Irã

LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO RELATÓRIO 2021

POPULAÇÃO

83.587.129

ÁREA

1.628.750 km2

PIB PER CAPITA

19.083 US$

ÍNDICE GINI

40.8

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RELIGIÕES

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DISPOSIÇÕES LEGAIS EM RELAÇÃO À LIBERDADE RELIGIOSA E APLICAÇÃO EFETIVA

O Irã é uma república constitucional teocrática estabelecida como tal pela Revolução Islâmica de 1979, quando o Xá da Pérsia foi derrubado. O artigo 12.º da Constituição1 afirma que a escola islâmica do Xiismo Ja’fari é a religião oficial do país. O artigo 13.º reconhece cristãos, judeus e zoroastrianos como minorias religiosas protegidas, com direito a prestarem culto livremente e a formarem sociedades religiosas: “Os iranianos zoroastrianos, judeus e cristãos são as únicas minorias religiosas reconhecidas, que, dentro dos limites da lei, são livres de realizar os seus ritos religiosos e cerimônias, e de agir de acordo com o seu próprio cânone em matéria de assuntos pessoais e educação religiosa”. Dois lugares no parlamento iraniano (Majlis) estão reservados aos cristãos armênios, a maior minoria cristã do país (300.000), e os cristãos assírios, os judeus e os zoroastrianos têm um lugar cada.2

O Estado está subordinado à autoridade do clero xiita, que governa através do Rahbar-e mo’azzam-e irān, o líder religioso nomeado de forma vitalícia pela Assembleia de Especialistas – 86 teólogos eleitos pelo povo para um mandato de oito anos.3 O Rahbar, ou Grande Ayatollah, preside ao Conselho de Guardiães da Constituição, que é constituído por 12 membros (seis nomeados pelo líder e seis pela autoridade judicial). O conselho exerce controle sobre as leis e os órgãos de governo do Estado, incluindo o presidente da república, que é eleito por sufrágio direto por um mandato de quatro anos, renovável por mais quatro anos.5

No Irã, um dos principais obstáculos à liberdade religiosa total é a “apostasia”. A conversão do Islamismo a outra religião não é explicitamente proibida na Constituição, mas é difícil, por causa das poderosas tradições islâmicas no país e por causa da ordem legal com base na lei islâmica. Em todos os casos não referidos explicitamente na Constituição, os juízes têm a opção, segundo o artigo 167.º, de se basearem nas “fontes islâmicas oficiais ou na fatwa autêntica”. A condenação de casos de apostasia baseia-se na sharia e nas fatwas e pode ser punida com a pena de morte.6

O Governo continua a fazer cumprir a segregação de gênero em todo o país. Espera-se que as mulheres de todos os grupos religiosos adiram ao vestuário islâmico em público, incluindo cobrirem o cabelo.7

INCIDENTES E EVOLUÇÃO

Em junho de 2018, Mahamed Salas, membro dos dervixes gonabadi, um grupo sufi, foi executado após um julgamento que foi criticado como altamente injusto, com base numa confissão extraída sob tortura.8

Em julho de 2018, quatro mulheres dervixes foram condenadas a cinco anos de prisão por participarem em protestos contra o Governo.9

No mesmo mês, atiradores assassinaram um clérigo sunita no sudeste do Irã10 e, em novembro desse mesmo ano, um clérigo sunita foi baleado quatro vezes na província iraniana do Golestan.11

Ainda em julho de 2018, num movimento raro, foi levantada a proibição imposta a Sepanta Niknam, um membro do conselho municipal zoroastriano na cidade de Yazd. Embora os zoroastrianos sejam uma religião registrada, os adeptos da linha dura consideram os não muçulmanos que se candidatam ao conselho da cidade como ilegais.12

O Pastor Youcef Nadarkhani, um convertido do Islamismo ao Cristianismo que lidera a Igreja Evangélica do Irã, foi de novo preso em julho de 2018, tendo sido condenado por “propagar igrejas domésticas” e “promover o Cristianismo sionista”.13 Em setembro de 2019, o pastor entrou em greve de fome durante três semanas “para protestar contra o fato de o seu filho Youeil, de 15 anos, ter sido impedido de frequentar a escola por se recusar a ter aulas de Islamismo”, relatou à ONG iraniana Artigo 18.14

