“Todos somos chamados a confortar os nossos irmãos e irmãs, testemunhando que só Deus pode eliminar as causas dos dramas existenciais e espirituais.” Papa Francisco
Se Deus é infinitamente bom, por que permite o sofrimento? Será que Ele não se torna cúmplice da miséria do mundo?
De forma alguma. Deus nunca quis sofrimento e morte, como nunca quis a causa de tudo isso, o pecado. Ao contrário, Deus, em sua misericórdia, tomou sobre si a dor de toda a criação. E, ao assumi-la com amor infinito, derrotou o mal e deu ao sofrimento poder redentor, um novo significado. Os nossos pecados deram e dão poder crescente ao mal. Satanás, em seu ódio, usa desse poder para nos prejudicar com catástrofes e guerras, sofrimento e morte e, sempre que possível, nos separar de Deus. No entanto, por meio do amor, o demônio pode ser deposto e derrotado.
Quando então o sofrimento, a doença ou o infortúnio nos atingem e, a exemplo de Jesus, fazemos deles uma oferta, então Deus pode prosseguir em nós a sua obra de redenção. É o que confessa também são Paulo quando escreve: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim.” Em outras palavras: “Eu sofro, mas não eu: é Cristo que sofre em mim.” Se suportarmos o sofrimento olhando a Cristo, nós furtamos de Satanás exatamente aquele poder que os nossos pecados lhe deram. Ainda mais: nós podemos destinar aos outros o valor corredentor desse sofrimento suportado na entrega e no amor. Assim, ele se tornará bênção e salvação não só para nós, mas também para as pessoas que nos são confiadas. Esse é o grande mistério da Misericórdia divina, da redenção e da corredenção. Que conforto para nós cristãos sabermos isso! O santo Papa João Paulo II descreve: “Num intercâmbio maravilhoso de bens espirituais, a santidade de um aproveita aos outros, e isso numa medida muito superior ao dano que o pecado de um pode causar ao outro. Há pessoas que deixam atrás de si um excesso de amor, de sofrimento suportado, de pureza e verdade, capaz de incluir e reerguer os outros.”
Caros amigos, vocês doam não só dinheiro, mas consolo, esquecendo até as próprias ansiedades. Que a sua caridade misericordiosa, fonte de bênção para tanta gente, se torne consolo também para vocês.
Pe. Martin M. Barta
Assistente eclesiástico Internacional
Esta é apenas a matéria de capa do Eco do Amor em referência.
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