Camarões

LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO RELATÓRIO 2021

POPULAÇÃO

25.958.184

ÁREA

475.650 km2

PIB PER CAPITA

3.365 US$

ÍNDICE GINI

46.6

POPULAÇÃO

25.958.184

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475.650 km2

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ÍNDICE GINI

46.6

RELIGIÕES

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DISPOSIÇÕES LEGAIS EM RELAÇÃO À LIBERDADE RELIGIOSA E APLICAÇÃO EFETIVA

A Constituição, promulgada em 1972 e revista em 2008, reconhece no seu preâmbulo que “a pessoa humana, sem distinção de raça, religião, sexo ou credo, possui direitos sagrados e inalienáveis”. Nenhuma pessoa, continua o texto, “será assediada com base na sua origem, opiniões ou crenças religiosas, filosóficas ou políticas, sujeito ao respeito pelas políticas públicas”.1

O preâmbulo também afirma o “apego dos Camarões às liberdades fundamentais consagradas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Carta das Nações Unidas e na Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos, e em todas as convenções internacionais com elas relacionadas devidamente ratificadas”.

Afirma-se igualmente que “nenhuma pessoa será assediada com base na sua origem, opiniões ou crenças religiosas, filosóficas ou políticas, sujeita ao respeito pela ordem pública”, que o Estado “será laico” e que a sua “neutralidade e independência” será assegurada “em relação a todas as religiões”, e que “a liberdade de religião e de culto será garantida”.

A lei exige que os grupos religiosos recebam a aprovação do Governo para funcionarem e permite ao presidente dissolver quaisquer grupos religiosos existentes. No entanto, centenas de grupos religiosos operam livremente em todo o país sem autorização oficial. O Governo não registrou qualquer novo grupo religioso desde 2010. O registro permite aos grupos adquirir bens imobiliários através de doações isentas de impostos e facilita o trabalho dos missionários estrangeiros que estão autorizados a requerer vistos de longo prazo.2

Os muçulmanos no extremo norte do país foram sempre considerados como tendo considerável poder político e econômico. Os líderes religiosos cristãos queixam-se frequentemente, pelo menos em privado, que na prática isto tem significado que as igrejas encontram muitas vezes longas dificuldades burocráticas quando tentam construir os seus locais de culto ou outras instalações para as suas atividades sociais.3
A educação religiosa não está disponível nas escolas públicas. As escolas religiosas privadas podem disponibilizar instrução religiosa, mas devem cumprir os mesmos padrões que as escolas públicas no que respeita ao currículo, instalações escolares e formação de professores.4
As seguintes festas religiosas são consideradas feriados públicos: Natal, Sexta-feira Santa, Páscoa, Ascensão, Assunção, Eid-al-Fitr, Eid-al-Adha e o Aniversário do Profeta.5

INCIDENTES E EVOLUÇÃO

Embora relativamente estáveis, os Camarões estão divididos segundo várias linhas, muitas vezes sobrepostas: linguísticas, regionais e religiosas. Para além de 250 línguas autóctones, o inglês e o francês são as duas principais línguas do país.6 Os anglófonos, que representam 20% da população, estão concentrados nas regiões mais rurais e mais pobres do Noroeste e Sudoeste, ao longo da fronteira com a Nigéria. Desde a independência, têm-se sentido discriminados pelos francófonos e pelo resto do país. Esta sensação de discriminação transformou-se em violência sectária em 2016.7

As duas regiões de língua inglesa são também predominantemente protestantes. As outras oito regiões são predominantemente francófonas, sendo as três regiões mais setentrionais na sua maioria muçulmanas, enquanto as cinco regiões do centro e leste dos Camarões são católicas.8

Apesar das tensões linguísticas, os Camarões têm gozado até há pouco tempo de uma vida religiosa estável e tolerante. Esta situação mudou em 2015 com a ascensão de grupos religiosos radicais na região do Sahel que defendem as ideologias wahabi e salafita, como o Boko Haram, que se propagou nos Camarões a partir dos vizinhos Nigéria e Chade, ameaçando a liberdade religiosa histórica e a tolerância do país.9

Em geral, embora as linhas religiosas sejam apenas uma peça do puzzle para compreender a atual agitação política dos Camarões, são certamente uma peça importante. Os ataques violentos têm frequentemente um elemento religioso, uma vez que as figuras religiosas são alvo regular de ataques por razões políticas. A violência tem intensificado as divisões religiosas, fomentando a desconfiança da autoridade religiosa tradicional.