Em agosto de 2018, a polícia bloqueou as entradas para as casas de oração sunitas em quatro distritos de Teerão durante o feriado do Eid al-Adha.15

Em agosto de 2018, os tribunais revolucionários iranianos condenaram um grupo de 208 sufis a “penas de prisão entre quatro meses e 26 anos, flagelação, exílio interno, proibição de viajar e proibição de participação em certos grupos sociais e políticos do país”, informou a Human Rights Watch. As acusações incluíam visitar a família de um prisioneiro e “escrever artigos sobre direitos humanos contra o Estado”.16

Em agosto de 2018, um tribunal revolucionário condenou pelo menos seis editores do site Majzooban Noor, considerado como a única fonte independente dedicada aos dervixes sufis gonabadi do Irã, condenando-os à revelia a flagelação e a penas de prisão entre sete e 26 anos.17

No mesmo mês desse ano, um grupo de cristãos iranianos – Victor Bet-Tamraz, a sua mulher Shamiram Issavi, Amin Afshar-Naderi, e Hadi Asgari – foram “condenados a um total combinado de 45 anos de prisão por praticarem a sua fé cristã, incluindo através da participação em encontros de Natal e da organização de igrejas domésticas”, informou a Amnistia Internacional.18

Em agosto e setembro de 2018, as forças de segurança iranianas reprimiram a comunidade baha’í nas cidades de Karaj, Baharestand e Shiraz, tendo sido presas mais de 20 pessoas.19

Em setembro de 2018, dois cristãos, Saheb Fadaie e Fatemeh Bakhteri, foram condenados a 18 e 22 meses de prisão, respectivamente, sob a acusação de “espalharem propaganda contra o regime”.20 O veredicto foi confirmado após um recurso final em maio de 2019.21

A Human Rights Watch, citando a ONG iraniana de direitos humanos Artigo 18, relatou que 37 convertidos cristãos do Islamismo foram presos “por trabalho missionário”.22

Em outubro de 2018, Ali Reza Soltan-Shahi do Gabinete da Presidência iraniana organizou e falou numa conferência antissemita em Teerão “onde acusou os judeus de manipularem a economia global e de explorar o Holocausto”, relatou o site Memri.22

Em outubro de 2018, desconhecidos exumaram o corpo de uma mulher baha’í de Gilavand e abandonaram-no no deserto.24

Durante a primeira semana de dezembro de 2018, 114 cristãos foram presos no Irã, num total de 150 entre novembro e dezembro desse ano.25

Em maio de 2019, o ministro dos Serviços de Inteligência do Irã, Mahmoud Alavi, “revelou publicamente que a sua agência tinha destacado agentes e bens para combater os ‘defensores do Cristianismo’ ativos em todo o país”, informou o Washington Times. Segundo o jornal “o ministério está também a aumentar os seus esforços para intimidar futuros convertidos e tem ‘convocado’ indivíduos que manifestaram interesse em saber mais sobre a fé cristã para entrevistas invasivas e interrogatórios intimidatórios”.26

Em janeiro de 2019, o Bispo Sipan Kashjian, líder da comunidade armênia em Isfahan e no sul do Irã, foi citado pela AsiaNews como tendo dito: “Apesar da propaganda ocidental, os fiéis de diferentes religiões gozam de completa liberdade de culto e podem praticar o culto de forma livre e independente”.27

Em janeiro de 2019, o vice-presidente do parlamento iraniano, Ali Motahari, apelou a um referendo sobre o véu islâmico. “No caso de um referendo, ele espera que o país opte por manter a norma”, disse Motahari. Mulheres ativistas que protestavam contra o véu refutaram que “os nossos direitos não podem ser decididos” por homens ou por uma votação.28

