Sudão

LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO RELATÓRIO 2021

POPULAÇÃO

43.541.203

ÁREA

1.886.068 km2

PIB PER CAPITA

4.467 US$

ÍNDICE GINI

34.2

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RELIGIÕES

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DISPOSIÇÕES LEGAIS EM RELAÇÃO À LIBERDADE RELIGIOSA E APLICAÇÃO EFETIVA

Após 30 anos no poder, o homem forte do Sudão, Omar al-Bashir, foi deposto em abril de 2019. A sua queda começou em dezembro de 2018 quando protestos pacíficos que eclodiram em todo o Sudão foram violentamente reprimidos. O derrube de Al-Bashir pelos militares do país pôs fim a um sistema sustentado pela corrupção e pelo autoritarismo. Já em 2009, o Tribunal Penal Internacional (TPI)1 o tinha acusado de limpeza étnica e genocídio no Darfur, onde morreram 500.000 civis.2 O novo Governo sudanês que chegou ao poder concordou em entregar al-Bashir ao TPI para ser julgado.3

Após a mudança de regime, a Constituição Nacional Provisória do Sudão de 2005 foi substituída pelo Projeto de Declaração de Constituição. Esta nova carta constitucional foi assinada pelo Conselho Militar de Transição e pela coligação das Forças da Liberdade de Mudança no dia 4 de agosto de 2019.4 Estabelece a base para uma transição de três anos para um regime civil, culminando em eleições. Atualmente, o órgão governamental do Sudão chama-se Conselho Soberano e é composto por 11 membros (tanto militares como civis). Um deles é um cristão copta.5

Nos termos da Constituição de 2019, a não discriminação com base na religião é reconhecida no artigo 4.º (n.º 1). O artigo 43.º estabelece a obrigação do Estado de proteger este direito. O artigo 56.º centra-se na “liberdade de religião e culto”, afirmando que todos têm o direito de expressar livremente a sua religião e que ninguém pode ser forçado a converter-se ou a praticar quaisquer rituais que “não aceite voluntariamente”.6

Apesar do reconhecimento formal da liberdade religiosa expressa na Constituição, questões como conversão, apostasia, blasfêmia, proselitismo e outros “delitos religiosos” são áreas de grande preocupação para o Governo e legisladores do Sudão.

Existem fortes sanções para a blasfêmia ao abrigo do Código Penal.7 Apostasia, conversão do Islamismo, discriminação religiosa e outros assuntos religiosos controversos raramente chegam ao Tribunal Constitucional e são tratados nos tribunais inferiores de acordo com leis e procedimentos baseados na jurisprudência islâmica.8 Isto faz com que os suspeitos de agirem contra as normas islâmicas fiquem em grande parte desprotegidos perante a lei e com pouco acesso a tribunais imparciais.

O Ministério da Educação requer um mínimo de 15 alunos em qualquer turma para disponibilizar instrução cristã. Desde a secessão do Sudão do Sul, este número raramente é atingido, pelo que os estudantes cristãos têm de recorrer ao ensino religioso extracurricular disponibilizado pelas suas próprias igrejas.9 O Governo é também suspeito de explorar divisões internas ou tendências dissidentes dentro de grupos religiosos minoritários, a fim de enfraquecer as Igrejas e congregações existentes, particularmente no caso de conflitos sobre propriedades pertencentes à Igreja.10

O Sudão foi definido no passado como um “Estado miliciano”,11 famoso pela sua rápida detenção de cidadãos por acusações como indecência e perturbação da ordem pública, facilmente apresentadas contra dissidentes políticos, ativistas, jornalistas, líderes religiosos ou políticos, etc., considerados uma ameaça ao Governo. As Forças Armadas e agências de segurança do Sudão têm sido frequentemente acusadas de detenções arbitrárias, execuções extrajudiciais, tortura e maus-tratos a detidos.12 As violações dos direitos humanos parecem particularmente flagrantes nos estados ainda afetados pelo conflito armado, como Darfur, Cordofão do Sul e Nilo Azul.

