Reino Unido

2018-11-21T16:51:55+00:00

REINO UNIDO

RELATÓRIO DA LIBERDADE RELIGIOSA (2018)
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DISPOSIÇÕES LEGAIS EM RELAÇÃO À LIBERDADE RELIGIOSA E APLICAÇÃO EFETIVA

O Reino Unido é signatário de várias convenções internacionais sobre direitos humanos que que o vinculam a compromissos em relação à liberdade religiosa e de crença, como por exemplo a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. A convenção, que sublinha o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião (artigo 9.º), foi incorporada na lei britânica através da Lei dos Direitos Humanos (1988), que entrou em vigor em 2000.

A Igreja de Inglaterra, enquanto Igreja oficial, foi fundamental para a vida religiosa pública durante mais de 450 anos e ainda mantém alguns dos seus privilégios constitucionais, por exemplo com 26 bispos a terem lugar na Câmara dos Lordes do parlamento britânico. Embora a maioria da população do Reino Unido ainda se identifique com o Cristianismo – de acordo com o último censo, 59,3% descreveram-se como cristãos1 –, a frequência regular da igreja caiu drasticamente durante o final do século XX.2 A imigração e as alterações demográficas contribuíram para o crescimento de outras religiões, sobretudo o Islamismo.

Embora a educação religiosa seja um requisito legal nas escolas públicas em Inglaterra, mais de um quarto das escolas secundárias do país não a disponibiliza. Fiona Moss, da Associação Nacional para a Educação Religiosa, avisou que as escolas produzem alunos que “não têm conhecimentos religiosos”.3 Durante o período em análise, várias figuras públicas, incluindo Aaqil Ahmed, responsável de religião na BBC, e Justin Welby, o Arcebispo Anglicano de Cantuária, expressaram preocupações com os níveis crescentes de desconhecimento religioso.4

De acordo com a última avaliação do Pew Forum, embora as restrições governamentais à liberdade religiosa se mantivessem num nível baixo, as hostilidades sociais foram elevadas.5 Dados do Ministério do Interior mostram um aumento nas “ofensas agravadas por raça ou religião” a partir de abril de 2016, com um pico em julho de 2016 (5.949 crimes de ódio religioso foram reportados em 2016-17). “Estes aumentos encaixam-se no padrão amplamente reportado de um aumento do crime de ódio após o referendo da União Europeia.”6 Além disso, os fiéis religiosos experienciaram discriminação quando as suas próprias crenças entram em conflito com normas sociais em mudança.

INCIDENTES

Judaísmo

Em 2017, o Community Security Trust registrou 1.382 incidentes antissemitas, o número anual mais elevado registrado pela organização. Isto incluiu um aumento de 34% no número de ataques registrados, que aumentaram para 145. Um aumento nos ataques a indivíduos vistos como “estrangeiros” após o resultado do referendo do Brexit e a publicidade relativa a controvérsias sobre antissemitismo alegado e real no Partido Labour foram considerados entre os fatores que contribuíram para o aumento. O número de 1.382 incidentes em 2017 representou um aumento em relação a 2016, onde foram registrados 1.346 incidentes antissemitas. Todos os meses de maio a dezembro de 2016 houve mais de 100 incidentes, a maioria envolvendo abusos verbais de pessoas reconhecíveis como judeus. Vinte e dois por cento do total global envolveram abusos nas redes sociais. Houve também 107 incidentes violentos, a maior parte dos quais foram incidentes menores.7

Em setembro de 2017, um idoso ia a caminho de uma sinagoga em Londres quando um homem agarrou agressivamente no seu livro de orações e no seu solidéu, atirando ambos para o chão. No mesmo mês, dois homens com aparência do Oriente Médio gritaram palavras de baixo calão para um rabino a partir do seu veículo.8 Em 22 incidentes antissemitas em 2017, as vítimas eram estudantes ou acadêmicos judeus, por comparação com 41 incidentes em 2016. Um estudo concluiu que mais de um quarto dos estudantes judeus responderam que tiveram experiências pessoais de abusos através das redes sociais. A maior parte (65%) não acreditou que a União Nacional de Estudantes (NUS) iria “responder adequadamente” às alegações de antissemitismo após alegações de comentários antissemitas feitos por pessoal da NUS, incluindo a sua presidente de 2016-17, Malia Bouattia, que retirou aos estudantes judeus a possibilidade de elegerem um representante para o comitê nacional antirracismo da NUS.9