Dentro da comunidade muçulmana, o tradicional Islã sufi, dominado pelos fulani, está sendo desafiado pelos jovens wahabis, frequentemente educados no Sudão e nos países do Golfo.10 As divisões entre comunidades levaram a confrontos localizados entre grupos. Rivalidades entre membros sufis e grupos wahabi sobre a liderança da comunidade muçulmana no sul, combinadas com o crescimento de grupos armados islâmicos radicais no norte, tornaram-se uma fonte de conflito intrarreligioso e de maior violência na região.11 Os líderes étnicos e religiosos locais, bem como os chefes de aldeia e os chefes tradicionais, tornaram-se alvos de atos hostis desde o início do conflito. Nas comunidades cristãs, o monopólio das principais Igrejas católicas e protestantes terminou com a ascensão das Igrejas revivalistas. Embora estas Igrejas apoiem o Governo, não têm estatuto legal e são mal vistas pelas Igrejas estabelecidas. Os pastores revivalistas afastam-se frequentemente do diálogo inter-religioso, pregam a intolerância religiosa e são mantidos fora das esferas oficiais.12

As autoridades dos Camarões não prestaram atenção às boas relações inter-religiosas e concentraram-se unicamente na ameaça colocada pelo Boko Haram. Além disso, as próprias forças de segurança têm-se envolvido em condutas questionáveis e incendiárias, levando a cabo detenções arbitrárias e sendo muitas vezes elas próprias perpetradoras da violência.13

Em julho de 2018, as forças de segurança dispararam e mataram o pastor ganês Isaac Attoh em West Akone, uma área onde o exército e os secessionistas anglófonos se confrontaram durante o ano anterior. A família de Attoh acusou as forças governamentais de tentarem encobrir o assassinato, enterrando rapidamente o seu corpo sem o seu consentimento.14 Nesse mesmo mês, outro pastor foi morto numa estrada na Região Sudoeste durante confrontos entre os militares e os rebeldes separatistas.15

Em setembro de 2018, a Conferência Episcopal Nacional dos Camarões, o Conselho das Igrejas Protestantes e o Conselho Supremo Islâmico divulgaram uma declaração conjunta na qual condenavam a crescente violência, apelavam à cessação das hostilidades e convidavam as partes em conflito a dialogar.16

Os Camarões realizaram eleições presidenciais a 7 de outubro de 2018. A Comissão Episcopal para a Justiça e Paz destacou 231 observadores eleitorais para acompanhar a votação. Contudo, a insegurança nas regiões Noroeste e Sudoeste impediu 46 observadores de se deslocarem às mesas de voto locais. A Conferência Episcopal queixou-se que as forças de segurança recusaram aos observadores católicos o acesso a certas mesas de voto e que alguns eleitores não puderam participar nas eleições devido à insegurança. Também “notaram várias irregularidades”.17 Dois dias antes das eleições, várias paróquias apelaram à oração para que a votação se realizasse num ambiente pacífico.18

Em outubro de 2018, um jovem seminarista foi morto por soldados em frente a uma igreja em Bamessing. Antes de o matarem, interrogaram-no enquanto os fiéis se refugiavam na igreja.19 No final do mês, um missionário dos Estados Unidos foi morto durante confrontos entre os militares e os rebeldes em Bamenda.20
A 21 de novembro de 2018, o Bispo Andrew Nkea, então bispo de Mamfe, relatou que soldados do Governo mataram o P. Cosmas Omboto Ondari em frente a uma igreja, em Kembong, um município da Região Sudoeste. Segundo relatos de testemunhas oculares, os soldados “dispararam ao acaso a partir do seu veículo em movimento”.21

