Turquia

LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO RELATÓRIO 2021

POPULAÇÃO

83.835.750

ÁREA

783.562 km2

PIB PER CAPITA

25.129 US$

ÍNDICE GINI

41.9

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RELIGIÕES

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DISPOSIÇÕES LEGAIS EM RELAÇÃO À LIBERDADE RELIGIOSA E APLICAÇÃO EFETIVA

A Constituição turca define o país como um estado secular (artigo 2.º).1 E garante a liberdade de consciência, crença religiosa, convicção, expressão e culto. O artigo 24.º proíbe a discriminação com base em fundamentos religiosos e a exploração ou o abuso de “sentimentos religiosos, ou coisas consideradas como sagradas pela religião”.

O estado turco coordena e gere os assuntos religiosos através da Direção (ou Presidência) dos Assuntos Religiosos (Diyanet),2 criada em 1924 no âmbito do artigo 136.º da Constituição como sucessora da mais alta autoridade religiosa (Shayk al-Islam), depois da abolição do Califado Otomano.3 A atuar sob alçada do gabinete do presidente, a Direção promove o ensino e as práticas do Islamismo sunita. Em 2020, o governo turco atribuiu €1.7 mil milhões de dólares do orçamento do Estado a esta Direção, concedendo-lhe mais dinheiro do que a seis outros ministérios e à maior parte das instituições estatais.4

Os novos documentos nacionais de identidade não contêm nenhuma referência clara nem nenhum espaço específico para identificação religiosa. Os grupos religiosos não são obrigados a registrar-se junto das autoridades, mas os locais de culto dos grupos não registrados não são reconhecidos pelo Estado.5

A instrução religiosa islâmica sunita é obrigatória nas escolas públicas primárias e secundárias. Apenas os alunos cristãos ou judeus podem candidatar-se à isenção de participação nestas aulas, apresentando um pedido de isenção assinado pelos pais. O governo continua a recusar-se a isentar os alevitas ou outras crianças da instrução islâmica sunita obrigatória. O governo interpreta de forma restritiva o Tratado de Lausana de 1923, que se refere às “minorias não muçulmanas”,6 concedendo estatuto legal de minoria especial exclusivamente a três grupos reconhecidos: cristãos ortodoxos apostólicos armênios, cristãos ortodoxos gregos e judeus. Apesar deste estatuto especial, e à semelhança de outros grupos minoritários (católicos, siríacos, protestantes, alevitas, etc.), eles não têm identidade legal: não podem comprar ou ser donos de propriedades, ou procurar reparação legal. Atualmente, estes grupos apenas conseguem ser donos das suas próprias propriedades através de fundações independentes.7

O Estado apenas permite a formação de clérigos sunitas, restringindo a formação para outros grupos religiosos. A falta de seminários cristãos na Turquia impede que os Patriarcados ortodoxos gregos e ortodoxos armênios eduquem a próxima geração de clérigos. O Seminário Teológico Ortodoxo Grego na ilha de Halki, perto de Istambul, foi fechado em 1971.8 O governo turco alega que a razão para este fechamento foi a incapacidade do governo grego de garantir liberdade religiosa recíproca para a sua minoria muçulmana turca.9

A comunidade judaica da Turquia consegue praticar a sua religião livremente. As sinagogas recebem constante proteção de segurança por parte do governo. O antissemitismo, sobretudo na imprensa e nas redes sociais, continua a ser uma questão na Turquia.10 Contudo, este é o único país de maioria muçulmana que contribui ativamente para a Aliança Internacional de Memória do Holocausto.11

Nos últimos anos, várias levas de refugiados chegaram à Turquia, especialmente na sequência da guerra civil síria: perto de 4,1 milhões de refugiados e requerentes de asilo (3,7 milhões de sírios e quase 400.000 de outras nacionalidades).12 A legislação turca confere às pessoas que necessitam de proteção internacional um vasto leque de direitos quando se registram junto das autoridades.13 Contudo, o quadro jurídico existente tem algumas deficiências, em grande parte devido à escala do problema dos refugiados. Desde 2014, milhares de católicos de língua árabe (principalmente caldeus e siríacos) e cristãos ortodoxos têm entrado no país. Distribuídos por mais de 80 cidades turcas, estes refugiados devem permanecer onde se registraram para receberem ajuda financeira do governo.14 Estão autorizados a trabalhar, mas apenas nos lugares onde estão registrados. O número exato de refugiados não muçulmanos nas cidades é desconhecido. Os refugiados cristãos lutam para manter a sua fé, uma vez que a maioria das igrejas estão em Istambul e em algumas das maiores cidades. Os poucos sacerdotes cristãos de língua árabe são obrigados a viajar de cidade em cidade, alugando (por vezes a preços muito elevados) locais para celebrar múltiplos batismos, crismas e casamentos, muitas vezes no mesmo dia.15