Em fevereiro de 2019, um ataque jihadista contra alguns Guardas Revolucionários (Pasdaran), que são leais ao Líder Supremo, matou pelo menos 27 pessoas e feriu 13. O incidente ocorreu na província iraniana de Sistão-Baluchistão, no sudeste do país, perto da fronteira com o Paquistão. O grupo sunita salafita Jaish al Adl (Exército de Justiça) reivindicou a responsabilidade do ataque.29

Em mar de 2019, um tribunal iraniano condenou Vida Movahedi a um ano de prisão depois de ter sido condenada por objeção a cobrir os cabelos. Mohavedi tornou-se um símbolo da luta das mulheres iranianas contra o véu islâmico obrigatório.30

Em abril de 2019, Mohammad Ali Taheri, fundador de um movimento espiritual (Ergan-e Halgheh ou Círculo Espiritual), foi libertado da prisão. Tinha sido condenado à morte em 2015 e em 2017 por “espalhar a corrupção na Terra”, mas o veredicto foi anulado e reduzido a uma pena de prisão por “insultar as santidades religiosas”.31

O cantor curdo Peyman Mirzazadeh foi flagelado em julho de 2019. Tinha sido condenado a dois anos de prisão e 100 chicotadas por “beber álcool” e “insultar as santidades islâmicas”.32

Em julho de 2019, um crucifixo que tinha sido removido de uma igreja assíria em Tabriz foi recolocado após protestos.33

Em setembro de 2019, as autoridades iranianas prenderam pelo menos 13 pessoas acusando-as de assinarem duas cartas abertas, publicadas mais de um ano antes (junho de 2018). Nelas pediam ao Líder Supremo Ayatollah Ali Khamenei que se demitisse. O regime teocrático, contudo, “permanece impermeável às reformas”, mantendo a nação sob o jugo da “ditadura de um indivíduo”.34

Em fevereiro de 2020, três mulheres sufis da seita dervixe gonabadi foram libertadas da prisão de Evin após dois anos de encarceramento.35

Em março de 2020, Ebrahim Firouzi, um muçulmano convertido ao Cristianismo, viu o seu exílio interno de dois anos prorrogado por 11 meses após uma saída não autorizada. Firouz já tinha terminado uma pena de seis anos de prisão por evangelização cristã em 2019.36

A 14 de março de 2020, pelo menos 26 baha’ís em Shiraz foram convocados pelo Tribunal Revolucionário de Shiraz para responder a acusações. Iriam enfrentar um funcionário judicial que tinha declarado o seu desejo de “erradicar” os baha’ís da cidade.37

Em abril de 2020, numa carta dirigida ao Papa Francisco, o aiatolá iraniano Alireza Arafi, reitor da Universidade Internacional Al Mustafa de Qom, propôs “intensificar” a colaboração e troca de experiências com instituições católicas, a fim de “criar uma comunidade de religiões celestiais ao serviço da humanidade”, informou a agência Fides.38

A partir de março de 2020, os tribunais revolucionários das cidades de Teerão, Shiraz, Isfahan, Karaj e Birjand condenaram pelo menos 30 baha’ís a mais de 148 anos de prisão.39

Em julho de 2020, o Al-Monitor citou o Rabino Yehuda Garami, rabino-chefe da comunidade judaica iraniana, como tendo dito: “Temos total liberdade de religião. Todas as sinagogas estão abertas e as aulas da Torá acontecem dentro das sinagogas. Temos também todo o tipo de instituições educativas, incluindo escolas primárias e de nível médio”.40

Em agosto de 2020, o pastor cristão iraniano-assírio Victor Bet-Tamraz e a sua mulher Shamiram Issavi fugiram do Irã. Os dois tinham sido condenados a 10 e 5 anos de prisão, respectivamente. Shamiram Issavi estava a horas de começar a cumprir a sua pena por “agir contra a segurança nacional, estabelecendo e gerindo ‘igrejas domésticas’, participar em seminários cristãos no estrangeiro e formar líderes cristãos no Irã para fins de espionagem”.41 Os cristãos convertidos Kavian Fallah-Mohammadi, Hadi Asgari e Amin Afshar-Naderi também deixaram o país. Enfrentavam 35 anos de prisão após o seu recurso ter sido rejeitado. O seu caso está ligado ao de Bet-Tamraz e Issavi.42