Islamismo

Os incidentes mais do que duplicaram em 2016 e 2017, com a polícia registrando 110 crimes entre março e julho de 2017, tendo aumentado de 47 ao longo do mesmo período de seis meses em 2016. Fiyaz Mughal, Diretor da Faith Matters que trabalha para aumentar a coesão da comunidade, disse que o terrorismo islâmico era o grande fator do crime de ódio, mas que as pessoas se sentem desconfortáveis em assumi-lo.10 Em particular, o ataque na Ponte de Londres em 2017 desencadeou ataques a muçulmanos britânicos, com um aumento de cinco vezes mais nos três dias após o incidente. Houve relatos de mulheres muçulmanas que foram alvo de abusos verbais nos ônibus, ou a quem cuspiram; uma mulher foi agarrada pela garganta em um ponto de ônibus.11 Abusos racistas, atos de vandalismo e ameaças de bomba estiveram entre os crimes de ódio reportados dirigidos a mesquitas em todo o Reino Unido. Uma pessoa foi morta e 12 ficaram feridas quando Darren Osborne, de 48 anos de idade, conduziu uma van contra um grupo de muçulmanos perto da mesquita de Finsbury Park no norte de Londres. Em fevereiro de 2018, Osborne foi condenado a uma pena mínima de 48 anos por um crime terrorista.12

Em setembro de 2017, cinco dias após um adolescente radicalizado ter detonado uma bomba num vagão do metrô na estação de Parsons Green, ferindo 50 pessoas, uma mãe de 47 anos de idade foi atropelada por um carro em Leicester. O impacto atirou Zaynab Hussein, que regressava da escola onde tinha acabado de deixar os seus dois filhos mais novos, contra a parede de uma casa próxima. Enquanto estava estendida na calçada, o veículo deu marcha-a-ré sobre ela. A Sra. Hussein foi mais tarde hospitalizada com uma perna e um braço partidos e fraturas graves na bacia e na coluna. Os seus ferimentos restringiram substancialmente a sua mobilidade. O carro tentou depois atingir uma menina de 12 anos a caminho da escola, mas ela foi apenas cortada. Ambas as vítimas usavam lenços obviamente islâmicos na cabeça. Em março de 2018, um júri considerou o condutor Paul Moore, de 21 anos de idade, culpado de tentativa de homicídio, dano corporal grave com intenção, e condução perigosa. Recebeu uma pena de prisão perpétua.13

Cristianismo

Os cristãos têm problemas quando as suas perspectivas religiosas entram em conflito com as atuais normas políticas sobre gênero e sexualidade. O deputado do partido Liberal Democrata Tim Farron sentiu-se pressionado a deixar a liderança do partido depois de grande agitação midiática por causa das suas perspectivas religiosas pessoais sobre o sexo gay durante a campanha para as eleições gerais de 2017.14 Em agosto de 2017, um Tribunal Laboral de Recurso concluiu contra o pastor pentecostal Barry Trayhorn, que foi suspenso por “comentários homofóbicos” ao citar 1 Coríntios 6:9-11 num serviço religioso numa capela em 2014.15 A Juíza Slade disse que a passagem bíblica citada era “depreciativa para com os homossexuais” e podia “legitimar o bullying ou outros maus-tratos”.16 Em outubro de 2017, o Supremo Tribunal de Inglaterra e Gales manteve a decisão da Universidade de Sheffield de expulsar o estudante de mestrado Felix Ngole do seu curso de Serviço Social por colocar na sua página de Facebook pública um apoio ao clérigo americano Kim Davis. A Juíza Rowena Collins Rice decidiu que, embora as ações da universidade fossem “de fato severas”, o risco de dano apercebido justificava-as, pois as palavras “podiam ser acedidas e lidas por pessoas que as veriam como críticas, incompatíveis com a ética do serviço, ou sugerindo intenção discriminatória…qualquer que fosse a intenção real, era a percepção do post que causaria danos”.17

Em 2016, o magistrado Richard Page, de 71 anos de idade, foi demitido depois de dizer a um casal do mesmo sexo que idealmente as crianças deviam ser criadas por uma mãe e um pai. O homem cristão já tinha sido repreendido anteriormente e tinha tido aulas de “reeducação”.18 Da mesma forma, a magistrada de South Derbyshire Susan Preston recebeu um aviso formal de conduta indevida do Gabinete de Investigações de Conduta Judicial e foi obrigada a deixar de ouvir casos de família, depois de recusar um caso que envolvia parentalidade por pessoas do mesmo sexo, por causa das suas perspectivas religiosas pessoais.19 Um casal cristão foi impedido de adotar os seus filhos de acolhimento depois de expressar a perspectiva de que as crianças devem ter um pai e uma mãe sempre que possível.20