Em novembro de 2018, 79 estudantes foram raptados da Escola Secundária Presbiteriana em Bamenda e levados para uma igreja presbiteriana antes de serem libertados. Posteriormente, a escola suspendeu as aulas, uma vez que a segurança dos estudantes e do pessoal não podia ser garantida.22 Nesse mesmo mês, três missionários foram detidos durante seis dias por secessionistas na região anglófona, depois de terem sido raptados a caminho de Munyenge para entregar ajuda humanitária.23 Também em novembro de 2018, um padre queniano foi morto pelos militares em frente da sua igreja próxima de Memfe, na Região Sudoeste.24

Em dezembro de 2018, o Bispo Auxiliar de Bamenda, Michael Miabesue Bibi, foi detido por rebeldes armados em duas ocasiões enquanto tentava viajar da Região Noroeste para a Região Sudoeste a fim de celebrar a missa.25 Dois meses mais tarde, em fevereiro de 2019, 170 estudantes foram raptados de uma escola católica na Região Noroeste. Foram libertados no dia seguinte e a escola foi temporariamente fechada.26 As forças do Boko Haram atearam fogo a uma igreja batista e à casa do pastor em Tchakamari, uma aldeia localizada na Região do Extremo Norte, em abril de 2019.27 No mês seguinte, o Pastor Keloh Elijahu foi morto durante uma rusga pelos militares em Mfumte, que resultou na fuga de muitos residentes locais.28

A Amnistia Internacional relatou que, entre os meses de janeiro e novembro de 2019, foram mortas 275 pessoas devido ao ressurgimento do Boko Haram, apesar da alegação do Presidente camaronês Biya em janeiro de que o grupo terrorista tinha sido “empurrado para fora” do país.29 Para além das mortes, a Amnistia denunciou as atrocidades do grupo: civis mutilados, aldeias saqueadas e incendiadas e mulheres raptadas e forçadas a converterem-se ao Islamismo. A região mais afetada pela violência, o Extremo Norte, não recebeu a atenção necessária das autoridades.30

Em junho de 2019, o então Arcebispo de Bamenda, Cornelius Fontem Esua, foi raptado quando regressava à arquidiocese após uma visita pastoral. Foi libertado no dia seguinte.31 Em agosto de 2019, dois sacerdotes foram raptados em Kumbo, na Região Noroeste, e mantidos em cativeiro durante três dias. O rapto ocorreu após o bispo local denunciar a violência infligida à população civil local.32

A Igreja Católica foi convidada a participar num diálogo nacional com vista a resolver a crise secessionista nas regiões anglófonas. O evento teve lugar entre 30 de setembro e 4 de outubro de 2019. O Presidente da Conferência Episcopal Nacional dos Camarões disse que havia “diálogo baseado na verdade”, mas os líderes separatistas não compareceram.33

Em outubro de 2019, o Boko Haram atacou e saqueou seis cidades cristãs no distrito de Mayo Sava, forçando os residentes a fugir.34 Em novembro de 2019, o grupo matou um pastor reformado e uma criança numa igreja em Moskota. Dois pastores conseguiram fugir da igreja durante o ataque, mas um deles sofreu um ferimento de bala. O grupo terrorista saqueou a igreja antes de se ir embora.35

Em novembro de 2019, a Igreja relatou tensões nas províncias do norte à Agência Fides. Dizia que muitos padres tinham sido raptados e que a situação tinha forçado o bispo de Mamfe a encerrar três paróquias.36