Até a mudança de governo em 2019, as organizações de direitos humanos foram unânimes nas suas críticas às autoridades sudanesas pela sua discriminação e opressão de certos grupos por motivos religiosos,13 vistos como se fossem uma ameaça à coesão social ou à segurança. Os cristãos eram frequentemente alvo nas montanhas Nuba, uma região do estado do Cordofão do Sul que tem estado envolvida em insurreições lideradas por grupos que exigem a independência. Alguns grupos muçulmanos, especialmente as congregações xiitas e corânicas, estão também sob a vigilância apertada das agências de segurança.14

Em julho de 2017, o Ministério da Educação do estado de Cartum emitiu uma ordem que impede as escolas cristãs de darem aulas aos sábados e impondo-lhes o “fim de semana muçulmano” de sexta-feira e sábado, em vez do habitual fim de semana de sexta-feira e domingo permitido até a data.15 Os bispos do país e vários cristãos queixaram-se, mas foi só quando o Conselho Militar de Transição chegou ao poder que esta ordem foi anulada. Agora, o domingo é o dia de descanso oficial das escolas cristãs no Sudão.16

O Novo Governo Transitório do Sudão anuncia uma nova era para a liberdade religiosa no país. O Ministro dos Assuntos Religiosos e das Doações, Nasredin Mufreh, emitiu um pedido de desculpas público aos cristãos sudaneses “pela opressão e danos infligidos aos vossos corpos, pela destruição dos vossos templos, pelo roubo dos vossos bens, e pela prisão e perseguição injusta dos vossos servos e confisco dos edifícios da igreja”.17 Atualmente, o Governo expressou oficialmente a sua intenção de restabelecer os valores de coexistência religiosa que existiam antes do regime islâmico de al-Bashir.18

Sob os seus novos governantes, o Sudão declarou o Natal como feriado nacional, o que não acontecia desde a separação do Sudão do Sul. Os cristãos marcaram a ocasião indo para as ruas da capital fazer uma “Marcha por Jesus”, cantando e partilhando a mensagem do Evangelho em faixas,19 uma tradição proibida sob o governo de Bashir.

O ministro dos Assuntos Religiosos e Doações pediu aos líderes religiosos e pregadores “que adotem um discurso que seja moderado, [que] se abstenha do extremismo e se concentre no que une o povo”.20 E acrescentou que queria mudar o currículo religioso escolar “para aprofundar o espírito de tolerância”.21 Além disso, convidou também os judeus sudaneses a regressarem ao país. A maioria tinha partido após a independência em 1956.23

Isto mostra um claro contraste com o anterior Governo de Omar al-Bashir, que em 2011 declarou que queria adotar uma Constituição “100 por cento” islâmica após a secessão do Sul,24 que tem uma maioria cristã. Sob o anterior homem forte, “missionários estrangeiros foram expulsos, igrejas confiscadas ou demolidas, e líderes assediados e presos”.25 No âmbito desta política de islamização total, o ministro da Orientação e das Doações tinha anunciado em 2013 que não seriam emitidas novas licenças para a construção de novas igrejas.26

Em julho de 2020, a lei da apostasia foi abolida, mas para várias ONGs isto não foi suficientemente longe, pois que, na sua opinião, a nova Constituição é frágil, uma vez que muitas liberdades pessoais ainda não estão devidamente protegidas.27

INCIDENTES E EVOLUÇÃO

Durante o período em análise, o Sudão passou por uma grande transição. Omar Al-Bashir foi expulso do poder em abril de 2019, após meses de protestos e de uma resposta violenta das forças de segurança. Durante a agitação, a discriminação contra os cristãos continuou.

Antes dos protestos, os cristãos relataram violações da sua liberdade de culto, queixaram-se da detenção de pastores e da confiscação sistemática de propriedades da Igreja.28

Em outubro de 2018, 13 cristãos foram presos por agentes do Serviço Nacional de Informações e Segurança do Sudão no Darfur.29 Três deles sempre foram cristãos e foram libertados, mas os restantes, que eram convertidos do Islamismo, só foram libertados depois de terem sido espancados e forçados a prometer que se iriam arrepender da sua nova fé.30 Os maus-tratos durante a detenção foram tão graves que quatro deles tiveram de ser transferidos para Cartum para receberem tratamento médico.31 O líder do grupo, Tajadin Idris Yousef, “recusou-se a negar a sua fé” e foi detido para julgamento por apostasia.32
A Igreja de Cristo Sudanesa e o Governo têm estado envolvidos numa disputa de longa data sobre a posse e controle de certas propriedades da Igreja. Em outubro de 2018, a polícia de Omdurman instruiu a Igreja a “entregar a liderança da congregação” a um grupo rival.33 Num caso diferente nesse mesmo mês, o Governo perdeu em tribunal contra a Igreja e foi forçado a devolver 19 propriedades que tinham sido confiscadas dois anos antes.34