Depois de os números do crime de ódio na Escócia terem mostrado que os católicos são mais atacados do que qualquer outro grupo religioso, Elaine Smith, porta-voz para a desigualdade do partido Labour escocês, disse que os membros do grupo religioso precisavam de mais proteção.21 Um vídeo da BBC Escócia parodiando a recepção da Comunhão na Igreja Católica foi descrito pelo Bispo John Keenan de Paisley como “ofensivo para os católicos tanto pelas palavras como pelas imagens usadas”.22

Escolas religiosas

As escolas judaicas conservadoras, em particular as instituições privadas Haredi, têm estado sob cada vez maior pressão do OFSTED por causa das questões sobre as relações entre pessoas do mesmo sexo.23 A Escola Feminina Vishnitz foi repreendida em três inspeções do OFSTED em 2016 e 2017, em parte por não ensinar os temas da homossexualidade ou mudança de sexo a crianças primárias com idades entre três e oito.24 Um relatório de outubro de 2016 concluiu que, por causa da ausência de ensino destes temas, “a escola não incentiva as alunas a terem respeito pelas outras pessoas”.25 A escola privada feminina não foi a única escola judaica a entrar em confronto com o OFSTED sobre esta questão. Em fevereiro de 2017, a Escola Primária Beth Jacob em Hendon, que tinha sido classificada como excelente há cinco anos, foi classificada como desadequada.26 O OFTSED referiu que aos alunos “não eram ensinadas explicitamente questões como a orientação sexual”, apesar de reconhecer que “os alunos são ensinados sobre a importância do respeito e da apreciação de todas as pessoas no âmbito da sua fé judaica”.27 A Escola Primária Masculina Beis Aharon em Stamford Hill recebeu seis visitas dos inspetores do OFSTED em dois anos, e o Secretário de Estado emitiu uma ordem a impedi-la de admitir novos alunos. Apesar de ter melhorado numa série de áreas importantes, a partir da última inspeção em março de 2017 a escola ainda era criticada pela “qualidade da educação”, por não ensinar questões LGBT+ a crianças com idades entre 3 e 13.28 Resumindo, depois de a escola ter perdido um recurso contra a restrição, o Juiz Hugh Brayne disse que não ensinar os alunos sobre relações entre pessoas do mesmo sexo e mudança de sexo “impede a escola de encorajar o respeito pelas pessoas que têm essas características”.29

A Inspetora Chefe para a Educação Amanda Spielman destacou as escolas confessionais na sua crítica, dizendo: “Encontramos um número cada vez maior de escolas religiosas conservadoras onde os requisitos legais que estabelecem as expectativas de valores partilhados e tolerância chocam com as expectativas da comunidade.”30 O deputado por Tottenham David Lammy disse: “Ficamos ali, incapazes de parar o que muitos consideram como uma ofensiva crescente à educação judaica” e criticamos o que chamamos de “nuances da ideologia soviética” na fusão que Spielman faz dos “valores britânicos” com “valores seculares, que cada escola no país deve passar às crianças”.31 As questões LGBT+ não estavam especificamente abrangidas nos valores britânicos que as escolas lançaram em 2014 e, apesar de o respeito e a tolerância pelas pessoas LGBT+ estar implícita, não havia nada que sugerisse a obrigatoriedade do ensino explícito sobre o estilo de vida.32 Nem a incapacidade da Escola Feminina de Vishnitz em ensinar às alunas explicitamente a homossexualidade viola qualquer legislação de igualdade existente, levantando sérias questões sobre a interpretação que o OFSTED faz da orientação do governo.33

PERSPECTIVAS PARA A LIBERDADE RELIGIOSA

O pico de crimes de ódio ligados à religião foi relacionado com fatores mais abrangentes. Apesar de se esperar que venha a haver uma quebra nestes crimes, pois esses fatores já não são atuais, mesmo assim cada período em análise testemunha novos fatores e ataques contínuos de gravidade variável.

O direito a manifestar as próprias visões religiosas está sendo recusado quando as crenças entram em conflito com normas atuais progressivas sobre gênero e sexualidade: os indivíduos e as instituições são penalizados por expressarem uma visão religiosa tradicional da moralidade, mesmo quando feita objetivamente e sem nenhuma intenção de causar ofensa. Há razões para recear que, à medida que o debate de gênero e sexualidade evolui e se afasta dos modelos tradicionais, os grupos religiosos e indivíduos que expressam as suas visões nesta área vão ser cada vez mais sancionados por instituições governamentais e legais.