INCIDENTES E EVOLUÇÃO

Foram relatados incidentes num contexto de tensões religiosas crescentes.

Nos novos documentos nacionais de identidade introduzidos em 2017, a filiação religiosa aparece no chip eletrônico, mas não no documento em si. Este é considerado um passo muito positivo, uma vez que reduz o risco de discriminação.16 No entanto, aqueles que desejam a remoção completa da religião dos seus registros precisam de solicitá-la. Os alunos que procuram ter isenção das aulas obrigatórias de cultura religiosa e conhecimentos morais islâmicos, veem-se perante um problema, uma vez que os não muçulmanos têm de provar a sua religião para poderem optar pela não participação.

Em 2018, o discurso de ódio contra as Igrejas e os seus membros aumentou nos meios de comunicação social, especialmente durante o caso do Pastor Andrew Brunson.17 Isto foi motivo de grande preocupação entre as comunidades cristãs, uma vez que se observou uma tendência semelhante àquela que tinha levado ao massacre da Editora Malatya Zirve em 2007. Exemplos deste discurso de ódio foram a publicação crítica em jornais nacionais e locais e a transmissão em canais de televisão de imagens de igrejas e indivíduos, a publicação de reivindicações falsas por falsas testemunhas, e o fato de os meios de comunicação social não terem permitido aos afetados pelas notícias a oportunidade de refutarem as acusações, o que é um direito constitucional.18

Após a libertação do Pastor Brunson em outubro de 2018, o discurso de ódio contra os cristãos diminuiu, mas não por muito tempo. Por altura do Natal e depois do Ano Novo, as campanhas anticristãs foram retomadas com outdoors, cartazes, folhetos distribuídos nas ruas, noticiários e programas de televisão, semeando o medo entre os cristãos durante as celebrações.19

Depois dos muçulmanos sunitas, os alevitas, nome dado a um grande número de comunidades xiitas heterodoxas muçulmanas, são o segundo maior grupo religioso da Turquia, com cerca de 20 a 25 milhões de membros.20 Apesar de uma decisão do Supremo Tribunal de Recurso reconhecer oficialmente as casas de culto alevitas (cemevi) como lugares de culto legítimos,21 os não são reconhecidos como uma religião distinta, o que resulta numa fonte contínua de tensões. A prática alevita do Islamismo é fundamentalmente diferente da dos sunitas. Embora seja considerada oficialmente como uma denominação do Islã xiita, também aqui a sua interpretação varia em relação a comunidades xiitas de outros países. No entanto, é a sua divergência na prática com o Islamismo sunita que faz com que este último os rejeite, descrevendo os alevitas como um culto ou uma seita, ou uma irmandade, e recusando-se a conceder-lhes o estatuto oficial.22

Os alevitas não aderem ao ritual de rezar cinco vezes por dia e não são obrigados a fazer a peregrinação a Meca. Homens e mulheres rezam lado a lado em casas de oração (cemevi) e o seu ritual inclui uma dança sagrada (semah). A sua atitude é mais aberta para com as mulheres, que, por exemplo, não são obrigadas a usar um lenço de cabeça. Além disso, os seus líderes espirituais podem ser tanto homens (dede) como mulheres (ana). As cemevi não recebem qualquer subsídio do Estado, enquanto as mesquitas recebem. Ao contrário dos imãs sunitas (que lideram a oração islâmica), os líderes religiosos alevitas não são reconhecidos como funcionários públicos.23

