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Sequestro no Paquistão de duas meninas

31 de março de 2020

Esta é a história do sequestro no Paquistão de Samra Munir ( de 13 anos) e de Neha Pervaiz ( 14 anos). As duas meninas, católicas, foram pegas em suas casas por muçulmanos. Samra foi forçada a se casar e a se converter ao islamismo. Sua família não a viu mais desde o sequestro. Nehah teve mais sorte e escapou do seu sequestrador, embora tenha sido abusada sexualmente. Estes são dois exemplos de sequestro de meninas cristãs no Paquistão e do casamento forçado e conversão ao islamismo. O número de crimes deste tipo está aumentando rapidamente.

Samra ama sua família e entende que tem que ajudá-los; ela gosta de cozinhar e ajudar nos afazeres domésticos. Ela completou apenas três anos da escola primária, pois a família vive de pagamentos diários e não pode pagar mensalidades escolares.

Dia 16 de setembro de 2019, Samra estava sozinha em casa. Seus pais estavam trabalhando e seus irmãos no mercado. Foi então que aconteceu o sequestro. Ela foi atirada a força dentro de um carro e levada. O irmão de Samra, Shahzad, viu o carro partindo. Correu atrás, mas não conseguiu alcançá-lo. Os pais de Samra procuraram a polícia várias vezes para reportar o sequestro, mas a polícia local insistiu em dizer que ela não tinha sido sequestrada. A polícia disse que ela havia fugido de casa e seus pais foram advertidos para não criarem caso.

Busca por notícias do sequestro no Paquistão

Se passou algum tempo até que a família tivesse notícias do sequestro no Paquistão. Eles ficaram sabendo que Samra estava casada e convertida ao islamismo. Na certidão de casamento consta como idade 19 anos embora ela tenha 13. A polícia ordenou que seus pais não retornassem à delegacia, ameaçando-os de que sua outra filha, Arooj, tivesse um destino semelhante.

No entanto, a família insistiu. Eles pediram um empréstimo de 40.000 rúpias (cerca de 1.240 reais). O dinheiro era para dar aos policiais cada vez que iam à delegacia, na esperança de que os “incentivassem” a agir. Também venderam suas máquinas de costura e telefones. Cada centavo que conseguiram foi utilizado na busca por Samra, mas até agora o esforço não deu resultado.
Sua irmã Arooj disse: “minha vida não é fácil. Sentimos falta de Samra. Não conseguimos comer ou dormir bem. Eu não vou à escola porque não podemos pagar. Mas, ainda assim, eu sei que Deus não nos abandonou. Jesus está comigo. Carrego sempre um rosário e rezo para que a Virgem Maria continue a nos proteger. Esta região não é segura para nós. Meus amigos muçulmanos me tratam bem, mas suas mães não gostam de mim. Acham que sou impura. Só posso usar determinados copos e pratos. Amo meu país, mas quero viver onde todos sejamos respeitados. Peço humildemente aos líderes mundiais que façam algo por nossa segurança e paz. As pessoas se esquecem de ser boas”.

 

Neha Pervaz contou sua história para a ACN

“Sou uma menina normal. As vezes gosto de desenhar e pintar. Também gosto de brincar com minha melhor amiga Madiha e meus três irmãos mais novos. Mas sou cristã e tenho sofrido muito por causa disso.

Minha tia, cujos filhos eu cuidei e dei banho, permitiu meu sequestro e abuso sexual. Quando estávamos em sua casa, meu irmão e eu éramos trancados em quartos separados e apanhávamos. Um homem chamado Imran me violentou e me forçou a recitar o Corão. No início eu recusei, mas então eles bateram muito no meu irmão por causa disso. Enfim eu consenti pela segurança dele.

Durante sete dias fiquei em cativeiro na casa de Imran, até que uma de suas filhas me ajudou. Um dos filhos da minha tia me recebeu e deu um jeito de me esconder. Ele me emprestou uma burca e 500 rúpias (cerca de 15 reais), e eu pude voltar para minha família. Mas meus pais não acreditaram quando eu contei o que havia acontecido.

Agora eu vivo sob a proteção da Igreja, mas não estou segura. Não posso ir sozinha para nenhum lugar, pois posso ser atacada outra vez, e não posso praticar minha religião. Não tenho nem segurança, nem proteção legal. Apesar disso, não quero deixar meu país. Este é meu lar. Quero estudar Direito e proteger outras meninas de crimes semelhantes. Espero também que os líderes mundiais apoiem a legislação, proporcionem segurança para as mulheres e impeçam conversão forçada e casamento.

Deus me protegeu, e eu escapei. Onde quer que eu vá, carrego a cruz com orgulho.”

 

Para saber mais sobre os cristãos no Paquistão, assista ao programa A Igreja pelo Mundo sobre o Paquistão, no canal da ACN no Youtube.

