de Lanciano, em que a Hóstia consagrada se transformou em carne humana e sangue (mais precisamente em tecido do coração).

O grupo de 40 cientistas, em que apenas 4 eram católicos, foi se convertendo conforme as experiências eram feitas, a ponto de, no relatório final do coordenador do projeto, doutor D’ Muhala, da Companhia de Tecnologia Nuclear, escrever da seguinte forma: “A Ressurreição real e física de Jesus de Nazaré é, sem dúvida alguma, a melhor explicação para os fatos físicos, químicos, médicos e históricos”.

Apesar deste estudo em que todos os testes comprovaram que o Santo Sudário é legítimo, a Igreja sempre estimulou novos estudos. O Papa João Paulo II, visitando Turim, em maio de 1998, um ano após o último incêndio sofrido pelo Sudário, disse: “A Igreja não tem competência específica para se pronunciar sobre essas questões. Ela confia aos cientistas a tarefa de continuar a indagar, para chegar a encontrar respostas adequadas aos interrogativos conexos a este Lençol que, segundo a tradição, teria envolvido o corpo do nosso Redentor quando foi deposto da cruz. A Igreja exorta a enfrentar o estudo do Sudário sem posições preconcebidas, que dão por comprovados resultados que tais não são; convida-os a agir com liberdade interior e solícito respeito, quer pela metodologia científica, quer pela sensibilidade dos fiéis”.

Houve ainda o polêmico teste do carbono-14 em 1988, em que um grupo de cientistas afirmou após o teste, que o Sudário era uma farsa e datava na verdade do século XIII. A notícia correu o mundo rapidamente, mas o que foi pouco divulgado, é que o teste do carbono-14, na verdade, foi falho.

O teste foi realizado com uma amostra muito pequena do tecido (7 cm, o mínimo necessário eram 70 cm), o teste necessitaria ser feito mais vezes, o que seria impossível, pois exigiria extrair pedaços preciosos do Lençol. O teste ignorou que o Sudário passou por três incêndios e ainda foi fervido em óleo no ano de 1503, fatos que alteraram completamente o teor de carbono-14.

Outros testes mais fidedignos foram realizados, como, o estudo dos polens, em que Max Frei, especialista em palinologia, provou que os polens, contidos no Sudário, provinham de plantas da mesma época e região de Jesus, e que algumas destas plantas já estão extintas há centenas de anos. Que falsário na Idade Média teria tal conhecimento?

O tecido – uma peça de linho, medindo 4,36 metros de comprimento por 1,10 metro de largura – é do século I, a trama usada no tecido é a mesma utilizada na Palestina no tempo de Jesus. Muitos outros testes comprobatórios foram realizados e confirmados.

A Igreja também alerta para que não se olhe apenas o que o Sudário prova, mas sim o que Deus quer dizer nos dias atuais através do Linho Sagrado. O Papa que mais vezes viu o Sudário foi João Paulo II, e ele próprio passou orientações de como o Sudário deve ser visto pelos fiéis:

“No Sudário reflete-se a imagem do sofrimento humano. Ele recorda ao homem moderno, muitas vezes distraído pelo bem-estar e pelas conquistas tecnológicas, o drama de tantos irmãos, e convida-o a interrogar-se sobre o mistério do sofrimento para aprofundar as suas causas. A marca do corpo martirizado do Crucificado, testemunhando a tremenda capacidade do homem de provocar dor e morte aos seus semelhantes, põe-se como o ícone do sofrimento do inocente de todos os tempos: das inumeráveis tragédias que marcaram a história passada, e dos dramas que continuam a consumar-se no mundo. Diante do Sudário, como não pensar nos milhões de homens que morrem de fome, nos horrores perpetrados nas inúmeras guerras que ensanguentaram e ensanguentam as Nações, na exploração brutal de mulheres e crianças, nos milhões de seres humanos que vivem de privações e de humilhações às margens das metrópoles, especialmente nos Países em vias de desenvolvimento? Como não recordar com perturbação e piedade quantos não podem gozar dos elementares direitos civis, as vítimas da tortura e do terrorismo, os escravos de organizações criminosas?

Evocando essas situações dramáticas, o Sudário não só nos impele a sair do nosso egoísmo, mas nos leva a igualmente descobrir o mistério da dor que, santificada pelo sacrifício de Cristo, gera salvação para a humanidade inteira”.

Para nós cristãos, é impossível não reconhecer no Santo Sudário o preço que Cristo, nosso único Salvador e Redentor, em seu infinito amor ao Pai e aos homens, pagou para salvar e redimir a humanidade.

Desde 1694 o Santo Sudário se encontra na Catedral de São João Batista, em Turim, na Itália.

GAUDETE ET EXSULTATE

A ACN recomenda a leitura da Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, do Papa Francisco, como forma de aprofundar o tema “santidade”.

GAUDETE ET EXSULTATE

Um comentário

  1. ORLANDO CARNEIRO FARIAS 20 de fevereiro de 2021 at 13:18 - Responder

    OBRIGADO SENHOR POR NOS DAR ESTA INIFINITA GRAÇA DA VERDADE SOBRE A SUA EXISTENCIA E SOFRIMENTO POR CADA UM DE NOIS EU TE ADORO TE GRORIFICO E TE EXALTO

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