A maior parte das comunidades protestantes não têm igrejas e consequentemente têm de estabelecer associações ou tornar-se representantes de associações ou fundações existentes. Esta é a única forma de alugar ou comprar lojas, espaços de escritórios ou armazéns para prestar serviços religiosos. Apesar disto, as autoridades municipais recusam-se geralmente a alterar os regulamentos de zoneamento para satisfazer as necessidades destas comunidades.24 Portanto, os locais utilizados para o culto protestante não são reconhecidos pelos municípios e não trazem nenhum dos benefícios concedidos aos locais de culto (como, por exemplo, a isenção das contas de eletricidade e água).24

Há décadas que a Igreja Católica pede o reconhecimento legal, a restituição de propriedades registradas tanto no Tesouro como na Direção Geral das Fundações (dotações religiosas) após o estabelecimento da República Turca, além de pedir o registro destas propriedades em nome das congregações que delas são proprietárias. Para além disso, a exigência de registrar propriedades atualmente em uso, datada da época do Império Otomano, ainda está pendente.26

Várias igrejas cristãs foram alvo de uma série de incidentes em 2018 e 2019.27 Em junho de 2018, placas de sinalização que indicavam a localização de uma igreja protestante na cidade de Mardin foram deitadas abaixo. Um funcionário da Fundação Erbakan tinha descrito a presença das placas perto de uma mesquita como um insulto. Em janeiro de 2019, a mesma igreja foi alvo de uma bomba de dispersão por som durante os cultos dominicais. Os agressores foram apanhados, mas mais tarde foram libertados. Um mês depois, apareceram grafites ameaçadores num muro da Igreja Armênia de Surp Hresdagabet em Balat, uma zona no distrito de Istambul. Em março de 2019, um cocktail Molotov foi atirado a uma sinagoga em Izmir. Foi detido um suspeito, que alegou que queria protestar contra Israel.

Em 2020, os incidentes resultantes de decisões políticas aumentaram as tensões com as comunidades não muçulmanas. Em 11 de julho de 2020, após o Conselho de Estado ter anulado uma decisão de 1934 do então Presidente Mustafa Kemal Atatürk de transformar a antiga Basílica Bizantina de Hagia Sophia (Santa Sabedoria), mais tarde mesquita Aya Sofya, num museu, o Presidente Recep Erdoğan anunciou que o edifício voltaria a ser uma mesquita e que as primeiras orações seriam realizadas na mesma a 24 de julho, o que causou protestos em todo o mundo.29 A Hagia Sophia foi a sede do Patriarcado de Constantinopla de 537 a 1453, exceto por um interlúdio de 57 anos (1204 a 1261) quando foi a catedral católica do Império Latino de Constantinopla. Em 1453, o Sultão Mehmed II conquistou a cidade e converteu a igreja na mesquita de Aya Sofya.

Uma segunda decisão política semelhante foi tomada em relação à Igreja Bizantina do Santo Salvador em Chora (Kariye em turco). A igreja medieval tinha sido convertida em mesquita no início do século XVI e designada como museu pelo governo da Turquia em 1945. Em finais de 2019, na sequência da decisão do Conselho de Estado da Turquia de que a decisão de designar o Kariye como museu era ilegal porque uma mesquita “não pode ser utilizada exceto pela sua função essencial”,30 o Presidente Erdoğan inverteu a decisão de 1945 por decreto de 22 de agosto de 2020.31

Após combates entre forças armênias e azeris no final de setembro de 2020, manifestantes antiarmênios e anticristãos protestaram em cidades turcas e as redes sociais turcas foram saturadas com mensagens de ódio.32 Nos primeiros dias do conflito, carros com bandeiras azeris encheram a rua em frente ao Patriarcado Armênio da Turquia33 em Istambul, incluindo o distrito de Balat em Istambul onde se encontra o Patriarcado Ecumênico Grego Ortodoxo, enviando uma mensagem ameaçadora aos armênios e gregos locais e obrigando a que fossem colocados oficiais de segurança em frente de todas as igrejas armênias em Istambul.35

PERSPECTIVAS PARA A LIBERDADE RELIGIOSA

Há sinais ameaçadores para a liberdade religiosa na Turquia. Para os ateus, agnósticos, alevitas, muçulmanos não sunitas, bahá’ís e yazidis36 não há sinais de alívio da sua vitimização e limitação de direitos. O governo interpreta de forma restritiva o Tratado de Lausana de 1923, que se refere às “minorias não muçulmanas”, concedendo estatuto legal de minoria especial exclusivamente a três grupos reconhecidos: cristãos ortodoxos apostólicos armênios, cristãos ortodoxos gregos e judeus.37