A Igreja Evangélica Presbiteriana Sudanesa e o Governo também se encontram em conflito por causa da posse de propriedades. No passado, a Igreja foi multada e teve propriedades suas destruídas.35

Após 2011, os cristãos enfrentaram uma séria escassez de textos religiosos e de material didático porque “os funcionários aduaneiros do Governo […] atrasaram o desenrolar de vários carregamentos de Bíblias em língua árabe através do porto do Sudão, sem qualquer explicação”.36 Em outubro de 2018, as autoridades acabaram por desalfandegar uma remessa de Bíblias que tinha ficado retida durante seis anos.

Em dezembro de 2019, três igrejas (Ortodoxa, Católica e Batista) no Estado do Nilo Azul (sudeste do Sudão) foram incendiadas. Após terem sido reconstruídas, criminosos não identificados incendiaram-nas novamente em 16 de janeiro de 2020. A polícia não investigou os ataques, embora o Ministro dos Assuntos Religiosos tenha dito que o fariam devido ao “empenho do Governo em proteger as liberdades religiosas” e “as casas de culto de quaisquer ameaças”.37

Para a Igreja Católica, os últimos anos têm sido um tempo desafiante. Após a independência do Sudão do Sul, houve falta de sacerdotes em El Obeid, a capital do estado do Cordofão do Norte, depois de muitos deles terem regressado às suas pátrias no que é agora o Sudão do Sul. Após a eclosão da guerra civil no novo país em dezembro de 2013 (que durou até fevereiro de 2020), cerca de 200.000 sudaneses do Sul fugiram para o Sudão, mais de metade dos quais católicos que necessitavam “não só de assistência humanitária, mas também espiritual”.38

No Sudão, os protestos antigovernamentais que irromperam em dezembro de 2018 duraram sete meses, até junho de 2019. Durante este período, grupos de direitos humanos condenaram o “uso excessivo de força, incluindo balas reais, contra manifestantes pacíficos”,39 exortando o Governo a deixar de usar força letal e matar os manifestantes. O Conselho Africano de Líderes Religiosos e Religiões pela Paz também criticou a repressão por parte do Conselho Militar de Transição contra os protestos.40

Durante a agitação, vários locais de culto foram alvo de ataques. Em fevereiro de 2019, as forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo contra uma importante mesquita em Cartum, após as orações do meio-dia de uma sexta-feira, ferindo vários fiéis.41 Os clérigos muçulmanos condenaram estes atos que “(violavam) a santidade das mesquitas”.42 As forças de segurança também forçaram a entrada noutra mesquita, Beit el Mal, onde espancaram o imã e o muezim, carregando armas e usando sapatos dentro da mesquita, o que é considerado um sacrilégio.43

Em junho de 2019, o Papa Francisco apelou à paz no país e à cessação da violência, convidando as partes a dar início a um diálogo.44 O presidente da Conferência Episcopal Católica Sudanesa, Bispo Edward Hiiboro Kussala de Tombura-Yambio, saudou o acordo de paz de agosto de 2019 entre os militares sudaneses e a oposição civil e agradeceu à comunidade internacional, especialmente à União Africana, por ter mediado o conflito.45

Um ano mais tarde, as Igrejas do Sudão saudaram o acordo de paz entre o Governo de transição e vários grupos rebeldes.46 O Arcebispo Michael Didi Adgum Mangoria de Cartum declarou que o acordo de paz alcançado em agosto de 2020 entre o Governo e cinco grupos rebeldes só poderia ser abrangente se todos os grupos armados se juntassem a ele. O acordo prevê a criação de uma comissão nacional para a liberdade religiosa para proteger os direitos dos cristãos no país.47 Também estipula a separação entre a religião e o Estado. O acordo terá um efeito na educação porque prevê que o Alcorão seja ensinado apenas em cursos religiosos islâmicos.48

