ACN

No silêncio do cotidiano

Publicado em: agosto 4th, 2026|Categorias: Palavra Viva|Views: 15|

Compartilhar

“Ele foi ferido por causa de nossas iniquidades, esmagado por causa de nossos crimes. O castigo que nos dá a paz caiu sobre ele, por seus ferimentos fomos curados” (Is 53,5).

Essa não foi apenas uma promessa distante. Após a ressurreição, o próprio Pedro confirmou que Jesus cumpriu exatamente essa missão no madeiro da cruz, carregando nossos pecados para que pudéssemos viver para a justiça (cf. 1Pd 2,24).

Quando nos colocamos nesse caminho de salvação e contemplamos com amor as feridas do Redentor, começamos a vislumbrar um pouco da profundidade imensurável da bondade de Deus. É um amor tão grande que incluiu a disposição de se deixar ferir, de sofrer no nosso lugar e de ir ao encontro da morte para nos salvar. E, como no batismo nos tornamos membros do Seu Corpo, é natural que Ele deseje nos conquistar e nos capacitar a amar com essa mesma intensidade.

Abraçar a cruz com misericórdia

Mas como podemos viver esse chamado nos dias de hoje? É o Espírito Santo quem nos conduz para esse nível de amor em que todo o mal é superado e transformado. É aqui que compreendemos o verdadeiro sentido da misericórdia. Ela não tem a ver com dureza moral, regras rígidas ou punições externas. Trata-se, antes, de um belo caminho de crescimento espiritual que culmina em abraçar a cruz.

Hoje em dia, a nossa penitência e a nossa reparação não acontecem por meio de cilícios ou de jejuns extremos, mas no silêncio do cotidiano. Abraçamos a cruz na força silenciosa de uma dor, na paciência carinhosa com quem está ao nosso redor e no exercício constante de esquecer um pouco de nós mesmos. Nós vivemos essa entrega quando seguramos uma palavra dura no meio de um conflito, quando escolhemos o silêncio diante de uma ofensa ou quando permanecemos fiéis mesmo quando somos mal interpretados.

Quando vivemos o nosso dia a dia com essa prontidão para perdoar e amar, a nossa oração ganha uma nova profundidade e um poder redentor imenso. Por isso, gostaria muito de encorajar você, querido benfeitor, a fazer das pequenas lutas e sacrifícios diários uma oferta viva por nossos irmãos e irmãs mais necessitados e que sofrem pelo mundo afora.

Pe. Anton Lässer
Assistente Eclesiástico Internacional

Eco do Amor

última edição

Artigos de interesse

Igreja pelo mundo

Deixe um comentário

Ir ao Topo