Em sua encíclica “Dilexit nos” – “Ele nos amou” (cf. 1Jo 4,10) –, o Papa Francisco convidou-nos a redescobrir a proximidade de Jesus. Ele nos chama a beber dessa fonte inesgotável de salvação, recordando-nos um Deus que não nos ama apenas com palavras, mas com atitudes concretas.
Quando Jesus curava alguém, Ele preferia aproximar-se: estendia a mão, tocava nos olhos, curava até com a própria saliva, como faz uma mãe, para que os doentes não O sentissem alheio às suas vidas. É esse amor infinito de Cristo, que se encarnou e chegou ao extremo da cruz, que nós
celebramos.
Em uma época de confusão espiritual e de amplo estranhamento, em que Deus muitas vezes parece distante, a lembrança dessa ternura divina nos conduz de volta à Sua misericórdia. Viver e espalhar essa ternura é algo profundamente missionário. Quem se deixa tocar por Cristo torna-se, ele mesmo, instrumento redentor da paz e da esperança. Em meio a este mundo, aparentemente frio, somos chamados a ser as mãos de Jesus estendidas para o próximo. O Seu amor não conhece fronteiras; Ele é humano e divino, permanece próximo, aquece, sofre junto, consola, cura e pacifica também através da nossa caridade.
O ser humano foi criado, sobretudo, para o amor, e é ali que encontra a sua verdadeira identidade. Ele é “feito nas suas fibras mais profundas para amar e ser amado.” Olhando para as atitudes concretas de Jesus, somos convidados a olhar para o nosso próprio interior e a nos perguntarmos: temos um coração que é amado e que ama?
Particularmente eu sou grato pelo fato de podermos servir nessa mesma dinâmica de amor, inseridos na ACN, levando o toque, o abraço e o consolo de Deus até os confins da terra, aos nossos irmãos e irmãs que mais sofrem. Que nosso Senhor Jesus Cristo abençoe imensamente você, nosso benfeitor, por ser essa presença próxima e solidária, e o acolha sempre no abraço do Seu amor infinito.
Pe. Anton Lässer
Assistente Eclesiástico Internacional
Eco do Amor
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