Durante as medidas implementadas para travar a propagação do coronavírus, o Bispo Andali de El Obeid disse que “os cristãos eram considerados ao mesmo nível que os muçulmanos” em termos das “precauções a tomar”.49 O número de pessoas presentes nos locais de culto teve de ser reduzido, inclusive durante a Semana Santa. O bispo declarou também que não foram relatados confrontos devido ao medo da COVID-19 e das conversações de paz em curso.50

Entre 2018 e 2020, um jornalista de investigação independente que trabalhava para a BBC infiltrou-se secretamente para investigar alegações de maus-tratos nas escolas corânicas ou khalwas. Teve oportunidade de visitar 23 das 30.000 khalwas que existem no Sudão. Documentou todo o tipo de abusos contra rapazes muito jovens, alguns dos quais eram acorrentados ao chão. O Governo foi informado disto antes da exibição do documentário e ordenou uma ação legal contra as escolas em questão, tendo rapidamente adotado uma nova lei para proibir o espancamento de estudantes.51

PERSPECTIVAS PARA A LIBERDADE RELIGIOSA

No final de dezembro de 2019, os Estados Unidos retiraram o Sudão da sua lista de “Países Particularmente Preocupantes” e transferiram-no para a “Lista de Observação Especial”. Este é um reconhecimento de que o novo Governo sudanês tomou medidas a favor de uma maior liberdade, incluindo a liberdade religiosa.

De fato, o Ministro dos Assuntos Religiosos pediu desculpas aos cristãos pela opressão que sofreram no passado recente e convidou os judeus sudaneses a regressarem. Além disso, o novo Governo revogou as proibições impostas durante o Governo de Bashir, de modo a permitir aos cristãos praticarem novamente as suas tradições, e está promovendo um espírito de tolerância entre os grupos religiosos, em contraste com o regime anterior.

As violações da liberdade religiosa, no entanto, continuam ocorrendo. A situação na região sudoeste do Darfur é particularmente preocupante. Embora o Governo tenha dado passos positivos no sentido da liberdade religiosa no país, resta saber como a situação irá evoluir durante a transição em curso.