Em fevereiro de 2020, o Bispo Abraham Kome, presidente da Conferência Episcopal Nacional dos Camarões, apresentou as conclusões dos observadores eleitorais enviados pela Comissão Episcopal para a Justiça e Paz a acompanhar as eleições de 9 de fevereiro. Kome declarou que as eleições tinham sido pacíficas, mas que a afluência às urnas tinha sido extremamente baixa, especialmente nas regiões Noroeste e Sudoeste, onde a insegurança não tinha permitido que os cidadãos exercessem o seu direito de voto e que os observadores fizessem o seu trabalho.37 Dezesseis bispos de todo o mundo escreveram uma carta ao Presidente Biya exortando-o a encontrar uma solução para o conflito no país através de “um processo mediado que inclui grupos armados-separatistas anglófonos e líderes não violentos da sociedade civil”.38 Em abril de 2020, o novo arcebispo de Bamenda, Andrew Nkea Fuanya, escreveu uma carta pastoral apelando a um cessar-fogo nas duas regiões separatistas.39 No início de julho de 2020, foram realizadas conversações de paz entre o Governo e os separatistas na residência do Arcebispo Jean Mbarga de Yaoundé. Isto demonstra o papel que a Igreja Católica tem tido na promoção do diálogo e na promoção da paz e da reconciliação no país.40

Em agosto de 2020, membros suicidas do Boko Haram destruíram um campo para pessoas deslocadas na Região do Extremo Norte, matando pelo menos 17 civis. Algumas testemunhas afirmaram que os dois suicidas eram crianças.41

Nesse mesmo mês, os missionários disseram à Agência Fides que a violência estava tornando-se cada dia mais intensa na Região Noroeste. Muitas pessoas tinham perdido as suas casas, fugiam para a floresta ou encontravam refúgio em comunidades religiosas ou lares paroquiais. Além disso, receavam que as crianças não tivessem podido frequentar a escola devido às trágicas circunstâncias.42 Em setembro de 2020, o presidente da Conferência Episcopal exortou os companheiros camaroneses a “procurar o bem comum” no meio do caos gerado pelo processo eleitoral do país.43

Um mês depois, em outubro de 2020, atiradores não identificados entraram na Academia Bilingue Internacional Madre Francisca em Kumba e mataram seis estudantes numa sala de aula. O Bispo de Kumba denunciou as mortes e apelou ao Governo para que protegesse os civis.44

Após o surto da pandemia de COVID-19 em março de 2020, o Governo pediu à população que evitasse frequentar locais de culto, a fim de reduzir o contágio entre humanos. A medida foi inicialmente recebida com objeções por alguns muçulmanos, que assistiram a orações em mesquitas e encenaram protestos passivos.45 Em agosto de 2020, o Governo encerrou a Igreja dos Tabernáculos dos Ministérios das Liberdades porque pregava que o vírus era um “embuste”. Seis outras igrejas alegadamente pregaram a mesma ideia.46 Em abril de 2020, o arcebispo de Bamenda disse que, devido ao confinamento pelo coronavírus, os confrontos tinham diminuído muito nas regiões Noroeste e Sudoeste, uma área a que os separatistas locais chamam Ambazonia.47

PERSPECTIVAS PARA A LIBERDADE RELIGIOSA

Os Camarões são dilacerados pela violência armada em duas frentes principais: a língua e a religião.

Nas regiões anglófonas, a situação está se deteriorando. As disputadas eleições presidenciais de outubro de 2018, nas quais muitos eleitores das regiões Noroeste e Sudoeste não puderam votar, exacerbaram as tensões.48 A violência nestas regiões já matou mais de 3.000 pessoas, tanto civis como militares, e deslocou quase 700.000 desde 2016.49 A insegurança resultou na morte violenta de vários missionários e sacerdotes. A Igreja Católica tem desempenhado um papel ativo na promoção do diálogo e da reconciliação entre separatistas e o Governo, mas ambas as partes acusaram a Igreja de tomar partido.50

Na Região do Extremo Norte, predominantemente muçulmana, o Boko Haram levou a cabo ataques violentos, visando tanto civis como militares, e aterrorizando a população. Desde que a violência eclodiu na região, cerca de 5.000 pessoas morreram, deslocando mais de 320.000 pessoas.51

Apesar das tentativas de mediação na questão secessionista, ainda sem sucesso, e da falta de segurança na Região do Extremo Norte, é pouco provável que a situação melhore num futuro próximo, prolongando as violações dos direitos humanos e da liberdade religiosa.

