Relatório 2024–2026

Perseguidos, mas não esquecidos

Relatório sobre os cristãos perseguidos por causa da fé em 18 países, de agosto de 2024 a junho de 2026.

Capa do relatório Perseguidos mas não Esquecidos 2024–2026

220 milhões

de cristãos estão diretamente expostos à perseguição

10 de 18

países analisados ficaram piores para os cristãos desde o relatório anterior

165 países

registraram hostilidades contra cristãos em 2023
Fonte: Pew Research Center

2 anos

de análise: de 1º de agosto de 2024 a 30 de junho de 2026

Sobre o relatório

Quem sofre por causa da fé não pode ser esquecido

A cada dois anos, a ACN reúne testemunhos, estudos de caso e análises de cada país para mostrar onde e como os cristãos são perseguidos.

Nesta edição, o relatório acompanha 18 países em que a situação dos fiéis foi motivo de especial preocupação. Em mais da metade deles, a perseguição piorou desde 2022–2024 — muitas vezes em regiões inteiras, e não só em casos isolados.

“Eles imediatamente falaram para nos convertermos e, quando recusamos, começaram a nos bater. Açoitaram-nos com chicotes. Nossas pernas foram acorrentadas.”

Solomon Ako, 33 anos
Sequestrado por extremistas no norte da Nigéria

Principais conclusões

O que mudou nos últimos dois anos

01

Regimes autoritários apertaram o cerco

Na China, detenções em massa e igrejas fechadas. No Irã, as prisões de cristãos dobraram em 12 meses. Na Nicarágua, padres presos e exilados.

02

Cristãos tratados como “estrangeiros indesejados”

Na Índia, leis “anticonversão” em mais estados. No Paquistão, meninas e jovens forçadas a se converter e casar.

03

África: a pior onda extremista em anos

6 dos 10 países mais afetados pelo terrorismo estão na África. Em Moçambique, 1.000 cristãos mortos em Cabo Delgado desde 2017.

04

Milhões forçados a deixar suas casas

Na Nigéria, ao menos 1 milhão de cristãos estão entre os mais de 3,5 milhões de deslocados. No Sudão, mais de 100 igrejas destruídas.

05

Oriente Médio: comunidades encolhendo

Na Síria, a população cristã caiu mais de 80% desde 2011, e a violência aumentou mesmo com as promessas do novo governo.

Os 18 países

Como está a situação dos cristãos em cada país

Clique no país para ver o resumo. Comparação com o relatório anterior (2022–2024):

↓ Piorou · 9 países↓ Um pouco pior · 1 país↔ Sem mudanças · 8 países

Sem mudanças. Grupos terroristas controlam ao menos 40% do país e impõem o islamismo extremista. Cristãos têm sido alvo da campanha para impor essa ideologia.

Piorou. As Igrejas “clandestinas” enfrentaram perseguição intensificada, e novas regras do governo reforçaram o controle do Estado sobre materiais religiosos.

Sem mudanças. A repressão religiosa é parte do Estado. Os cristãos vivem a fé em segredo extremo, às vezes escondida até do cônjuge, e muitos estão presos ou em trabalho forçado.

Sem mudanças. Apesar de iniciativas positivas do Estado, mulheres cristãs continuam sendo sequestradas e igrejas novas seguem como alvo de violência.

Sem mudanças. Alguns cristãos foram libertados e não houve novas prisões arbitrárias, mas a interferência do Estado na vida religiosa continua constante.

Um pouco pior. Centenas de ataques interromperam cultos, vandalizaram igrejas e feriram fiéis. Leis estaduais “anticonversão” legitimam a violência.

Piorou. Igrejas domésticas foram invadidas e as prisões de cristãos aumentaram. Os fiéis foram acusados de agir como “agentes estrangeiros”.

Sem mudanças. O Curdistão é refúgio para muitos cristãos, mas a discriminação por milícias e a violência esporádica continuam, assim como a discriminação legal contra convertidos.

Piorou. O país é o 5º do mundo em atividade terrorista. Nas áreas sob domínio islamista, igrejas são incendiadas e cristãos pagam impostos religiosos.

Sem mudanças. A junta militar segue atacando locais religiosos: há relatos de mais de 300 igrejas destruídas e de ministros sequestrados e até assassinados.

Piorou. No nordeste do país, terroristas cometem assassinatos, sequestros e decapitações, destroem igrejas e forçam milhares de cristãos a fugir.

Piorou. O governo intensificou a repressão: prendeu e exilou líderes cristãos e outras lideranças.

Piorou. Cristãos são alvo de ataques em massa, assassinatos e sequestros. Os ataques a vilarejos cristãos no centro do país aumentaram o número de deslocados.

Piorou. A conversão e o casamento forçados de meninas de minorias religiosas estão piorando, e crescem os casos de acusação de “blasfêmia”.

Piorou. Apesar das promessas do governo de transição, a violência contra a comunidade cristã aumentou muito, e o número de cristãos no país continua diminuindo.

Piorou. Em meio à guerra civil e à maior crise humanitária do mundo, igrejas são atacadas, padres torturados e cristãos pressionados a se converter.

Sem mudanças. As restrições à propriedade e à formação do clero continuam sem solução, com ataques esporádicos a comunidades cristãs.

Sem mudanças. Gestos de boa vontade das autoridades convivem com leis intrusivas, como o Decreto 95. Cristãos de etnias das montanhas seguem duramente perseguidos.

Capa do relatório 2024–2026

Download gratuito

Leia o relatório completo

São 46 páginas com a análise de cada um dos 18 países, testemunhos de quem sofre por causa da fé, estudos de caso e as principais conclusões. Preencha os dados abaixo para receber o relatório.

Prefácio

“A notícia do assassinato do meu irmão Shahbaz Bhatti mudou minha vida para sempre.”

Peter Bhatti · irmão de Shahbaz Bhatti

Shahbaz Bhatti, ministro das Minorias do Paquistão, foi assassinado em 2011 por defender os cristãos e as minorias religiosas. Quinze anos depois, seu irmão abre esta edição do relatório.

Você pode ajudar a não esquecer

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A oração é o primeiro gesto de quem não esquece. Reze pelos países deste relatório e por quem sofre por causa da fé.

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Relatórios anteriores

2022–2024

Perseguidos mas não Esquecidos · baixar PDF

2020–2022

Perseguidos mas não Esquecidos · baixar PDF

2017–2019

Perseguidos mas não Esquecidos · baixar PDF

Relatório produzido pela ACN Reino Unido a partir de dados públicos e de informações da Igreja local. É uma análise qualitativa: não é uma lista dos 18 lugares mais perigosos, e sim daqueles cuja situação mais preocupou no período. Editores: John Newton, John Pontifex, Elliott Banks e Nathalie Raffray. ISBN 978-1-907541-06-3.