De acordo com a AsiaNews, em outubro de 2020 as autoridades iranianas libertaram a jornalista veterana e ativista Narges Mohammadi, uma das signatárias, quando já estava na prisão, de uma campanha para um referendo que ponha fim à teocracia no país.43

O cristão convertido Mohammad Reza (Youhan) Omidi foi chicoteado 80 vezes em outubro de 2020 por beber vinho, que tomou aquando da Sagrada Comunhão.44

Em novembro de 2020, o cristão convertido Nasser Navard Gol-Tapeh, preso desde janeiro de 2018, foi informado de que o seu terceiro pedido de novo julgamento tinha sido rejeitado. Nasser está atualmente a cumprir uma pena de prisão de 10 anos por pertencer a uma igreja doméstica. Em julho de 2017 tinha sido condenado por “agir contra a segurança nacional”.45

PERSPECTIVAS PARA A LIBERDADE RELIGIOSA

O sistema teocrático da República Islâmica do Irã, sob o domínio de uma casta clerical, não é compatível com muitos direitos humanos, incluindo o direito à liberdade religiosa, tal como definido pelas convenções das Nações Unidas. Mesmo os muçulmanos que não partilham da interpretação do regime do Islã estão expostos a todo o tipo de abusos, incluindo a pena de morte. Os muçulmanos sunitas e os membros da comunidade sufi são especialmente visados. O ano de 2018 testemunhou uma das mais abrangentes campanhas contra os sufis iranianos.

A comunidade Baha’í também é alvo de perseguição estatal, que se agravou durante o período em análise. A remoção da opção “outras religiões” dos formulários de pedido de cartão de identidade nacional infligiu outro sério golpe aos baha’ís, uma vez que, de acordo com os preceitos da sua fé, não podem mentir sobre a sua filiação religiosa.46 Outras comunidades não registradas foram também afetadas pelos novos regulamentos.

Os judeus, zoroastrianos e cristãos pertencentes às Igrejas tradicionais registradas podem prestar culto livremente como os seus líderes confirmam, mas apenas dentro dos limites estreitos da lei e da interpretação desta pelas autoridades locais. Apesar disso, também eles estão sob vigilância permanente da segurança do Estado.47 Qualquer atividade destinada a difundir o Evangelho é contra a lei. Os cristãos das Igrejas não registradas, especialmente as Evangélicas, são considerados inimigos do Estado e alvo de perseguição sistemática. Especialmente os convertidos do Islamismo ao Cristianismo enfrentam sérias ameaças à sua liberdade, integridade física e vida.

Dada a reação brutal do regime à dissidência interna no final de 2019,48 o confronto crescente com os seus rivais árabes sunitas e com Israel na região do Oriente Médio, e as ameaças à estabilidade econômica interna decorrentes das sanções dos EUA e da pandemia da COVID-19, é justo dizer que o Irã ainda é um país de profunda preocupação e que as perspectivas de liberdade religiosa na república islâmica são desencorajadoras.

