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Discriminação, exclusão social e pobreza

30 de junho de 2021

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No Paquistão mulheres cristãs são beneficiadas por programa de apoio psicológico e de direitos humanos da ACN. Ele traz esperança para as jovens mulheres superarem a discriminação e exclusão social, e garantir sua sua verdadeira profissão de fé.

Membros de uma minoria religiosa, frequentemente vítimas de discriminação e exclusão social, a vida dos cristãos no Paquistão não é fácil. A maioria pertence às classes mais pobres da sociedade. Muitos deles não possuem apoio jurídico e são ignorados pelas forças da lei e da ordem quando tentam defender seus direitos humanos. Para as mulheres cristãs então, essa vulnerabilidade é ainda maior e mais perigosa. Os relatos públicos de abuso sexual e casamentos forçados são cada vez mais numerosos, e o número real de casos é provavelmente ainda maior.

A ACN está apoiando um programa que visa capacitar jovens mulheres cristãs que vivem nessas circunstâncias extremamente difíceis. Muitas das jovens envolvidas no programa são estudantes ou domésticas nas áreas suburbanas de uma grande cidade paquistanesa. Por preocupação com a segurança das jovens ou mesmo dos parceiros locais da ACN, a fundação não está revelando os nomes verdadeiros ou localidades, mas, irá compartilhar algumas histórias dessas mulheres cristãs do Paquistão.

Discriminação, exclusão social assombram jovens paquistanesas

Uma das jovens, “Samia”, vive no norte do Paquistão com seus pais e quatro irmãos. O pai dela é operário e a mãe é dona de casa. “Como pertenço a uma família cristã, meus pais sempre me alertaram para nunca falar sobre diferenças religiosas com outras pessoas. Aliás eles nos ensinaram a simplesmente suportar qualquer tipo de discriminação. Não temos influência, ja que estamos vivendo em um país muçulmano. Tenho medo de ser discriminada pelas leis; somos uma minoria e não temos apoio no Paquistão. Vivemos em um estado de ansiedade e pressão constante. Acreditamos que, se tentarmos defender nossos direitos, seremos acusados de blasfêmia ou alguma outra coisa, baseada em falsas acusações, como já ocorreu no passado”, explica.

“Graças ao meu envolvimento no programa de avanço das mulheres, promovido pela ACN, estou mais fortalecida na minha fé. O programa nos ajuda a estar mais conscientes de nossas responsabilidades e nossos direitos. Eles estão nos encorajando a nos mantermos fortes e a lutar contra a discriminação e a conversão forçada, assédio e violência e a defender nossos direitos”, diz Samia, que tem 20 anos. O programa me encorajou a “trabalhar duro, para que nossa comunidade possa ter um futuro melhor”.

Outra jovem envolvida no programa, “Ashia”, é filha de um varredor de rua e ganha apenas 10.000 rúpias (cerca de 310 Reais) por mês. “Quando fui para a universidade, sofri muita discriminação por parte dos meus professores e colegas, e não conseguia me concentrar nos estudos”, explica Ashia, de 17 anos. Ela compartilhou suas dificuldades com uma amiga, que a encorajou a se envolver no programa da ACN. “Eu ouvi as reuniões de aconselhamento e eles me deram uma nova esperança de poder lidar com minhas situação. Então prometi a mim mesma que não lhes daria outra oportunidade de destruir meu futuro. Assim vou estudar muito e mostrar às pessoas que o Senhor está sempre conosco, que Ele nos dá força, nos guia e nos protege”, conclui.

Educação e outros sonhos parecem impossíveis

Outro exemplo é o de ‘Shazia’. Como muitas jovens cristãs, ela, aos 19 anos, tinha grandes sonhos. O pai dela, um motorista de riquixá (meio de transporte por tração humana), sustentava a família. Então, com muito esforço conseguiu estudar engenharia de sistemas na universidade. Mas devido à crise financeira ela abandou seus estudos. “Comecei a trabalhar numa fábrica para ajudar meu pai. Mas eu ganhava cerca de dez mil rúpias paquistanesas por mês (cerca de 300 Reais). Então achei que esse era o meu destino e o meu futuro”, lembra. Ao ser apresentada ao programa apoiado pela ACN, “acendeu a centelha de esperança de que era possível fazer algo diferente e conseguir trazer mudanças positivas. A palestra motivacional me inspirou, e percebi que a educação é a única ferramenta e a chave para o sucesso. Afinal tudo é possível se nos comprometermos de todo coração e enfrentarmos as dificuldades da vida com coragem”, diz Shazia agora.