Existe uma preocupante tendência de intolerância e discurso de ódio contra estas minorias religiosas nos meios de comunicação social. Isto acontece, por exemplo, contra os judeus, “retratados como um ‘poder oculto’ em ‘teorias da conspiração’ e apresentados como ‘uma ameaça contra a Turquia'”.38

No caso dos cristãos, há ataques contra os seus locais de culto; incapacidade de as Igrejas Católica e Protestante alcançarem o pleno reconhecimento legal; falta de seminários ou impossibilidade de os construir para formação do clero das Igrejas Armênia, Católica e Grega Ortodoxa; e o insulto da cultura cristã nos meios de comunicação estatais, especialmente no Natal e na véspera de Ano Novo.39 Tudo isto culmina na criação de um ambiente de medo e insegurança.

Uma questão significativa para todos os muçulmanos não sunitas reside no sistema de educação estatal, no qual a única instrução religiosa disponibilizada é a do Islamismo sunita.40 O pedido de isenção desta disciplina obrigatória só é possível se os alunos revelarem a sua religião no chip eletrônico do documento de identidade, mostrando que são cristãos ou judeus.

Um novo nível de tensão inter-religiosa foi atingido no Verão de 2020 com a conversão dos museus de Hagia Sophia e da igreja em Chora em mesquitas41 e a recente escalada de violência entre o Azerbaijão e a Armênia em setembro de 2020,42 provocando uma retórica antiarmênia e anticristã.

Apesar dos desafios, houve dois desenvolvimentos positivos. Em primeiro lugar, as autoridades fizeram progressos na devolução de propriedades confiscadas a fundações não muçulmanas.43 Em segundo lugar, autorizaram a construção em Istambul da primeira igreja siríaca dos tempos modernos.44 A cerimônia de lançamento da pedra angular teve a participação do Presidente Recep Erdoğan.45

No momento em que escrevemos, o Presidente da Turquia entrou num conflito verbal com o presidente da França, na sequência de uma política recentemente anunciada na França para combater o “separatismo islâmico”.46 O Presidente Erdogan afirmou que estava sendo lançada “uma campanha de linchamento semelhante à que foi levada a cabo contra os judeus da Europa antes da Segunda Guerra Mundial”, acusando a França de islamofobia e apelando a um boicote comercial aos produtos franceses na Turquia.47

As perspectivas para o direito à liberdade religiosa na Turquia são muito negativas.