NOTAS

1 Iran (Islamic Republic of) 1979 (rev. 1989), Constitute Project, https://www.constituteproject.org/constitution/Iran_1989?lang=en (acesso em 13 de novembro de 2020).
2 “Iran”, 2018 Annual Report, Comissão Americana da Liberdade Religiosa Internacional, http://www.uscirf.gov/sites/default/files/2018USCIRFAR.pdf (acesso em 13 de novembro de 2020).
3 “Guide: How Iran is ruled”, BBC News, 9 de junho de 2009, http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/8051750.stm (acesso em 13 de novembro de 2020).
4 “Council of Guardians – Iranian Government”, Britannica, https://www.britannica.com/topic/Council-of-Guardians (acesso em 13 de novembro de 2020).
5 Iran (Islamic Republic of) 1979, op. cit.
6 “Iran”, Leis de Criminalização da Apostasia, Biblioteca do Congresso, https://www.loc.gov/law/help/apostasy/index.php#iran (acesso em 13 de novembro de 2020).
7 Gabinete para a Liberdade Religiosa Internacional, “Iran”, 2019 International Religious Freedom Report, Departamento de Estado Norte-Americano, https://www.state.gov/reports/2019-report-on-international-religious-freedom/iran/ (acesso em 4 de fevereiro de 2021).
8 “Iran: Sufi bus driver executed at dawn after grossly unfair trial”, Amnistia Internacional, 18 de junho de 2018, https://www.amnesty.org/en/latest/news/2018/06/iran-sufi-bus-driver-executed/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
9 Michael Lipin e Shahram Bahraminejad, “Rights Groups: Iran Sentences 4 Dervish Women to 5-Year Terms”, Voice of America, 3 de julho de 2018, https://www.voanews.com/middle-east/voa-news-iran/rights-groups-iran-sentences-4-dervish-women-5-year-terms (acesso em 14 de novembro de 2020).
10 “Sunni Cleric Killed in Southeast Iran”, Asharq al-Awsat, 6 de julho de 2018, https://english.aawsat.com//home/article/1322636/sunni-cleric-killed-southeast-iran (acesso em 14 de novembro de 2020).
11 “Iranian Sunni cleric shot dead”, Radio Free Europe, 27 de novembro de 2018, https://www.rferl.org/a/iranian-sunni-cleric-shot-dead/29624505.html (acesso em 14 de novembro de 2020).
12 “Iran lifts ban on non-Muslim city council member after outcry”, Reuters, 21 de julho de 2018, https://www.reuters.com/article/us-iran-religion-councilor-idUSKBN1KB0KA (acesso em 15 de novembro de 2020).
13 “Iranian Pastor Youcef Nadarkhani arrested after police raid his home”, Human Rights Watch, 3 de julho de 2018, https://iran-hrm.com/index.php/2018/07/23/iranian-pastor-youcef-nadarkhani-arrested-after-police-raid-his-home/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
14 “Yousef Nadarkhani ends hunger strike after 21 days”, Article 18, 15 de outubro de 2019, https://articleeighteen.com/news/4809/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
15 “Sunnis barred from holding Eid al-Adha prayers in Tehran”, Al Monitor, 22 de agosto de 2018, https://www.al-monitor.com/pulse/originals/2018/08/iran-sunni-tehran-mosque-prayer-halls-eid-prayer-barred.html (acesso em 14 de novembro de 2020).
16 “Iran: Over 200 Dervishes Convicted”, Human Rights Watch, 29 de agosto de 2018, https://www.hrw.org/news/2018/08/29/iran-over-200-dervishes-convicted (acesso em 14 de novembro de 2020).
17 “Sufi website journalists sentenced to long jail terms, flogging”, Repórteres Sem Fronteiras, 22 de agosto de 2018, https://rsf.org/en/news/sufi-website-journalists-sentenced-long-jail-terms-flogging (acesso em 14 de novembro de 2020).
18 “Iran: Christians sentenced for practising their faith: Victor Bet-Tamraz, Shamiram Issavi, Hadi Asgari, Amin Afshar-Naderi”, Amnistia Internacional, 24 de agosto de 2018, https://www.amnesty.org/en/documents/mde13/8981/2018/en/ (acesso em 14 de novembro de 2020).
19 “Iran: Arrests, Harassment of Baha’is”, Human Rights Watch, 16 de outubro de 2020, https://www.hrw.org/news/2018/10/16/iran-arrests-harassment-bahais (acesso em 14 de novembro de 2020).
20 “Iranian Christians imprisoned for affirming Christian tenets”, Christian Solidarity Worldwide, 2 de outubro de 2018, https://www.csw.org.uk/2018/10/02/press/4089/article.htm (acesso em 14 de novembro de 2020).