Uma das participantes mais jovens do programa é ‘Nasreen’, com apenas 15 anos. Ela estava no nono ano de um curso de escola estadual quando a pandemia destruiu sua vida. Seu pai trabalha como diarista e o confinamento trouxe problemas financeiros, incluindo as taxas escolares e o custo das aulas online na internet. O resultado de tudo isso foi que Nasreen não podia mais pagar seus estudos. Ela era a única mulher cristã na classe e teve de deixar as aulas online. “Fiquei muito magoada e chateada, mas não falei com meus pais porque eles já estavam sofrendo muito por conta da situação financeira difícil da família”, lembra. ” Meus colegas me submetiam a constante discriminação e preconceito por causa de nossa religião. Aliás eu estava completamente perdida”, explica Nasreen. “Então eu conheci a equipe que estava executando o programa da ACN e que estava oferecendo uma sessão para um grupo de meninas como eu. Enfim eles nos explicaram que a formação era vital para poder crescer pessoal e espiritualmente”, diz.

Afinal o apoio moral e o incentivo que os cursos proporcionam são absolutamente essenciais para ajudar essas jovens mulheres cristãs, que muitas vezes se sentem sobrecarregadas e abandonadas diante de seu destino aparente. “Sou muito grata à ACN por ter sido a fonte de uma mudança tão grande na minha vida. Por enquanto, a chama de fé e esperança está iluminando meu caminho e não vou deixá-la ser extinta por qualquer tipo de discriminação”, diz Nasreen.

A ACN possibilita que milhares de projetos recuperem a dignidade e esperança de tantas cristãos que tiveram suas vidas afetadas pela perseguição. Sua doação irá nos possibilitar fazer ainda mais. Faça sua doação!

Assista também ao vídeo Mulheres Extraordinárias – Paquistão, no cana da ACN no Youtube

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No Paquistão mulheres cristãs são beneficiadas por programa de apoio psicológico e de direitos humanos da ACN. Ele traz esperança para as jovens mulheres superarem a discriminação e exclusão social, e garantir sua sua verdadeira profissão de fé.

Membros de uma minoria religiosa, frequentemente vítimas de discriminação e exclusão social, a vida dos cristãos no Paquistão não é fácil. A maioria pertence às classes mais pobres da sociedade. Muitos deles não possuem apoio jurídico e são ignorados pelas forças da lei e da ordem quando tentam defender seus direitos humanos. Para as mulheres cristãs então, essa vulnerabilidade é ainda maior e mais perigosa. Os relatos públicos de abuso sexual e casamentos forçados são cada vez mais numerosos, e o número real de casos é provavelmente ainda maior.

A ACN está apoiando um programa que visa capacitar jovens mulheres cristãs que vivem nessas circunstâncias extremamente difíceis. Muitas das jovens envolvidas no programa são estudantes ou domésticas nas áreas suburbanas de uma grande cidade paquistanesa. Por preocupação com a segurança das jovens ou mesmo dos parceiros locais da ACN, a fundação não está revelando os nomes verdadeiros ou localidades, mas, irá compartilhar algumas histórias dessas mulheres cristãs do Paquistão.

Discriminação, exclusão social assombram jovens paquistanesas

Uma das jovens, “Samia”, vive no norte do Paquistão com seus pais e quatro irmãos. O pai dela é operário e a mãe é dona de casa. “Como pertenço a uma família cristã, meus pais sempre me alertaram para nunca falar sobre diferenças religiosas com outras pessoas. Aliás eles nos ensinaram a simplesmente suportar qualquer tipo de discriminação. Não temos influência, ja que estamos vivendo em um país muçulmano. Tenho medo de ser discriminada pelas leis; somos uma minoria e não temos apoio no Paquistão. Vivemos em um estado de ansiedade e pressão constante. Acreditamos que, se tentarmos defender nossos direitos, seremos acusados de blasfêmia ou alguma outra coisa, baseada em falsas acusações, como já ocorreu no passado”, explica.

