No Dia Mundial do Refugiado, a ACN recorda a região da África subsaariana onde milhões de pessoas abandonaram as suas casas, fugindo de zonas de conflito e violência, durante o ano de 2019. A ACN alerta para o agravamento da situação humanitária nesta região do continente africano. Isso por causa da crescente atividade de grupos jihadistas.

Regina Lynch, diretora internacional de Projetos da ACN, identifica o “aumento das operações de grupos jihadistas na região do Sahel, como é o caso de Burkina Faso, Camarões e Nigéria”. Eles foram responsáveis por mais de 4,6 milhões de novos deslocados ao longo do ano passado, de acordo com dados do IDMC (Centro de Monitorização de Deslocados Internos).

No entanto, a região do Sahel foi apenas uma das zonas do globo onde mais se acentuou este problema humanitário.

Aliás, o número de deslocados internos e de refugiados atingiu um valor nunca visto na história, com mais de 79,5 milhões de pessoas, segundo dados das Nações Unidas.

É preciso cuidar das pessoas que abandonaram suas casas

Para a ACN, que nasceu no final da II Guerra Mundial para auxiliar os refugiados e deslocados no continente europeu, este é um elemento identificador da sua missão, mobilizando recursos e auxiliando as populações mais atingidas.

E os cristãos, que continuam a ser a comunidade religiosa mais perseguida em todo o mundo, estão no topo de todas as prioridades. Somente durante o ano de 2019, a ACN ajudou mais de 90 projetos para refugiados.

Esta verba permitiu auxiliar diretamente refugiados e deslocados internos, especialmente em países como o Líbano, Síria, Iraque, e também Turquia, Sudão, Tanzânia, Camarões e Etiópia. O apoio ao regresso dos deslocados, sempre que haja condições para isso, é também uma prioridade na missão da ACN.

Dia Mundial do Refugiado: Necessidade de apoio nos quatro cantos do mundo

Regina Lynch destaca a importância do trabalho desenvolvido pela Igreja nos quatro cantos do mundo no apoio às pessoas que abandonaram suas casas e refugiados.

Um trabalho que, tantas vezes, só tem sido possível graças à generosidade dos benfeitores da Fundação. “Fiel às suas raízes, a ACN, enquanto organização pastoral internacional, trabalha com as Igrejas locais. Muitas vezes elas carecem dos meios necessários para dar assistência social e pastoral às comunidades deslocadas  e para atender às suas necessidades espirituais”, explicou Regina.

O aumento da violência na região do Sahel, na África, é uma enorme preocupação para a ACN. Afinal, essa perseguição atinge comunidades cristãs que são um dos alvos principais dos grupos jihadistas.

Para que a ACN possa ajudar ainda mais cristãos na África, sua ajuda pode fazer toda a diferença. Clique aqui e faça a sua doação para a ACN.