Os dias após os terremotos na Venezuela, em junho deste ano, foram de grande expectativa pelo resgate sob os escombros. Muitos foram salvos. Outros não.
Tentei me colocar na situação de uma criança pequena, por exemplo, que passou até cinco dias aguardando socorro. Chega a manhã, a tarde, a noite, e nada… Muitos pereceram esperando um herói que não chegou.
Questionamentos se levantam. Minhas crises internas reaparecem e perguntam: onde estava Deus? A crise, de fato, coexiste com a fé; do contrário, não seria fé, seria ciência. Como disse o Papa Francisco: “Uma fé que não nos põe em crise é uma fé em crise”.
A verdade é que não temos resposta para tudo o que nos causa perplexidade. Sinto que somos como crianças sentadas no chão, vendo a avó bordar. Olhando de baixo, os fios parecem emaranhados e confusos. Não faz sentido. Mas sei que, um dia, olharemos o bordado da vida por cima, sem pontas soltas, revelando um desenho lindo, cheio de cor e significado.
Nesse dia, entenderemos tudo. Entenderemos que Deus estava, sim, presente em cada momento confuso e de dor. Presente em Seu grande mistério, e vivo no meu e no seu amor.
Diácono Bruno
Colaborador ACN
Eco do Amor
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