21 “Verdict against Christians convicted for discussing Christian doctrine upheld on appeal”, Christian Solidarity Worldwide, 21 de maio de 2019, https://www.csw.org.uk/2019/05/21/press/4340/article.htm (acesso em 14 de novembro de 2020).
22 “Imprisonment of 37 Christian converts highlighted by Human Rights Watch, Article 18, 17 de janeiro de 2019, https://articleeighteen.com/news/2969/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
23 “At antisemitic conference in Tehran, Iranian presidency official denies Holocaust: ‘In fact, we do show antisemitic behavior, and if we are not doing something against the Jews, we feel bad – It is part of our culture’“, Memri, 12 de novembro de 2018, https://www.memri.org/reports/antisemitic-conference-tehran-iranian-presidency-official-denies-holocaust-fact-we-do-show (acesso em 15 de novembro de 2020).
24 Mohammad Zolfaghari, “Monthly report about Bahais in Iran”, Times of Israel, 1 de dezembro de 2018, https://blogs.timesofisrael.com/monthly-report-about-bahais-in-iran-2/ (acesso em 14 de novembro de)
25 Josie Ensor, “Iran arrests more than 100 Christians in growing crackdown”, The Telegraph, 10 de dezembro de 2018, https://www.telegraph.co.uk/news/2018/12/10/iran-arrests-100-christians-growing-crackdown-minority/ (acesso em 14 de novembro de 2020).
26 Ilan Berman, “Iran’s war on Christianity”, Washington Times, 7 de maio de 2019, https://www.washingtontimes.com/news/2019/may/7/irans-war-on-christianity/(acesso em 28 de março de 2020).
27 “Best wishes for the new year from Teheran. Armenian bishop: In Iran there is freedom of worship”, AsiaNews, 1 de janeiro de 2019, www.asianews.it/news-en/Best-wishes-for-the-new-year-from-Teheran.-Armenian-bishop:-In-Iran-there-is-freedom-of-worship-45871.html (acesso em 31 de outubro de 2020).
28 “Teheran, the vice-president of the Parliament opens to the referendum on the Islamic veil”, AsiaNews, 14 de janeiro de 2019, http://www.asianews.it/news-en/Teheran,-the-vice-president-of-the-Parliament-opens-to-the-referendum-on-the-Islamic-veil-45962.html (acesso em 31 de outubro de 2020).
29 “Iran, jihadist attack against Pasdaran bus: 27 dead and 13 wounded”, AsiaNews, 14 de fevereiro de 2019, http://www.asianews.it/news-en/Iran,-jihadist-attack-against-Pasdaran-bus:-27-dead-and-13-wounded-46246.html(acesso em 1 de novembro de 2020).
30 “Activist who protested against compulsory veil gets one year in prison”, AsiaNews, 15 de abril de 2019, http://www.asianews.it/news-en/Activist-who-protested-against-compulsory-veil-gets-one-year-in-prison-46771.html (acesso em 1 de novembro de 2020).
31 “Mystiker Mohammad Taheri ist frei!”, International Society for Human Rights, https://www.igfm.de/mohammad-taheri/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
32 “Iran: Prisoner of conscience flogged 100 times for ‘drinking alcohol and insulting Islam’”, Amnistia Internacional, 1 de agosto de 2019, https://www.amnesty.org/en/latest/news/2019/08/iran-prisoner-of-conscience-flogged-100-times-for-drinking-alcohol-and-insulting-islam/ (acesso em 14 de novembro de 2020).
33 “Cross put back on top of Tabriz church after outcry”, Article 18, 10 de julho de 2019, https://articleeighteen.com/news/4235/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
34 “Tehran arrests activists demanding Khamenei’s resignation and end to theocracy, AsiaNews, 3 September 2019., http://www.asianews.it/news-en/Tehran-arrests-activists-demanding-Khamenei’s-resignation-and-end-to-theocracy-47896.html (acesso em 18 de outubro de 2020).
35 “Three Dervish women released from Iran prison after two years in jail”, Radio Farda, 9 de fevereiro de 2020, https://en.radiofarda.com/a/three-dervish-women-released-from-iran-prison-after-two-years-in-jail/30424853.html (acesso em 14 de novembro de 2020).
36 “Ebrahim Firouzi’s exile extended by 11 months”, Article 18, 13 de março de 2020, https://articleeighteen.com/news/5721/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