NOTAS

1 “Situation in Dafur, Sudan – In the case of the prosecutor v. Omar Hassan Ahmad al Bashir (‘Omar al Bashir’)”, International Criminal Court, 4 de março de 2009, https://www.icc-cpi.int/CourtRecords/CR2009_01514.PDF (acesso em 8 de fevereiro de 2021).
2 “Omar al-Bashir ousted: how Sudan got here”, BBC News, 11 de abril de 2019, https://www.bbc.com/news/world-africa-47892742 (acesso em 9 de novembro de 2020).
3 Samy Magdy, “Official: Sudan to hand over al-Bashir for genocide trial”, Associated Press, 11 de fevereiro de 2020, https://apnews.com/article/c6698024bdd7f1cade89b9b4101d25c1; “Omar Bashir: ICC delegation begins talks in Sudan over former leader”, BBC News, 17 de outubro de 2020, https://www.bbc.com/news/amp/world-africa-54548629 (acesso em 8 de fevereiro de 2021).
4 Projeto de carta constitucional para o período de transição de 2019, Constitution Net, http://constitutionnet.org/sites/default/files/2019-08/Sudan%20Constitutional%20Declaration%20%28English%29.pdf (acesso em 9 de novembro de 2020).
5 “Sudan forms 11-member sovereign council, headed by al-Burhan”, Al Jazeera, 20 de agosto de 2019, https://www.aljazeera.com/news/2019/8/20/sudan-forms-11-member-sovereign-council-headed-by-al-burhan (acesso em 9 de novembro de 2020).
6 Sudan 2019, Constitute Project, https://www.constituteproject.org/constitution/Sudan_2019?lang=en (acesso em 9 de novembro de 2020).
7 Gabinete para a Liberdade Religiosa Internacional, “Sudan”, 2019 International Religious Freedom Report, Departamento de Estado Norte-Americano, https://www.state.gov/reports/2019-report-on-international-religious-freedom/sudan/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
8 Ibid.
9 Ibid.
10 Suliman Baldo, “Radical Intolerance: Sudan’s religious oppression and embrace of extremist groups”, The Enough Project, dezembro de 2017, https://enoughproject.org/wp-content/uploads/2017/12/SudanReligiousFreedom_Enough_Dec2017_final.pdf (acesso em 9 de novembro de 2020).
11 Steve Sweeney, “EU accused of propping up Sudan’s ‘militia state’ in bid to block migrants”, The Morning Star, 27 de junho de 2019, https://morningstaronline.co.uk/article/w/eu-accused-of-propping-up-sudans-militia-state-in-bid-to-block-migrants; Suliman Baldo, “Border Control from Hell: How the EU’s migration partnership legitimizes Sudan’s ‘militia state’“, The Enough Project, 6 de abril de 2017, https://enoughproject.org/reports/border-control-hell-how-eus-migration-partnership-legitimizes-sudans-militia-state (acesso em 8 de fevereiro de 2021).
12 “Sudan”, World Report 2018, Human Rights Watch, https://www.hrw.org/world-report/2018/country-chapters/sudan#ada87c (acesso em 9 de novembro de 2020).
13 “Expansion of the religious discrimination against Christians in Sudan”, Sudan Democracy First Group, 8 de abril de 2017, https://us7.campaign-archive.com/?u=7acabab6ae470b89628f88514&id=c8e9ad21d8&e=a9db638c83 (acesso em 9 de novembro de 2020).
14 “Sudan”, Annual Report 2020, Comissão Americana da Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), pp. 80-81, https://www.justice.gov/eoir/page/file/1271691/download (acesso em 8 de fevereiro de 2021).
15 “Sudan’s church schools ordered to follow Muslim week”, Radio Dabanga, 28 de julho de 2017, https://www.dabangasudan.org/en/all-news/article/sudan-s-church-schools-ordered-to-follow-muslim-week (acesso em 9 de novembro de 2020).
16 “Sudan’s church schools to revert to Christian week”, Radio Dabanga, 25 de abril de 2019, https://www.dabangasudan.org/en/all-news/article/sudan-s-church-schools-to-revert-to-christian-week (acesso em 9 de novembro de 2020).
17 “Christmas message: minister apologizes to Sudan’s Christians for their suffering”, Radio Dabanga, 26 de dezembro de 2019, https://www.dabangasudan.org/en/all-news/article/christmas-message-minister-apologises-to-sudan-s-christians-for-their-suffering (acesso em 9 de novembro de 2020).
18 “Government urges unity of Christians to participate in Sudan’s affairs”, Sudan Tribune, 25 de dezembro de 2019, https://sudantribune.com/spip.php?article68753 (acesso em 9 de novembro de 2020).
19 “Multitudes march for Jesus in Sudan as restrictions on Christianity decline”, Uganda Christian News, 24 de dezembro de 2019, https://www.ugchristiannews.com/multitudes-march-for-jesus-in-sudan-as-restrictions-on-christianity-decline/ (acesso em 8 de fevereiro de 2021).