NOTAS

1 Cameroon 1972 (Rev. 2008), Constitute Project, https://www.constituteproject.org/constitution/Cameroon_2008?lang=en (acesso em 27 de outubro de 2020).
2 Gabinete para a Liberdade Religiosa Internacional, “Cameroon”, 2019 Report on International Religious Freedom, Departamento de Estado Norte-Americano, https://www.state.gov/reports/2019-report-on-international-religious-freedom/cameroon/ (acesso em 27 de outubro de 2020).
3 Conversa, a 10 de abril de 2018, com um sacerdote que trabalha no extremo norte dos Camarões.
4 Gabinete para a Liberdade Religiosa Internacional, op. cit.
5 “Cameroon Public Holidays”, World Travel Guide, https://www.worldtravelguide.net/guides/africa/cameroon/public-holidays/(acesso em 2 de janeiro de 2021).
6 “Languages of Cameroon”, Wikipedia, https://en.wikipedia.org/wiki/Languages_of_Cameroon (acesso em 2 de janeiro de 2021).
7 “Cameroon’s Anglophone Crisis at the Crossroads”, International Crisis Group, Africa Report N.° 250, 2 de agosto de 2017, https://www.crisisgroup.org/africa/central-africa/cameroon/250-cameroons-anglophone-crisis-crossroads (acesso em 2 de janeiro de 2021).
8 “Languages of Cameroon”, op. cit.; “Religion in Cameroon”, Wikipedia, https://en.wikipedia.org/wiki/Religion_in_Cameroon (acesso em 2 de janeiro de 2021).
9 “Cameroon’s rising religious tensions”, International Crisis Group, 8 de setembro de 2015, https://www.crisisgroup.org/africa/central-africa/cameroon/cameroon-s-rising-religious-tensions (acesso em 27 de outubro de 2020).
10 Ibid.
11 Ibid.
12 Ibid.
13 “Cameroon: the threat of religious radicalism”, International Crisis Group, 3 de setembro de 2015, https://www.crisisgroup.org/africa/central-africa/cameroon/cameroon-threat-religious-radicalism (acesso em 27 de outubro de 2020).
14 “Ghanaian Pastor brutally murdered in Cameroon”, GhanaWeb, 17 de julho de 2018, https://www.ghanaweb.com/GhanaHomePage/NewsArchive/Ghanaian-Pastor-brutally-murdered-in-Cameroon-669476#:~:text=A%2029%2Dyear%2Dold%20Ghanaian,Francophone%20and%20Anglophone%20speaking%20neighbours (acesso em 27 de outubro de 2020).
15 “A priest killed in the English-speaking area, scene of clashes with separatists”, Agenzia Fides, 23 de julho de 2018, http://www.fides.org/en/news/64566-AFRICA_CAMEROON_A_priest_killed_in_the_English_speaking_area_scene_of_clashes_with_separatists (acesso em 28 de outubro de 2020).
16 “Christian and Muslim religious leaders: dialogue and peace must prevail in the English-speaking regions”, Agenzia Fides, 22 de setembro de 2018, http://www.fides.org/en/news/64800-AFRICA_CAMEROON_Christian_and_Muslim_religious_leaders_dialogue_and_peace_must_prevail_in_the_English_speaking_regions (acesso em 27 de outubro de 2020).
17 “The Bishops: vote was carried out in a calm manner but there were irregularities especially in the English-speaking regions”, Agenzia Fides, 11 de outubro de 2018, http://www.fides.org/en/news/64900-AFRICA_CAMEROON_The_Bishops_vote_was_carried_out_in_a_calm_manner_but_there_were_irregularities_especially_in_the_English_speaking_regions (acesso em 27 de outubro de 2020).
18 “Tension on the eve of the presidential vote”, Agenzia Fides, 5 de outubro de 2018, http://www.fides.org/en/news/64872-AFRICA_CAMEROON_Tension_on_the_eve_of_the_presidential_vote (acesso em 27 de outubro de 2020).
