A ACN ajuda diretamente mais de 11.000 religiosas a cada ano no mundo todo. Isso sem levar em conta os projetos de construção e reforma de conventos, além da ajuda com os meios de transporte

Em países como o Brasil, a presença das religiosas é mais do que necessária, é vital. Já em 1964 Dom Eugênio Sales – na época Arcebispo de Natal, Rio Grande do Norte – obteve autorização do Papa Paulo VI para que, pela primeira vez na história, religiosas assumissem paróquias com a presença de um sacerdote aos domingos. A iniciativa só foi possível porque a ACN contribuiu com o sustento das irmãs.

Um ano mais tarde, em 1965, Dom Eugênio e a ACN iniciaram em Salvador, Bahia, o projeto GRIMPO (Grupo de Religiosas Inseridas no Meio Popular). O projeto, que existe até hoje, conta atualmente com 139 religiosas, de diferentes congregações, que vivem nos bairros mais carentes da capital baiana. Lá, essas religiosas – que contam com a ajuda da ACN para seu sustento – são presenças fundamentais para levar o alimento espiritual e também a ajuda material, como é o caso da Irmã Maria Lúcia Torres, do Instituto Nossa Senhora da Oferenda, e que está em Salvador há mais de 40 anos.

A Irmã Maria Lúcia – que conta com a ajuda de mais duas irmãs, além de funcionários e voluntários – cuida de jovens e adultos com deficiência, através do Instituto Nossa Senhora da Oferenda.  A instituição é a primeira Residência Inclusiva de Salvador. Os deficientes que estão na casa foram abandonados – muitos sofreram abusos – e não têm para onde ir, cresceram e continuam na casa por falta de opção.

O trabalho das irmãs, cujo carisma é a Evangelização das pessoas doentes e com deficiência, se inicia com o acolhimento. Atualmente residem na casa dez deficientes e também são atendidas pessoas da comunidade, portadores de deficiência. Há atendimento de fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional e pedagogia.

Este ano iniciaram uma sala de aula inclusiva domiciliar. “Nosso bairro é extremamente violento e não há mais condições de levar os adultos e jovens para a escola à noite, quando eles estudariam nas escolas normais. Nós estamos na comunidade e a comunidade está dentro dessa casa”. Os “meninos” como a Irmã os chama, estão inseridos e incluídos. Vão à Missa, fazem catequese, participam do Grupo de Jovens e se preparam para a Crisma.

“Talvez quem faça uma doação para o GRIMPO não tem ideia do bem que faz para a nossa missão. Quando eles nos ajudam, estão ajudando a toda uma comunidade. Com essa ajuda nós conseguimos fazer nosso trabalho de evangelização, de humanização. A ajuda da ACN foi sempre recebida por nós com muito carinho”, completa a Irmã Maria Lúcia.

Nesta Quaresma e Páscoa, a ACN quer ajudar ainda mais as religiosas no mundo todo. Cada irmã que recebe uma ajuda, significa que várias outras pessoas são auxiliadas espiritual e materialmente. E cada contribuição sua permite à ACN ajudar ainda muitas outras irmãs que anseiam fazer mais pelo seu povo. Faça sua doação hoje mesmo!