20 “Minister: Sudanese must embrace diversity and tolerance”, Radio Dabanga, 24 de novembro de 2019, 8https://www.dabangasudan.org/en/all-news/article/minister-sudanese-must-embrace-diversity-and-tolerance (acesso em 9 de novembro de 2020).
21 “Minister: significant corruption in Sudan’s Muslim endowment admin”, Radio Dabanga, 25 de dezembro de 2019, https://www.dabangasudan.org/en/all-news/article/minister-significant-corruption-in-sudan-s-muslim-endowment-admin (acesso em 9 de novembro de 2020).
22 Kaamil Ahmed, “Sudan’s new government invites Jewish community’s return”, Middle East Eye, 7 de setembro de 2019, https://www.middleeasteye.net/news/sudans-new-government-invites-jewish-communitys-return (acesso em 9 de novembro de 2020).
23 “Sudan’s lost Jewish community – in pictures”, BBC News, 20 de outubro de 2019, https://www.bbc.com/news/world-africa-49728912 (acesso em 8 de fevereiro de 2021).
24 “Will end of sanctions against Sudan ease Bible shortage for 1 million Christians?”, World Watch Monitor, 26 de outubro de 2017, https://www.worldwatchmonitor.org/2017/10/will-end-sanctions-sudan-ease-bible-shortage-1-million-christians/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
25 Ibid.
26 “Sudan remains on US religious freedom blacklist”, Radio Dabanga, 12 de dezembro de 2018, https://www.dabangasudan.org/en/all-news/article/sudan-remains-on-us-religious-freedom-blacklist (acesso em 9 de novembro de 2020).
27 “NGOs say changes to Sudan’s Islamic laws don’t go far enough”, World Watch Monitor, 18 de agosto de 2020, https://www.worldwatchmonitor.org/2020/08/ngos-say-changes-to-sudans-islamic-laws-dont-go-far-enough/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
28 “Government urges unity of Christians to participate in Sudan’s affairs”, Sudan Tribune, 25 de dezembro de 2019, https://sudantribune.com/spip.php?article68753 (acesso em 9 de novembro de 2020).
29 “Sudan: 13 Christians arrested in Darfur, another church told to hand over property”, World Watch Monitor, 17 de outubro de 2018, https://www.worldwatchmonitor.org/2018/10/sudan-13-christians-arrested-in-darfur-another-church-told-to-hand-over-property/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
30 “Sudan: possible apostasy charges against church leader”, Middle East Concern, 24 de outubro de 2018, https://www.meconcern.org/2018/10/24/possible-apostasy-charges-against-church-leader/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
31 “Torture, ill-treatment against christians, forced to renounce their faith”, Agenzia Fides, 7 de novembro de 2018, http://www.fides.org/en/news/65042-AFRICA_SUDAN_Torture_ill_treatment_against_Christians_forced_to_renounce_their_faith (acesso em 9 de novembro de 2020).
32 “Sudanese church leader charged with apostasy”, World Watch Monitor, 26 de outubro de 2018, https://www.worldwatchmonitor.org/coe/sudanese-church-leader-charged-with-apostasy/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
33 “Sudan: 13 Christians arrested in Darfur, another church told to hand over property”, World Watch Monitor, 17 de outubro de 2018, https://www.worldwatchmonitor.org/2018/10/sudan-13-christians-arrested-in-darfur-another-church-told-to-hand-over-property/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
34 “Sudanese government gives back 19 properties to church body”, World Watch Monitor, 26 de setembro de 2018, https://www.worldwatchmonitor.org/2018/09/sudanese-government-gives-back-19-properties-to-church-body/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
35 “Sudan: 13 Christians arrested in Darfur, another church told to hand over property”, World Watch Monitor, 17 de outubro de 2018, https://www.worldwatchmonitor.org/2018/10/sudan-13-christians-arrested-in-darfur-another-church-told-to-hand-over-property/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
36 “Sudan releases shipment of Bibles held in port for six years”, World Watch Monitor, 2 de outubro de 2018, https://www.worldwatchmonitor.org/2018/10/sudan-releases-shipment-of-bibles-held-in-port-for-six-years/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
37 “Sudan: three churches burned down twice within one month”, World Watch Monitor, 3 de fevereiro de 2020, https://www.worldwatchmonitor.org/coe/sudan-three-churches-burned-down-twice-within-one-month/ (acesso em 10 de novembro de 2020).