19 “Cameroon Archbishop: murdered seminarian martyr of Anglophone crisis”, Crux Now, 30 de outubro de 2018, https://cruxnow.com/church-in-africa/2018/10/cameroon-archbishop-murdered-seminarian-martyr-of-anglophone-crisis/ (acesso em 29 de outubro de 2020).
20 “Crisis Watch: October 2018”, International Crisis Group, https://www.crisisgroup.org/crisiswatch/october-2018 (acesso em 29 de outubro de 2020).
21 “Bishop: Kenyan priest killed in Cameroon was shot by government soldiers”, The Tablet, 28 de novembro de 2018, https://www.thetablet.co.uk/news/11071/bishop-kenyan-priest-killed-in-cameroon-was-shot-by-government-soldiers (acesso em 29 de outubro de 2020).
22 “Anglophone crisis: the students of the school released”, Agenzia Fides, 7 de novembro de 2018, http://www.fides.org/en/news/65040-AFRICA_CAMEROON_Anglophone_crisis_the_students_of_the_school_released (acesso em 27 de outubro de 2020).
23 “Release of kidnapped Claretian missionaries: Our thoughts went to our martyrs”, Agenzia Fides, 30 de novembro de 2018, http://www.fides.org/en/news/65181-AFRICA_CAMEROON_Release_of_kidnapped_Claretian_missionaries_Our_thoughts_went_to_our_martyrs (acesso em 27 de outubro de2020).
24 “A missionary of Kenyan origin was killed in the English-speaking South-West region”, Agenzia Fides, 22 de novembro de 2018, http://www.fides.org/en/news/65135-AFRICA_CAMEROON_A_missionary_of_Kenyan_origin_was_killed_in_the_English_speaking_South_West_region (acesso em 27 de outubro de 2020).
25 “The auxiliary Bishop of Bamenda kidnapped twice by separatists”, Agenzia Fides, 21 de dezembro de 2018, http://www.fides.org/en/news/65303-AFRICA_CAMEROON_The_auxiliary_Bishop_of_Bamenda_kidnapped_twice_by_separatists (acesso em 27 de outubro de 2020).
26 “170 students of the Catholic school of Kumbo kidnapped and then freed by English-speaking secessionists”, Agenzia Fides, 21 de fevereiro de 2019, http://www.fides.org/en/news/65597-AFRICA_CAMEROON_170_students_of_the_Catholic_school_of_Kumbo_kidnapped_and_then_freed_by_English_speaking_secessionists (acesso em 27 de outubro de 2020).
27 “Cameroon: victims of Boko Haram attacks feel abandoned in the Far North”, Amnesty International, 11 de dezembro de 2019, https://www.amnesty.org/en/latest/news/2019/12/cameroon-victims-of-boko-haram-attacks-feel-abandoned-in-the-far-north/ (acesso em 27 de outubro de 2020).
28 Samuel Smith, “Cameroon pastor killed by military as violence against civilians continues in Anglophone crisis”, Christian Post, 9 de maio de 2019, https://www.christianpost.com/news/cameroon-pastor-killed-by-military-as-violence-against-civilians-continues-in-anglophone-crisis.html (acesso em 27 de outubro de 2020).
29 “Cameroon: victims of Boko Haram attacks feel abandoned in the Far North”, Amnesty International, 11 de dezembro de 2019, https://www.amnesty.org/en/latest/news/2019/12/cameroon-victims-of-boko-haram-attacks-feel-abandoned-in-the-far-north/ (acesso em 27 de outubro de 2020).
30 Ibid.
31 “I spent the whole night reciting the rosary, says the Archbishop of Bamenda kidnapped by separatists”, Agenzia Fides, 6 de julho de 2019, http://www.fides.org/en/news/66320-AFRICA_CAMEROON_I_spent_the_whole_night_reciting_the_rosary_says_the_Archbishop_of_Bamenda_kidnapped_by_separatists (acesso em 27 de outubro de 2020).