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Esta é a história do sequestro no Paquistão de Samra Munir ( de 13 anos) e de Neha Pervaiz ( 14 anos). As duas meninas, católicas, foram pegas em suas casas por muçulmanos. Samra foi forçada a se casar e a se converter ao islamismo. Sua família não a viu mais desde o sequestro. Nehah teve mais sorte e escapou do seu sequestrador, embora tenha sido abusada sexualmente. Estes são dois exemplos de sequestro de meninas cristãs no Paquistão e do casamento forçado e conversão ao islamismo. O número de crimes deste tipo está aumentando rapidamente.

Samra ama sua família e entende que tem que ajudá-los; ela gosta de cozinhar e ajudar nos afazeres domésticos. Ela completou apenas três anos da escola primária, pois a família vive de pagamentos diários e não pode pagar mensalidades escolares.

Dia 16 de setembro de 2019, Samra estava sozinha em casa. Seus pais estavam trabalhando e seus irmãos no mercado. Foi então que aconteceu o sequestro. Ela foi atirada a força dentro de um carro e levada. O irmão de Samra, Shahzad, viu o carro partindo. Correu atrás, mas não conseguiu alcançá-lo. Os pais de Samra procuraram a polícia várias vezes para reportar o sequestro, mas a polícia local insistiu em dizer que ela não tinha sido sequestrada. A polícia disse que ela havia fugido de casa e seus pais foram advertidos para não criarem caso.

Busca por notícias do sequestro no Paquistão

Se passou algum tempo até que a família tivesse notícias do sequestro no Paquistão. Eles ficaram sabendo que Samra estava casada e convertida ao islamismo. Na certidão de casamento consta como idade 19 anos embora ela tenha 13. A polícia ordenou que seus pais não retornassem à delegacia, ameaçando-os de que sua outra filha, Arooj, tivesse um destino semelhante.

No entanto, a família insistiu. Eles pediram um empréstimo de 40.000 rúpias (cerca de 1.240 reais). O dinheiro era para dar aos policiais cada vez que iam à delegacia, na esperança de que os “incentivassem” a agir. Também venderam suas máquinas de costura e telefones. Cada centavo que conseguiram foi utilizado na busca por Samra, mas até agora o esforço não deu resultado.
Sua irmã Arooj disse: “minha vida não é fácil. Sentimos falta de Samra. Não conseguimos comer ou dormir bem. Eu não vou à escola porque não podemos pagar. Mas, ainda assim, eu sei que Deus não nos abandonou. Jesus está comigo. Carrego sempre um rosário e rezo para que a Virgem Maria continue a nos proteger. Esta região não é segura para nós. Meus amigos muçulmanos me tratam bem, mas suas mães não gostam de mim. Acham que sou impura. Só posso usar determinados copos e pratos. Amo meu país, mas quero viver onde todos sejamos respeitados. Peço humildemente aos líderes mundiais que façam algo por nossa segurança e paz. As pessoas se esquecem de ser boas”.

 

Neha Pervaz contou sua história para a ACN

“Sou uma menina normal. As vezes gosto de desenhar e pintar. Também gosto de brincar com minha melhor amiga Madiha e meus três irmãos mais novos. Mas sou cristã e tenho sofrido muito por causa disso.

Minha tia, cujos filhos eu cuidei e dei banho, permitiu meu sequestro e abuso sexual. Quando estávamos em sua casa, meu irmão e eu éramos trancados em quartos separados e apanhávamos. Um homem chamado Imran me violentou e me forçou a recitar o Corão. No início eu recusei, mas então eles bateram muito no meu irmão por causa disso. Enfim eu consenti pela segurança dele.

Durante sete dias fiquei em cativeiro na casa de Imran, até que uma de suas filhas me ajudou. Um dos filhos da minha tia me recebeu e deu um jeito de me esconder. Ele me emprestou uma burca e 500 rúpias (cerca de 15 reais), e eu pude voltar para minha família. Mas meus pais não acreditaram quando eu contei o que havia acontecido.

Agora eu vivo sob a proteção da Igreja, mas não estou segura. Não posso ir sozinha para nenhum lugar, pois posso ser atacada outra vez, e não posso praticar minha religião. Não tenho nem segurança, nem proteção legal. Apesar disso, não quero deixar meu país. Este é meu lar. Quero estudar Direito e proteger outras meninas de crimes semelhantes. Espero também que os líderes mundiais apoiem a legislação, proporcionem segurança para as mulheres e impeçam conversão forçada e casamento.

Deus me protegeu, e eu escapei. Onde quer que eu vá, carrego a cruz com orgulho.”

 

Para saber mais sobre os cristãos no Paquistão, assista ao programa A Igreja pelo Mundo sobre o Paquistão, no canal da ACN no Youtube.

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