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Saída do Afeganistão foi um milagre

9 de setembro de 2021

“O Padre Giovanni Scalese é um sacerdote da Ordem dos Clérigos Regulares de São Paulo (os Barnabitas) e o Superior da missão Sui Iuris da Igreja no Afeganistão. Em uma recente entrevista à ACN, ele falou sobre sua saída do Afeganistão e seu repatriamento para a Europa.

“Nossa saída do Afeganistão foi um verdadeiro milagre. No dia seguinte à nossa partida foi o dia da explosão terrorista no aeroporto. Se não tivéssemos saído naquele dia, possivelmente não teríamos conseguido fugir”, disse o Padre Scalese, em um programa de rádio transmitido pela ACN na Espanha.

Era 15 de agosto quando as forças do Talibã capturaram Cabul, a capital afegã. O ex-presidente Ashraf Ghani abandonou o país e, nos dias e semanas que se seguiram, um grande número de cidadãos, ativistas e funcionários da embaixada tentaram sair ou serem evacuados. Em 26 de agosto, um ataque terrorista fora do aeroporto de Cabul matou 183 pessoas – incluindo treze militares dos EUA que apoiavam o esforço de evacuação de civis – e deixou mais de 200 feridos.

Saída do Afeganistão não estava no planejamento

A comunidade católica no Afeganistão está organizada sob a missão sui iuris (uma pequena missão independente sob a jurisdição direta do Vaticano). Em uma entrevista anterior à ACN, no final de agosto, o procurador-geral dos Barnabitas, Padre José Carbajal, explicou que “desde o início da presença dos Barnabitas no Afeganistão, a nossa missão tem sido exercida na Embaixada da Itália em Cabul. Foi aqui que o Padre Scalese ofereceu os serviços religiosos. Celebrou a Santa Missa e os demais sacramentos para o pessoal interno da embaixada e para outras pessoas, inclusive das demais representações diplomáticas. As outras congregações religiosas dentro do país olhavam para a nossa missão como um ponto de apoio e um lugar onde todos pudessem se encontrar”.

Segundo o Padre Carbajal, até pouco antes da captura de Cabul pelo Talibã a situação era “muito normal e pacífica”. Apesar das limitações, “havia uma vida comunitária relativamente normal, a vida da Igreja”. “Sempre pudemos manter um serviço a esta pequena população católica, temporariamente residente ali. Houve momentos de crise, mas sempre foi possível manter a nossa atividade missionária”, explicou durante a entrevista concedida pouco antes de o Padre Scalese finalmente deixar o país.

Tomada do poder pelo Talibã mudou radicalmente a situação

Com a tomada do poder pelo Talibã e a declaração de um emirado islâmico no Afeganistão, a situação mudou radicalmente. “Quase todo mundo deixou o Afeganistão antes de nós. As poucas pessoas que permaneceram não correm nenhum perigo”, explicou o Padre Scalese à ACN após a sua partida do país. “No momento, a única ajuda que podemos dar a eles são as nossas orações. Eu mesmo pude experimentar pessoalmente a grande eficácia da oração unânime da Igreja”, acrescentou. Ele lembrou que “a missão no Afeganistão foi consagrada ao Imaculado Coração de Maria em 13 de outubro de 2017, na conclusão do centenário de as aparições de Fátima.”

O Padre Scalese concluiu recordando como no dia da sua saída sentiram “a proteção de Nossa Senhora” e manifestou o seu desejo de que “Nossa Senhora proteja todo o povo do Afeganistão”.

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“O Padre Giovanni Scalese é um sacerdote da Ordem dos Clérigos Regulares de São Paulo (os Barnabitas) e o Superior da missão Sui Iuris da Igreja no Afeganistão. Em uma recente entrevista à ACN, ele falou sobre sua saída do Afeganistão e seu repatriamento para a Europa.

“Nossa saída do Afeganistão foi um verdadeiro milagre. No dia seguinte à nossa partida foi o dia da explosão terrorista no aeroporto. Se não tivéssemos saído naquele dia, possivelmente não teríamos conseguido fugir”, disse o Padre Scalese, em um programa de rádio transmitido pela ACN na Espanha.

Era 15 de agosto quando as forças do Talibã capturaram Cabul, a capital afegã. O ex-presidente Ashraf Ghani abandonou o país e, nos dias e semanas que se seguiram, um grande número de cidadãos, ativistas e funcionários da embaixada tentaram sair ou serem evacuados. Em 26 de agosto, um ataque terrorista fora do aeroporto de Cabul matou 183 pessoas – incluindo treze militares dos EUA que apoiavam o esforço de evacuação de civis – e deixou mais de 200 feridos.

Saída do Afeganistão não estava no planejamento

A comunidade católica no Afeganistão está organizada sob a missão sui iuris (uma pequena missão independente sob a jurisdição direta do Vaticano). Em uma entrevista anterior à ACN, no final de agosto, o procurador-geral dos Barnabitas, Padre José Carbajal, explicou que “desde o início da presença dos Barnabitas no Afeganistão, a nossa missão tem sido exercida na Embaixada da Itália em Cabul. Foi aqui que o Padre Scalese ofereceu os serviços religiosos. Celebrou a Santa Missa e os demais sacramentos para o pessoal interno da embaixada e para outras pessoas, inclusive das demais representações diplomáticas. As outras congregações religiosas dentro do país olhavam para a nossa missão como um ponto de apoio e um lugar onde todos pudessem se encontrar”.

Segundo o Padre Carbajal, até pouco antes da captura de Cabul pelo Talibã a situação era “muito normal e pacífica”. Apesar das limitações, “havia uma vida comunitária relativamente normal, a vida da Igreja”. “Sempre pudemos manter um serviço a esta pequena população católica, temporariamente residente ali. Houve momentos de crise, mas sempre foi possível manter a nossa atividade missionária”, explicou durante a entrevista concedida pouco antes de o Padre Scalese finalmente deixar o país.

Tomada do poder pelo Talibã mudou radicalmente a situação

Com a tomada do poder pelo Talibã e a declaração de um emirado islâmico no Afeganistão, a situação mudou radicalmente. “Quase todo mundo deixou o Afeganistão antes de nós. As poucas pessoas que permaneceram não correm nenhum perigo”, explicou o Padre Scalese à ACN após a sua partida do país. “No momento, a única ajuda que podemos dar a eles são as nossas orações. Eu mesmo pude experimentar pessoalmente a grande eficácia da oração unânime da Igreja”, acrescentou. Ele lembrou que “a missão no Afeganistão foi consagrada ao Imaculado Coração de Maria em 13 de outubro de 2017, na conclusão do centenário de as aparições de Fátima.”

O Padre Scalese concluiu recordando como no dia da sua saída sentiram “a proteção de Nossa Senhora” e manifestou o seu desejo de que “Nossa Senhora proteja todo o povo do Afeganistão”.

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