32 “The two priests of Kumbo, whose Bishop had denounced the violence against civilians, have been released”, Agenzia Fides, 22 de agosto de 2019, http://www.fides.org/en/news/66509-AFRICA_CAMEROON_The_two_priests_of_Kumbo_whose_Bishop_had_denounced_the_violence_against_civilians_have_been_released (acesso em 27 de outubro de 2020).
33 “Hope for national dialogue to end the secessionist crisis in English-speaking areas”, Agenzia Fides, 8 de outubro de 2019, http://www.fides.org/en/news/66753-AFRICA_CAMEROON_Hope_for_national_dialogue_to_end_the_secessionist_crisis_in_English_speaking_areas (acesso em 27 de outubro de 2020).
34 Samuel Smith, “Pastor and hearing-impaired child killed by Boko Haram in Cameroon church”, Christian Post, 21 de novembro de 2019, https://www.christianpost.com/news/pastor-and-hearing-impaired-child-killed-by-boko-haram-in-cameroon-church.html (acesso em 27 de outubro de 2020).
35 Ibid.
36 “Tension and violence in the northern provinces: the Church calls for inclusive dialogue”, Agenzia Fides, 25 de novembro de 2019, http://www.fides.org/en/news/67013-AFRICA_CAMEROON_Tension_and_violence_in_the_northern_provinces_the_Church_calls_for_inclusive_dialogue (acesso em 27 de outubro de 2020).
37 “Ballot boxes almost completely deserted by voters, report observers of Justice and Peace”, Agenzia Fides, 17 de fevereiro de 2020, http://www.fides.org/en/news/67407-AFRICA_CAMEROON_Ballot_boxes_almost_completely_deserted_by_voters_report_observers_of_Justice_and_Peace (acesso em 27 de outubro de 2020).
38 “Anglophone crisis: Bishops from all over the world ask President Biya to participate in peace talks”, Agenzia Fides, 21 de fevereiro de 2020, http://www.fides.org/en/news/67435-AFRICA_CAMEROON_Anglophone_crisis_Bishops_from_all_over_the_world_ask_President_Biya_to_participate_in_peace_talks (acesso em 27 de outubro de 2020).
39 “Appeal of the Bishop of Bamenda to end the conflict in the English-speaking regions: Now is the time for peace”, Agenzia Fides, 22 de abril de 2020, http://www.fides.org/en/news/67795-AFRICA_CAMEROON_Appeal_of_the_Bishop_of_Bamenda_to_end_the_conflict_in_the_English_speaking_regions_Now_is_the_time_for_peace (acesso em 27 de outubro de 2020).
40 “Peace talks between the government and separatists in the bishop’s residence: the Church promotes dialogue and reconciliation”, Agenzia Fides, 20 de julho de 2020, http://www.fides.org/en/news/68392-AFRICA_CAMEROON_Peace_talks_between_government_and_separatists_in_the_bishop_s_residence_the_Church_promotes_dialogue_and_reconciliation (acesso em 27 de outubro de 2020).
41 “Cameroon: Boko Haram suicide bombers strike displacement site”, Human Rights Watch, 25 de agosto de 2020, https://www.hrw.org/news/2020/08/25/cameroon-boko-haram-suicide-bombers-strike-displacement-site (acesso em 28 de outubro de 2020).
42 “Negotiations do not stop civil conflict: violence continues”, Agenzia Fides, 25 de julho de 2020, http://www.fides.org/en/news/68423-AFRICA_CAMEROON_Negotiations_do_not_stop_civil_conflict_violence_continues (acesso em 27 de outubro de 2020).
