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Medjugorje: vandalismo em santuário integra onda de profanações contra igrejas

Publicado em: agosto 1st, 2026|Categorias: Notícias|Views: 4|

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O santuário de Medjugorje, na Bósnia e Herzegovina, sofreu um ato de vandalismo e profanação nas primeiras horas de 28 de julho. O caso integra uma sequência de ataques registrados em diferentes países da Europa e das Américas. Além disso, o episódio reforça o alerta de que a liberdade religiosa não pode ser considerada garantida, nem mesmo em nações de maioria cristã.

As autoridades locais investigam o incidente, que envolveu a profanação de uma estátua da Virgem Maria e danos provocados por um incêndio.

Esse caso é o mais recente de uma série de ataques contra igrejas, com registros de vandalismo, profanação, incêndios criminosos e furtos. Como resultado, cresce a preocupação com um padrão de ataques direcionados a locais de culto cristãos.

Medjugorje e a crescente preocupação com ataques a igrejas

Embora as circunstâncias e as motivações variem de um caso para outro, todos apresentam um elemento em comum: criminosos escolheram deliberadamente igrejas e símbolos religiosos cristãos como alvo. Dessa forma, a sucessão desses episódios alarmou comunidades locais e reacendeu o debate sobre a proteção dos locais de culto.

Segundo informações reunidas pela ACN, com base em notícias locais, ocorreram incidentes na Espanha, França, Itália, Alemanha, Irlanda do Norte, Bélgica, Colômbia, Nicarágua, Polônia, México, República Dominicana e Estados Unidos.

Na Nicarágua, país onde a Igreja enfrenta forte perseguição estatal nos últimos anos, criminosos invadiram duas vezes uma igreja da Diocese de Estelí, nos dias 13 e 16 de junho. Eles furtaram instrumentos musicais, móveis e um botijão de gás, além de destruir uma imagem de Jesus na paróquia São Francisco de Assis. O padre Muñoz lamentou o ocorrido e afirmou que o episódio demonstra uma perda de valores e de respeito pelo sagrado. O sacerdote acrescentou que os responsáveis pelo crime desconheciam a santidade da casa de Deus.

Furtos, incêndios e profanações em vários países

Outro episódio preocupante ocorreu no sudoeste da França. Entre os dias 14 e 17 de junho, invasores entraram em uma igreja de Mugron e roubaram o Santíssimo Sacramento do sacrário. As autoridades continuam investigando o caso.

Situação semelhante ocorreu entre os dias 5 e 6 de julho na igreja de São Pedro e São Paulo, em Lille, onde criminosos levaram objetos litúrgicos e o sacrário com as hóstias consagradas. Em 5 de julho, um homem entrou na igreja de Santo Estêvão, em Mulhouse, e vandalizou a cruz do altar, diversos bancos e confessionários. Depois, as autoridades concluíram que ele era inimputável por questões psiquiátricas.

A França também registrou outros ataques recentes. Em 12 de junho, incêndios destruíram parcialmente duas igrejas, localizadas na Bretanha e em Gers. Poucos dias depois, em 24 de junho, alguém incendiou uma toalha do altar em uma igreja de Val d’Oust. Além disso, autoridades registraram incêndios criminosos semelhantes na Bélgica, em 8 de junho; na Itália, em 16 de junho; na Irlanda do Norte, em 28 de junho; e na Alemanha, em 29 de junho.

Ataques também atingiram México, República Dominicana e Espanha

Ainda na Alemanha, em 22 de junho, um homem causou graves danos ao órgão e a obras de arte sacra de uma igreja em Friesoythe.

A Diocese de Saltillo, no México, também enfrentou um furto do Santíssimo Sacramento em 12 de junho. Nesse caso, tudo indica que os criminosos pretendiam levar os vasos litúrgicos, pois abandonaram as hóstias consagradas nas proximidades. Depois do crime, o bispo local convocou os fiéis à oração e determinou um ato de reparação antes da reabertura da igreja.

Mais recentemente, em 12 de julho, criminosos invadiram três igrejas da Diocese de Santo Domingo, na República Dominicana. Eles arrombaram os sacrários para roubar vasos sagrados e deixaram a Eucaristia espalhada pelo chão e sobre o altar.

Vandalismo também alcançou Espanha, Polônia e Colômbia

Na Espanha, um grupo de jovens invadiu a igreja Nossa Senhora da Paz, em Òdena, na Catalunha, em 19 de maio. Os invasores causaram grandes danos ao interior do templo, profanaram o altar e uma Bíblia, furtaram objetos metálicos, incluindo instrumentos musicais, e picharam as paredes. O episódio revoltou os moradores, principalmente porque as autoridades decidiram lacrar a igreja, em vez de reforçar sua segurança.

Na Polônia, em 8 de junho, a polícia prendeu um jovem após ele vandalizar e profanar a igreja da Assunção, em Łubów. Segundo informações locais, ele aparentava estar embriagado, urinou no chão da igreja e danificou diversos objetos religiosos.

Na Colômbia, um grupo armado lançou explosivos com drones contra uma igreja cristã no norte do país, em 21 de junho. O ataque matou um menino de dez anos e deixou outras cinco pessoas feridas. Até o momento, as autoridades não identificaram a motivação do atentado.

Medjugorje reforça debate sobre liberdade religiosa

Também na Colômbia, desta vez na cidade de Cali, um homem destruiu estátuas e danificou valiosas obras de arte sacra na capela La Ermita, em 6 de maio. A polícia prendeu rapidamente o responsável, de 27 anos. As autoridades acreditam que ele sofreu um surto psicótico, mas a violência do ataque deixou a população profundamente abalada.

No mesmo dia, em Oakland, na Califórnia, criminosos danificaram a igreja de São Columba. Eles quebraram cruzes, outras imagens religiosas e também destruíram uma fonte construída em memória de seis estudantes irlandeses de intercâmbio que morreram em um acidente em 2015. A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos mantém uma lista atualizada desses incidentes.

A onda de ataques confirma o alerta do especialista em liberdade religiosa José Luis Bazán, um dos autores do relatório Liberdade Religiosa no Mundo, da ACN. Segundo ele, a liberdade religiosa e o direito à liberdade de culto não representam garantias absolutas, mesmo em países de maioria cristã.

Liberdade religiosa exige proteção aos locais de culto

Embora esses episódios apresentem características diferentes, a frequência com que ocorreram em um curto espaço de tempo desperta preocupação sobre a proteção dos locais de culto e o respeito às crenças religiosas. Além disso, eles demonstram que ameaças à liberdade religiosa também se manifestam por meio de ataques repetidos contra comunidades religiosas e seus espaços sagrados em países ocidentais.

Ao discursar diante do Parlamento espanhol, em 8 de junho, o Papa Leão XIV destacou que “a liberdade de pensamento, de consciência e de religião” é “uma questão decisiva para toda sociedade verdadeiramente democrática”. Ele também afirmou que um Estado autêntico “reconhece a dimensão religiosa da pessoa” e, por isso, “não apenas a respeita, mas também a protege”.

Diante desse cenário, Medjugorje simboliza um alerta para toda a comunidade internacional. Proteger a liberdade religiosa significa garantir não apenas o direito de professar a fé, mas também assegurar o respeito e a proteção aos locais de culto em todo o mundo.

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