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Um novo Pentecostes

10 de maio de 2021

Com a solenidade de Pentecostes se aproximando, me coloquei a refletir sobre o livro dos Atos dos Apóstolos, que bem poderia ser chamado de “Evangelho do Espírito Santo”. Isso porque toda a atividade na vida dos apóstolos e das comunidades cristãs são movidas pelo “empurrão” do Espírito Santo.

Através do Eco do Amor é possível constatar que a vida e missão da Igreja, em todo o mundo, é uma permanente atividade do Espírito Santo. Sem a vitalidade do Espírito não existe dinamismo, não há criatividade no anúncio do Evangelho e nos fecharíamos na partilha gratuita dos dons e carismas.

Mas, lá no início, era preciso compreender a amplitude da missão que os cristãos estavam assumindo. Não era evidente se o Evangelho deveria ser transmitido a todas as pessoas ou somente aos judeus, como boa parte da comunidade acreditava. Eis uma questão que a Igreja primitiva precisaria resolver. Hoje, entretanto, está bem claro. O próprio livro dos Atos dos Apóstolos (11,1-18) nos ajuda na reflexão, mostrando que o Espírito Santo impulsionou – e impulsiona – o encontro da Boa Nova de Jesus Cristo com outros povos, nações e culturas. É o Espírito que orienta toda atividade da Igreja, discernindo o que se deve fazer.

Temos muito o que realizar

Quando nos abrimos ao Espírito Santo, deixamos de ser ouvintes da Palavra e passamos a viver a Palavra, inseridos em uma união fraterna experimentada pelos primeiros discípulos, onde tudo era comum entre eles e, por isso, não havia necessitados. O Espírito nos recorda e nos impulsiona para não abandonarmos este sonho de Deus, tornando-nos a todos criativos diante dos diferentes apelos do nosso tempo.

Com o retorno de Jesus ao Pai, não caminhamos sozinhos, o Espírito suscita sempre um “Novo Pentecostes” na vida da Igreja. Portanto, coragem! Temos muito o que realizar, a começar pela ajuda aos irmãos que, sem forças, não suportam mais o peso que carregam.

Um dos sinais que acompanha quem se deixa guiar pelo Espírito Santo é o amor. E o mundo de hoje está carente e necessitado por ver em nós este sinal.

Fr. Rogério Lima, O. Carm
Assistente Eclesiástico Nacional

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