NOTAS

1 Turkey 1982 (rev. 2017), Constitute Project, https://www.constituteproject.org/constitution/Turkey_2017?lang=en (acesso em 2 de abril de 2020).
2 Diyanet İşleri Başkanlığı, habitualmente mencionada como Diyanet, também conhecida como Direcção dos Assuntos Religiosos em português.
3 “Diyanet, the Presidency of Religious Affairs”, Changing Structures of Islamic Authority, Universidade de Oxford, https://www.csia-oxford.org/diyanet-presidency-religious-affairs.html (acesso em 2 de abril de 2020).
4 “6 bakanlıktan büyük Diyanet bütçesi: 1 yıl dolmadan 9.6 milyar lira harcandı,” Independent Türkçe, 18 de dezembro de 2019, https://www.independentturkish.com/node/105391/haber/6-bakanl%C4%B1ktan-b%C3%BCy%C3%BCk-diyanet-b%C3%BCt%C3%A7esi-1-y%C4%B1l-dolmadan-96-milyar-lira-harcand%C4%B1 (acesso em 10 de março de 2020).
5 2019 Human Rights Violations Report, Associação de Igrejas Protestantes da Turquia, 5 de março de 2020, https://www.protestankiliseler.org/?p=959 (acesso em 10 de março de 2020).
6 Artigo 38.º: “Treaty of Peace with Turkey Signed at Lausanne, July 24, 1923”, in The Treaties of Peace 1919-1923, Vol. II, Nova Iorque: Carnegie Endowment for International Peace, 1924, https://wwi.lib.byu.edu/index.php/Treaty_of_Lausanne (acesso em 25 de maio de 2020).
7 TBMM Basın Açıklamaları, 16 de abril de 2012, https://www.tbmm.gov.tr/develop/owa/haber_portal.aciklama?p1=121386 (acesso em 5 de outubro de 2020).
8 Michael-Ross Fiorentino, “Halki seminary: the Istanbul institution at the heart of a political and religious feud”, Euronews, 5 de fevereiro de 2019, https://www.euronews.com/2019/02/04/halki-seminary-greek-pm-tsipras-visit-to-turkey-s-closed-religious-school-hugely-symbolic (acesso em 25 de maio de 2020).
9 “Heybeliada Ruhban Okulu sorunu ile karşılıklılık prensibi yeniden gündeme taşınıyor”, Avrupa Batı Trakya Türk Federasyonu, 24 de julho de 2009, https://www.abttf.org/html/?callback_id=664076&link=detay&id=2164&l=tr (acesso em 5 de outubro de 2020)
10 Fatih Gökhan Diler, “Antisemitizm laboratuvarı Türkiye”, Agos, 1 de dezembro de 2016, http://www.agos.com.tr/tr/yazi/17145/antisemitizm-laboratuvari-turkiye (acesso em 5 de outubro de 2020)
11 Comunicado de imprensa sobre o Dia Internacional da Memória do Holocausto, Ministério dos Negócios Estrangeiros, 26 de janeiro de 2019, n.º 14, http://www.mfa.gov.tr/no_14_-uluslararasi-holokost-anma-gunu-hk_en.en.mfa (acesso em 5 de outubro de 2020).
12 2020 Turkey Country Report, Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNHRC), http://reporting.unhcr.org/node/2544 (acesso em 10 de março de 2020).
13 “Türkiye’deki Mülteciler ve Sığınmacılar”, UNHRC Turquia, https://www.unhcr.org/tr/turkiyedeki-multeciler-ve-siginmacilar (acesso em 5 de outubro de 2020).
14 Bill Van Esveld, “Turkey: Education Barriers for Asylum Seekers”, Human Rights Watch, 31 de maio de 2017, https://www.hrw.org/news/2017/05/31/turkey-education-barriers-asylum-seekers (acesso em 5 de outubro de 2020).
15 “Sığınmacılara bir damla temiz su olmaya çalışıyoruz”, Agos, 23 de dezembro de 2016, http://www.agos.com.tr/tr/yazi/17314/siginmacilara-bir-damla-temiz-su-olmaya-calisiyoruz (acesso em 5 de outubro de 2020).
16 “Çipli kimlik kartında gizli din hanesine tepki: Laikliğe aykırı”, T24, 24 de março de 2017, https://t24.com.tr/haber/cipli-kimlik-kartinda-gizli-din-hanesine-tepki-laiklige-aykiri,395332 (acesso em 5 de outubro de 2020).
17 Kemal Göktaş, “Nefret söylemi Hristiyanları korkutuyor: ‘Zirve Yayınevi katliamı öncesine benziyor’”, Diken, 21 de fevereiro de 2019, http://www.diken.com.tr/nefret-soylemi-hristiyanlari-korkutuyor-zirve-yayinevi-katliami-oncesine-benziyor/ (acesso em 5 de outubro de 2020).
18 “Medyada Hristiyanlara Yönelik Nefret Söylemi Arttı”, Hristiyan Haber, 21 de fevereiro de 2019, https://www.hristiyanhaber.net/2019/02/21/medyada-hristiyanlara-yonelik-nefret-soylemi-artti/ (acesso em 5 de outubro de 2020).