38 “’The war in South Sudan has also hit the Church in Sudan’ says the Bishop of El Obeid”, Agenzia Fides, 4 de outubro de 2018, http://www.fides.org/en/news/64863-AFRICA_SUDAN_The_war_in_South_Sudan_has_also_hit_the_Church_in_Sudan_says_the_Bishop_of_El_Obeid (acesso em 9 de novembro de 2020).
39 “Detainees tortured to death in Sudan”, Sudan Democracy First Group, 4 de fevereiro de 2019, https://us7.campaign-archive.com/?u=7acabab6ae470b89628f88514&id=ac65763331 (acesso em 9 de novembro de 2020).
40 “African religious leaders condemn the brutal suppression of protests in Sudan”, Agenzia Fides, 10 de junho de 2019, http://www.fides.org/en/news/66172-AFRICA_SUDAN_African_religious_leaders_condemn_the_brutal_suppression_of_protests_in_Sudan (acesso em 9 de novembro de 2020).
41 Eric Oteng, “Sudanese forces fire tear gas at Khartoum mosque”, Africa News, 9 de fevereiro de 2019, https://www.africanews.com/2019/02/09/sudanese-forces-fire-tear-gas-at-khartoum-mosque/ (acesso em 9 de novembro de 2020).
42 “Sudan’s clerics voice outrage at violation of mosques”, Radio Dabanga, 17 de fevereiro de 2019, https://www.dabangasudan.org/en/all-news/article/sudan-s-clerics-voice-outrage-at-violation-of-mosques (acesso em 9 de novembro de 2020).
43 Ibid.
44 Linda Bordoni, “Pope at Regina Coeli prays for dialogue in Sudan”, Vatican News, 9 de junho de 2019, https://www.vaticannews.va/en/pope/news/2019-06/pope-regina-coeli-appeal-sudan.html (acesso em 9 de novembro de 2020).
45 “President of the Bishops’ Conference applauds the Khartoum agreement”, Agenzia Fides, 26 de agosto de 2019, http://www.fides.org/en/news/66521-AFRICA_SUDAN_President_of_the_Bishops_Conference_applauds_the_Khartoum_agreement (acesso em 9 de novembro de 2020).
46 Lisa Zengarini, “Sudán: iglesias saludan el histórico acuerdo de paz firmado en Juba el 3 octubre”, Vatican News, 12 de outubro de 2020, https://www.vaticannews.va/es/iglesia/news/2020-10/iglesias-sudanesas-saludan-el-historico-acuerdo-de-paz-juba-oct.html (acesso em 9 de novembro de 2020).
47 “‘The peace agreement is good, but all the armed groups must join it’ says the Archbishop of Khartoum”, Agenzia Fides, 2 de setembro de 2020, http://www.fides.org/en/news/68556 (acesso em 8 de fevereiro de 2021).
48 “A missionary: with the separation between the state and religion, the country gives space to plurality”, Agenzia Fides, 29 de setembro de 2020, http://www.fides.org/en/news/68719-AFRICA_SUDAN_A_missionary_With_the_separation_between_State_and_religion_the_Country_gives_space_to_plurality (acesso em 9 de novembro de 2020).
49 “The bishop of El Obeid: steps forward towards democracy, peace and national identity”, Agenzia Fides, 29 de julho de 2020, http://www.fides.org/en/news/68450-AFRICA_SUDAN_The_Bishop_of_El_Obeid_steps_forward_towards_democracy_peace_and_national_identity (acesso em 9 de novembro de 2020).
50 “In the time of Covid-19 no clashes and hostilities: the hopes of the Church”, Agenzia Fides, 28 de abril de 2020, http://www.fides.org/en/news/67818-AFRICA_SUDAN_In_the_time_of_Covid_19_no_clashes_and_hostilities_the_hopes_of_the_Church (acesso em 9 de novembro de 2020).
51 Fateh Al-Rahman Al-Hamdani, “Going undercover in the schools that chain boys”, BBC News, 7 de dezembro de 2020, https://www.bbc.com/news/world-africa-55213710 (acesso em on 9 de dezembro de 2020).

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Calem-se as armas!

Quanto rezamos ao longo destes anos pela paz no Iraque! (…) E Deus escuta; escuta sempre! Cabe a nós ouvi-Lo, andar nos seus caminhos. Calem-se as armas! Limite-se a sua difusão, aqui e em toda a parte! (…) Chega de violências, extremismos, facções, intolerâncias!

Papa Francisco

Palácio Presidencial em Bagdá. Sexta-feira, 5 de março de 2021. Discurso do Santo Padre às autoridades, à sociedade civil e ao corpo diplomático do Iraque.

SOBRE A ACN

ACN (Ajuda à Igreja que Sofre no Brasil) é uma organização católica fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten para ajudar os refugiados de guerra. Desde 2011 reconhecida como fundação pontifícia, a ACN dedica-se a ajudar os cristãos no mundo inteiro – através da informação, oração e ação – especialmente onde estes são perseguidos ou sofrem necessidades materiais. A ACN auxilia todos os anos uma média de 5.000 projetos em 130 países graças às doações de benfeitores, dado que a fundação não recebe financiamento público.

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