O ano de 2020 vai entrar, sem dúvida, nos livros de história como o “Ano do Coronavírus”. No entanto, não é o vírus, mas Deus quem determina a história da humanidade e a conduz para o bem. Ao longo do tempo, Ele enviou profetas que indicavam o caminho para a salvação. Depois, Ele enviou seu Filho para que resgatasse o mundo e nós alcançássemos a filiação divina (cf. Gl 4,4). No entanto, mesmo após essa mudança de época, Deus não cessou de vir em nosso auxílio por meio dos santos.

Nos nossos tempos modernos Ele envia até mesmo sua própria Mãe a todas as partes do mundo para nos amparar nas grandes necessidades. É por isso que o tempo atual também é chamado de Tempo Mariano. Contra todas as expectativas dos cientistas, Maria nos anuncia um futuro cheio de alegria e de paz, embora não ocultando o fato de que a humanidade necessita de purificação e que passaremos por situações dolorosas. Contra a desgraça, Ela nos mostra remédios simples, que todos podem aplicar: o uso de uma medalha, a fiel recitação do rosário, a reconciliação, a consagração ao seu Coração Imaculado de Mãe, a leitura da Bíblia, o sacrifício feito por amor, a celebração dos sacramentos.

A Medalha Milagrosa

Foi com uma medalha que a Era Mariana começou em 1830 na Rue du Bac, em Paris. Nossa Senhora apareceu lá a uma simples religiosa, Catarina Labouré. Maria lhe revelou os tempos dolorosos que o mundo inteiro haveria de enfrentar. Então apresentou uma imagem à Irmã Catarina. A Virgem estava em pé sobre o globo terrestre, de braços abertos, com a Serpente debaixo de seu pé. Em suas mãos ela trazia anéis, dos quais emanavam raios luminosos. A religiosa ouviu interiormente: “Esses raios são o símbolo das graças que Maria alcança para os homens.” No entanto, alguns dos anéis não emanavam nenhum brilho. Maria explicou: “Essas são as graças que vocês se esquecem de pedir!” Em torno da imagem havia, escrita em letras douradas, a invocação: “Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

Depois apresentou o outro lado da imagem. No verso viam-se doze estrelas e a letra “M” entremeada inseparavelmente com a cruz. Logo abaixo, dois corações feridos. Então a Irmã Catarina ouviu: “Mande cunhar uma medalha, de acordo com esta imagem. As pessoas que a levarem sempre consigo e que fizerem devotamente essa breve invocação experimentarão de modo todo especial a proteção de Nossa Senhora.” As primeiras duas mil medalhas foram cunhadas em 1832, exatamente nos meses em que a cólera se alastrava na França. Incontáveis curas e maravilhosas conversões ocorreram – foram tantas que a medalha recebeu o nome de “Medalha Milagrosa”.

Caros amigos, neste mês de maio acolhamos Maria em nossa casa para que ela possa revelar-se como nossa Mãe e Rainha. Então, por meio dela, terá início um novo tempo, um novo Pentecostes.

Pe. Martin M. Barta
Assistente Eclesiástico Internacional