19 “Turkey turns on its Christians – Analysis”, Middle East Quarterly, 27 de julho de 2018, https://www.eurasiareview.com/27072018-turkey-turns-on-its-christians-analysis/ (acesso em 5 de outubro de 2020).
20 “Alevis”, Directório Mundial das Minorias e Povos Indígenas, https://minorityrights.org/minorities/alevis/ (acesso em 12 de outubro de 2020).
21 Gabinete para a Liberdade Religiosa Internacional, “Turkey”, 2019 Report on International Religious Freedom, Departamento de Estado Norte-Americano, https://www.state.gov/reports/2019-report-on-international-religious-freedom/turkey/ (acesso em 12 de outubro de 2020).
22 “Alevis”, Minority Rights Group International, junho de 2018, https://minorityrights.org/minorities/alevis/ (acesso em 5 de outubro de 2020).
23 “Alevism: mystical, inclusive and deeply cultural”, Newscoop, https://newscoop.com/alevism-mystical-inclusive-and-deeply-cultural%EF%BB%BF/ (acesso em 5 de outubro de 2020).
24 Gabinete para a Liberdade Religiosa Internacional,“Turquia”, op. cit.
25 “2019 Human Rights Violations Report”, Associação de Igrejas Protestantes da Turquia, op. cit.
26 “TBMM’ye katolik ‘uyarısı’”, Milliyet, 28 de fevereiro de 2002, https://www.milliyet.com.tr/gundem/tbmm-ye-katolik-uyarisi-1508499 (acesso em 5 de outubro de 2020).
27 2019 Report Pursuing Rights and Equality Monitoring Report on the Right to Freedom of Religion or Belief in Turkey, Freedom of Belief Initiative, Norwegian Helsinki Committee. janeiro 2016-março 2019), p. 18-19, https://inancozgurlugugirisimi.org/wp-content/uploads/2019/08/Report_Turkey_ENG_web.pdf (acesso em 11 de março de 2020).
28 “Erdogan says first prayers in Hagia Sophia on July 24”, Reuters, 10 de julho de 2020, https://uk.reuters.com/article/uk-turkey-museum-prayers/erdogan-says-first-prayers-in-hagia-sophia-on-july-24-idUKKBN24B2RA (acesso em 12 de outubro de 2020).
29 “What will happen to Turkey’s Hagia Sophia after controversial mosque conversion?”, The New Arab, 13 de julho de 2020, https://english.alaraby.co.uk/english/news/2020/7/13/what-will-happen-to-turkeys-hagia-sophia (acesso em 12 de outubro de 2020).
30 Jean Yacley, “Court ruling converting Turkish museum to mosque could set precedent for Hagia Sophia”, The Art Newspaper, 3 de dezembro de 2019, https://www.theartnewspaper.com/news/court-ruling-converting-turkish-museum-to-mosque-could-set-precedent-for-hagia-sophia (acesso em 12 de outubro de 2020).
31 “Turkey converts Kariye Museum into mosque”, Hurriyet Daily News, 21 de agosto de 2002, https://www.hurriyetdailynews.com/turkey-converts-kariye-museum-into-mosque-157585 (acesso em 12 de outubro de 2020).
32 Andrew Wilks, “Armenian Turks become ‘target’ as Azerbaijan conflict escalates”, The National, 30 de setembro de 2020, https://www.thenational.ae/world/europe/armenian-turks-become-target-as-azerbaijan-conflict-escalates-1.1086273 (acesso em 12 de outubro de 2020); “Anti-Armenian Demonstrations in Istanbul”, The Armenian Mirror-Spectator, 5 de outubro de 2020, https://mirrorspectator.com/2020/10/05/anti-armenian-demonstrations-in-istanbul/ (acesso em 12 de outubro de 2020).
33 “Cars with Azerbaijan flags tour around İstanbul Armenian Patriarchate amid Karabakh clashes”, Bianet, 29 de setembro de 2002, http://bianet.org/english/minorities/231733-cars-with-azerbaijan-flags-tour-around-istanbul-armenian-patriarchate-amid-karabakh-clashes (acesso em 12 de outubro de 2020).
34 “Vehicles displaying Azeri and Turkish flags this time tour Istanbul’s Fener, Balat neighborhoods”, Duvar-english, 30 de setembro de 2020, https://www.duvarenglish.com/domestic/2020/09/30/vehicles-displaying-azeri-and-turkish-flags-this-time-tour-istanbuls-fener-balat-neighborhoods/ (acesso em 12 de outubro de 2020).
35 “Anti-Armenian Demonstrations in Istanbul”, The Armenian Mirror-Spectator, 5 de outubro de 2020, https://mirrorspectator.com/2020/10/05/anti-armenian-demonstrations-in-istanbul/ (acesso em 12 de outubro de 2020).
