As Irmãs de Jesus Verbo e Vítima visitam diariamente os que mais precisam

2019-05-23T16:34:52-03:00

Irmã Graciana

Todos os dias as irmãs da congregação Jesus Verbo e Vítima visitam os que mais sofrem nos lugares mais pobres da América Latina. “Acredito que Deus nos deu um coração maior do que o de qualquer mãe”, diz a Irmã Graciana, que com outra irmã viajam longas distâncias para visitar as famílias de sua diocese no Peru. “Às vezes nos deparamos com uma grande quantidade de tristeza nas famílias. Nossa visita lhes dá conforto, e eles dizem que se sentem abençoados porque doamos um pouco do nosso tempo para estar com eles. Às sextas-feiras, trazemos a Santa Comunhão para pessoas idosas. Aliás, é um momento especial. A maioria deles tem mobilidade reduzida, e eles se lembram de quando conseguiam ir à Igreja sozinhos. Costumo responder: “agora você não precisa. Seu amigo veio visitá-lo. Você conhece ele? Sim. Jesus veio até você!’” Diz a Irmã Graciana com alegria.

Além de visitar os idosos, ela cuida igualmente de adolescentes. “Eu me lembro quando uma adolescente fez uma brincadeira de mau gosto. Liguei para ela em seguida e censurei: ‘O que você fez foi errado. Entretanto, eu te amo muito, mas não vou tolerar isso’. Ela olhou para mim e perguntou: ‘Irmã, você realmente me ama?’ Me tocou. Pois isso me fez perceber o quanto é importante demonstrar afeto, porque muitas vezes não o recebem de suas famílias”.

“Lutamos contra os inimigos mais terríveis da humanidade”

Fundada por Dom Federico Kaiser em 1961, no Peru, a congregação Missionárias de Jesus Verbo e Vítima está ativa na América Latina. Sua missão é dar cuidados pastorais principalmente em regiões remotas. “Lutamos contra os inimigos mais terríveis da humanidade: ignorância e pecado. Eles ganharam muito espaço porque as pessoas não têm líderes espirituais”. O apostolado das irmãs acontece sobretudo em lugares onde não há sacerdotes. Elas oferecem conforto espiritual para os necessitados; elas pregam a Palavra do Senhor; elas ensinam o Catecismo. “Eu sabia que pertenceria a essa congregação quando as irmãs me explicaram sua missão e carisma. Ainda mais quando elas me descreveram seu trabalho e suas atividades pastorais. Desde o começo, senti em meu coração que pertencia a essa congregação. Nós visitamos as famílias em suas casas diariamente”, explicou a irmã Graciana.

Irmã Maria Lúcia

Irmã Graciana, congregação Jesus Verbo e Vítima, Peru.

Não há vida mais bonita

“Eu me lembro de quando eu tinha 13 anos, e minha professora me perguntou: ‘você já pensou em se tornar uma irmã religiosa?’ Para ser honesta, até aquele momento eu não tinha pensado nisso. Então, comecei a pensar muito”, disse a Irmã Graciana. “Passei muitas horas em frente ao Santíssimo Sacramento, perguntando a nosso Senhor o que ele queria de mim. Embora eu tenha rezado mais que as outras meninas da minha idade, não achei que fosse diferente delas”, acrescenta ela.

Quando criança, a Irmã Graciana costumava frequentar uma escola católica administrada por religiosas. Ela foi criada em uma família católica que ensinou seus valores cristãos. No momento em que ela teve certeza sobre sua vocação, sua mãe foi muito favorável. “Ela disse que não há vida mais bonita do que estar perto de Deus. Desde o começo minha mãe ficou feliz e, em paz, porque soube que fiz a escolha certa”, conclui a Irmã Graciana.

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