37 Kian Sabeti, “As Coronavirus Worsens, Iranian Regime Intensifies Pressure on Baha’is”, Iranwire, 16 de março de 2020, https://iranwire.com/en/features/6819 (acesso em 18 de novembro de 2020).
38 “Ayatollah rector of the University of Qom to Pope Francis: in the face of the pandemic, let us unite at the service of humanity”, Agenzia Fides, 4 de abril de 2020, http://www.fides.org/en/news/67694-ASIA_IRAN_Ayatollah_rector_of_the_University_of_Qom_to_Pope_Francis_in_the_face_of_the_pandemic_let_us_unite_at_the_service_of_humanity (acesso em 18 de outubro de 2020).
39 “Lengthy Prison Sentences for 30 Iranian Baha’is”, Iranwire, 2 de junho de 2020, https://iranwire.com/en/features/7207 (acesso em 14 de novembro de 2020).
40 Mordechai Goldman, “Chief rabbi of Iran: Israel does not represent Judaism”, Al Monitor, 21 de junho de 2020, https://www.al-monitor.com/pulse/originals/2020/06/israel-iran-qasem-soleimani-jewish-community-coronavirus.html (acesso em 15 de outubro de 2020).
41 “Iranian-Assyrian Christians flee but vow to continue legal battle”, Article 18, 19 de agosto de 2020, https://articleeighteen.com/news/6652/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
42 “Christian converts leave Iran, facing combined 35 years in prison”, Article 18, 10 September 2020, https://articleeighteen.com/news/6814/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
43 “Tehran frees Narges Mohammadi, signatory of the campaign against theocracy”, AsiaNews, 9 de outubro de 2020, http://asianews.it/news-en/Tehran-frees-Narges-Mohammadi,-signatory-of-the-campaign-against-theocracy-51256.html (acesso em 18 de outubro de 2020).
44 “Monthly Report – de outubro de 2020”, Iran Human Rights Monitor, 1 de novembro de 2020, https://iran-hrm.com/index.php/2020/11/01/iran-human-rights-monitor-monthly-report-de outubro de-2020/ (acesso em 14 de novembro de 2020).
45 “Christian convert’s third plea for retrial rejected”, Article 18, 13 de novembro de 2020, https://articleeighteen.com/news/7297/ (acesso em 15 de novembro de 2020).
46 Leah Carter, “Iran: ID card rule highlights plight of Baha’i”, Deutsche Welle, 25 de janeiro de 2020, https://www.dw.com/en/iran-id-card-rule-highlights-plight-of-bahai/a-52149974 (acesso em 15 de novembro de 2020).
47 “Iran: Christians and Christian converts”, Country Policy and Information Note, Home Office, fevereiro de 2020, https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/868800/Iran_-_Christians-Converts_-_CPIN_-_v6.0_-_Feb_2020_-_EXT_PDF.pdf (acesso em 29 de março de 2020).
48 “Iran: UN expert urges accountability for violent protest crackdowns”, Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), 26 de outubro de 2020, https://www.ohchr.org/en/NewsEvents/Pages/DisplayNews.aspx?NewsID=26420&LangID=E (acesso em 15 de novembro de 2020).1

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Calem-se as armas!

Quanto rezamos ao longo destes anos pela paz no Iraque! (…) E Deus escuta; escuta sempre! Cabe a nós ouvi-Lo, andar nos seus caminhos. Calem-se as armas! Limite-se a sua difusão, aqui e em toda a parte! (…) Chega de violências, extremismos, facções, intolerâncias!

Papa Francisco

Palácio Presidencial em Bagdá. Sexta-feira, 5 de março de 2021. Discurso do Santo Padre às autoridades, à sociedade civil e ao corpo diplomático do Iraque.

SOBRE A ACN

ACN (Ajuda à Igreja que Sofre no Brasil) é uma organização católica fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten para ajudar os refugiados de guerra. Desde 2011 reconhecida como fundação pontifícia, a ACN dedica-se a ajudar os cristãos no mundo inteiro – através da informação, oração e ação – especialmente onde estes são perseguidos ou sofrem necessidades materiais. A ACN auxilia todos os anos uma média de 5.000 projetos em 130 países graças às doações de benfeitores, dado que a fundação não recebe financiamento público.

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