43 “To seek the common ground, urges the President of the Episcopal Conference in the face of growing tensions”, Agenzia Fides, 17 de setembro de 2020, http://www.fides.org/en/news/68649-AFRICA_CAMEROON_To_seek_the_common_good_urges_the_President_of_the_Episcopal_Conference_in_the_face_of_growing_tensions (acesso em 27 de outubro de 2020).
44 “Six students die in attack: ‘Today is the darkest and saddest day for Kumba’”, Agenzia Fides, 26 de outubro de 2020, http://www.fides.org/en/news/68907-AFRICA_CAMEROON_Six_students_die_in_attack_Today_is_the_darkest_and_saddest_day_for_Kumba (acesso em 27 de outubro de 2020).
45 Moki Edwin Kindzeka, “Cameroonian Muslims defy coronavirus prayer restrictions”, Voice of America, 28 de março de 2020, https://www.voanews.com/science-health/coronavirus-outbreak/cameroonian-muslims-defy-coronavirus-prayer-restrictions (acesso em 29 de outubro de 2020).
46 Ibid, “Cameroonian Christians leave Covid-19-doubting churches”, Voice of America, 6 de setembro de 2020, https://www.voanews.com/covid-19-pandemic/cameroonian-christians-leave-covid-19-doubting-churches (acesso em 29 de outubro de 2020).
47 “Armed clashes stop for coronavirus crisis”, Agenzia Fides, 7 de abril de 2020, http://www.fides.org/en/news/67712-AFRICA_CAMEROON_Armed_clashes_stop_for_coronavirus_crisis (acesso em 27 de outubro de 2020).
48 “Eight priorities for the African Union in 2019”, International Crisis Group, 6 de fevereiro de 2019, https://www.crisisgroup.org/africa/eight-priorities-african-union-2019 (acesso em 29 de outubro de 2020).
49 “Cameroon”, Global Centre for the Responsibility to Protect, 15 setembro de 2020, https://www.globalr2p.org/countries/cameroon/ (acesso em 29 de outubro de 2020).
50 Thomas Oswald, “Cameroon: the Church is on the front line of attack”, Aid to the Church in Need UK, 14 de fevereiro de 2019, https://acnuk.org/news/123406/ (acesso em 29 de outubro de 2020).
51 “Boko Haram Violence against Civilians Spiking in Northern Cameroon”, Africa Center for Strategic Studies, 13 de novembro de 2020, https://africacenter.org/spotlight/boko-haram-violence-against-civilians-spiking-in-northern-cameroon/ (acesso em 2 de janeiro de 2021).

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Perseguição religiosa
Discriminação religiosa
Sem registros

Calem-se as armas!

Quanto rezamos ao longo destes anos pela paz no Iraque! (…) E Deus escuta; escuta sempre! Cabe a nós ouvi-Lo, andar nos seus caminhos. Calem-se as armas! Limite-se a sua difusão, aqui e em toda a parte! (…) Chega de violências, extremismos, facções, intolerâncias!

Papa Francisco

Palácio Presidencial em Bagdá. Sexta-feira, 5 de março de 2021. Discurso do Santo Padre às autoridades, à sociedade civil e ao corpo diplomático do Iraque.

SOBRE A ACN

ACN (Ajuda à Igreja que Sofre no Brasil) é uma organização católica fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten para ajudar os refugiados de guerra. Desde 2011 reconhecida como fundação pontifícia, a ACN dedica-se a ajudar os cristãos no mundo inteiro – através da informação, oração e ação – especialmente onde estes são perseguidos ou sofrem necessidades materiais. A ACN auxilia todos os anos uma média de 5.000 projetos em 130 países graças às doações de benfeitores, dado que a fundação não recebe financiamento público.

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