“Graças ao meu envolvimento no programa de avanço das mulheres, promovido pela ACN, estou mais fortalecida na minha fé. O programa nos ajuda a estar mais conscientes de nossas responsabilidades e nossos direitos. Eles estão nos encorajando a nos mantermos fortes e a lutar contra a discriminação e a conversão forçada, assédio e violência e a defender nossos direitos”, diz Samia, que tem 20 anos. O programa me encorajou a “trabalhar duro, para que nossa comunidade possa ter um futuro melhor”.

Outra jovem envolvida no programa, “Ashia”, é filha de um varredor de rua e ganha apenas 10.000 rúpias (cerca de 310 Reais) por mês. “Quando fui para a universidade, sofri muita discriminação por parte dos meus professores e colegas, e não conseguia me concentrar nos estudos”, explica Ashia, de 17 anos. Ela compartilhou suas dificuldades com uma amiga, que a encorajou a se envolver no programa da ACN. “Eu ouvi as reuniões de aconselhamento e eles me deram uma nova esperança de poder lidar com minhas situação. Então prometi a mim mesma que não lhes daria outra oportunidade de destruir meu futuro. Assim vou estudar muito e mostrar às pessoas que o Senhor está sempre conosco, que Ele nos dá força, nos guia e nos protege”, conclui.

Educação e outros sonhos parecem impossíveis

Outro exemplo é o de ‘Shazia’. Como muitas jovens cristãs, ela, aos 19 anos, tinha grandes sonhos. O pai dela, um motorista de riquixá (meio de transporte por tração humana), sustentava a família. Então, com muito esforço conseguiu estudar engenharia de sistemas na universidade. Mas devido à crise financeira ela abandou seus estudos. “Comecei a trabalhar numa fábrica para ajudar meu pai. Mas eu ganhava cerca de dez mil rúpias paquistanesas por mês (cerca de 300 Reais). Então achei que esse era o meu destino e o meu futuro”, lembra. Ao ser apresentada ao programa apoiado pela ACN, “acendeu a centelha de esperança de que era possível fazer algo diferente e conseguir trazer mudanças positivas. A palestra motivacional me inspirou, e percebi que a educação é a única ferramenta e a chave para o sucesso. Afinal tudo é possível se nos comprometermos de todo coração e enfrentarmos as dificuldades da vida com coragem”, diz Shazia agora.

Uma das participantes mais jovens do programa é ‘Nasreen’, com apenas 15 anos. Ela estava no nono ano de um curso de escola estadual quando a pandemia destruiu sua vida. Seu pai trabalha como diarista e o confinamento trouxe problemas financeiros, incluindo as taxas escolares e o custo das aulas online na internet. O resultado de tudo isso foi que Nasreen não podia mais pagar seus estudos. Ela era a única mulher cristã na classe e teve de deixar as aulas online. “Fiquei muito magoada e chateada, mas não falei com meus pais porque eles já estavam sofrendo muito por conta da situação financeira difícil da família”, lembra. ” Meus colegas me submetiam a constante discriminação e preconceito por causa de nossa religião. Aliás eu estava completamente perdida”, explica Nasreen. “Então eu conheci a equipe que estava executando o programa da ACN e que estava oferecendo uma sessão para um grupo de meninas como eu. Enfim eles nos explicaram que a formação era vital para poder crescer pessoal e espiritualmente”, diz.

Afinal o apoio moral e o incentivo que os cursos proporcionam são absolutamente essenciais para ajudar essas jovens mulheres cristãs, que muitas vezes se sentem sobrecarregadas e abandonadas diante de seu destino aparente. “Sou muito grata à ACN por ter sido a fonte de uma mudança tão grande na minha vida. Por enquanto, a chama de fé e esperança está iluminando meu caminho e não vou deixá-la ser extinta por qualquer tipo de discriminação”, diz Nasreen.

A ACN possibilita que milhares de projetos recuperem a dignidade e esperança de tantas cristãos que tiveram suas vidas afetadas pela perseguição. Sua doação irá nos possibilitar fazer ainda mais. Faça sua doação!

Assista também ao vídeo Mulheres Extraordinárias – Paquistão, no cana da ACN no Youtube

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