36 Gabinete para a Liberdade Religiosa Internacional, “Turquia”, op. cit.
37 Ibid.
38 H. Esra Arcan, “Interrupted social peace: hate speech in Turkish Media”, The IAFOR Journal of Media, Communication and Film, Volume 1 – Issue 1 – Summer 2013, https://iafor.org/journal/iafor-journal-of-media-communication-and-film/volume-1-issue-1/article-4/ (acesso em 2 de abril de 2020); “Media watch on hate speech report May-August 2019”, Asulis, Hrant Dink Foundation. https://hrantdink.org/attachments/article/2156/EN-may%C4%B1s-agustos-20199.pdf (acesso em 2 de abril de 2020).
39 Alex MacDonald, “Turks protest against ‘creeping Christmas'”, Middle East Eye, 23 de dezembro de 2015, https://www.middleeasteye.net/news/turks-protest-against-creeping-christmas (acesso em 12 de outubro de 2020).
40 Ziya Meral, “Compulsory religious education in Turkey, A Survey and Assessment of Textbooks”, 2015, Comissão Americana da Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) https://www.uscirf.gov/sites/default/files/TurkeyTextbookReport.pdf (acesso em 5 de outubro de 2020).
41 “Former Byzantine churches are being converted to mosques – this threatens Istanbul’s cosmopolitan identity”, The Conversation, 15 de setembro de 2020, https://theconversation.com/former-byzantine-churches-are-being-converted-to-mosques-this-threatens-istanbuls-cosmopolitan-identity-145419 (acesso em 12 de outubro de 2020).
42 “Nagorno-Karabakh conflict” BBC News, setembro-outubro de 2020, https://www.bbc.com/news/topics/cw24m3ex3nyt/nagorno-karabakh-conflict (acesso em 12 de outubro de 2020).
43 Ramazan Kılınç, “Christians have lived in Turkey for two millennia – but their future is uncertain”, The Conversation, 21 de novembro de 2019, https://theconversation.com/christians-have-lived-in-turkey-for-two-millennia-but-their-future-is-uncertain-127296 (acesso em 5 de abril de 2020).
44 “Turkey: First new church in 90 years approved”, BBC, 5 de janeiro de 2015, https://www.bbc.com/news/blogs-news-from-elsewhere-30679848 (acesso em 25 de maio de 2020).
45 “Istanbul’s new Syriac church to be completed in 2 years, Erdoğan says,” Daily Sabah, 5 de agosto de 2019, https://www.dailysabah.com/istanbul/2019/08/03/istanbuls-new-syriac-church-to-be-completed-in-2-years-erdogan-says (acesso em 5 de abril de 2020).
46 Presidência da França, “La république en actes”, 2 de outubro de 2020. https://www.elysee.fr/emmanuel-macron/2020/10/02/la-republique-en-actes-discours-du-president-de-la-republique-sur-le-theme-de-la-lutte-contre-les-separatismes (acesso em 27 de outubro de 2020).
47 A. Morrow, “Erdogan calls on EU leaders to end ‘Macron-led hate campaign against Muslims’”, RFI, 26 de outubro de 2020 (acesso em 27 de outubro de 2020) https://www.rfi.fr/en/france/20201026-erdogan-calls-on-eu-leaders-to-end-macron-led-hate-campaign-against-muslims-jews-lynching-merkel-conte

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Calem-se as armas!

Quanto rezamos ao longo destes anos pela paz no Iraque! (…) E Deus escuta; escuta sempre! Cabe a nós ouvi-Lo, andar nos seus caminhos. Calem-se as armas! Limite-se a sua difusão, aqui e em toda a parte! (…) Chega de violências, extremismos, facções, intolerâncias!

Papa Francisco

Palácio Presidencial em Bagdá. Sexta-feira, 5 de março de 2021. Discurso do Santo Padre às autoridades, à sociedade civil e ao corpo diplomático do Iraque.

SOBRE A ACN

ACN (Ajuda à Igreja que Sofre no Brasil) é uma organização católica fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten para ajudar os refugiados de guerra. Desde 2011 reconhecida como fundação pontifícia, a ACN dedica-se a ajudar os cristãos no mundo inteiro – através da informação, oração e ação – especialmente onde estes são perseguidos ou sofrem necessidades materiais. A ACN auxilia todos os anos uma média de 5.000 projetos em 130 países graças às doações de benfeitores, dado que a fundação não recebe financiamento público.

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