NOTAS

1 Gabinete Nacional de Estatísticas, Religion in England and Wales 2011, https://www.ons.gov.uk/peoplepopulationandcommunity/culturalidentity/religion/articles/religioninenglandandwales2011/2012-12-11. Estudos recentes sugerem que os números de “nenhuma” (ou seja, os que não se identificam com nenhuma fé) aumentaram. Contudo, estes estudos baseiam-se em amostras de dados relativamente pequenas, por ex. o estudo de 2017 que concluiu que 53% dos inquiridos não se identificava com “nenhuma” religião baseou-se numa amostra de 2.942 inquiridos. May Bulman, “Record number of British people say they have no religion” Independent, 4 de setembro de 2017, http://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/british-people-atheist-no-religion-uk-christianity-islam-sikism-judaism-jewish-muslims-a7928896.html (ambos os sites acedidos a 13 de fevereiro de 2018).
2 Alasdair Crockett e David Voas, “Generations of Decline: Religious Change in 20th-Century Britain” in Journal for the Scientific Study of Religion, 45 (2006), pp. 567-584; BBC News (online), 7 de maio de 2013, http://www.bbc.co.uk/news/uk-22426144 (acesso em 18 de abril de 207).
3 Os pais também têm o direito legal de retirar os seus filhos das aulas de religião. Robert Long, Religious Education in Schools (England), House of Commons Library Briefing Paper 07167 (7 de julho de 2016); Alex Strangwayes-Booth, “Schools break law on religious education, research suggests”, BBC News (online), 17 de setembro de 2017, http://www.bbc.co.uk/news/education-41282330 (acesso em 13 de fevereiro de 2018).
4 Rose Gamble, “Terrorist attacks are to do with religion says Welby, urging faith leaders to take responsibility”, The Tablet, 5 de junho de 2017, http://www.thetablet.co.uk/news/7227/terrorist-attacks-are-to-do-with-religion-says-welby-urging-faith-leaders-to-take-responsibility (acesso em 18 de abril de 207); Ian Burrell, “BBC head of religion warns of ‘chronic lack of religious literacy’ in the UK”, Independent, 18 de março de 2016, https://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/bbc-head-of-religion-warns-of-chronic-lack-of-religious-literacy-in-the-uk-a6940041.html (acesso em 18 de abril de 207).
5 Global Restrictions on Religion Rise Modestly in 2015, Reversing Downward Trend, Pew Research Centre, 2017 (abrange a situação em 2015).
6 Aoife O’Neill, Hate Crime, England and Wales, 2016/17, Home Office Statistical Bulletin 17/17 (17 de outubro de 2017), pp. 1, 6.
7 CST Annual Review 2016, p. 9, https://cst.org.uk/data/file/d/f/CST_Annual_Review_2016.1486995234.pdf; CST Annual Review 2017, p. 17, https://cst.org.uk/public/data/file/a/b/IR17.pdf (acesso em 18 de abril de 207).
8 CST Annual Review 2017, pp. 4, 5, 20, 38, https://cst.org.uk/public/data/file/a/b/IR17.pdf (acesso em 18 de abril de 207).
9 Independent (online), 3 de abril de 2017, http://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/jewish-students-uk-british-universities-anti-semitism-israel-bds-national-union-students-nus-malia-a7665111.html; The experience of Jewish students in 2016-17 (Londres: NUS), p. 8, https://www.nusconnect.org.uk/resources/The-experience-of-Jewish-students-in-2016-17 (acesso em 18 de abril de 207).
10 “The latest data was obtained through Freedom of Information requests made to 45 UK police forces.” Rachel Roberts “Hate crime targeting UK mosques more than doubled in past year, figures show”, Independent Sunday, 8 de outubro de 2017, http://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/hate-crime-muslims-mosques-islamist-extremism-terrorism-terror-attacks-a7989746.html (acesso em 13 de fevereiro de 2018).
11 Vikram Dodd e Sarah Marsh, “Anti-Muslim hate crimes increase fivefold since London Bridge attacks”, Guardian, 7 de junho de 2017, https://www.theguardian.com/uk-news/2017/jun/07/anti-muslim-hate-crimes-increase-fivefold-since-london-bridge-attacks (acesso em 16 de fevereiro de 2018).
12 Vikram Dodd e Kevin Rawlinson, “Finsbury Park attack: man ‘brainwashed by anti-Muslim propaganda’ convicted”, Guardian, 1 de fevereiro de 2018, https://www.theguardian.com/uk-news/2018/feb/01/finsbury-park-van-attacker-darren-osborne-found-guilty-murder-makram-ali; Colette Hume, “Darren Osborne: ‘Complex emotions’ after mosque attack” BBC News (online), 16 de fevereiro de 2018, http://www.bbc.co.uk/news/uk-wales-43074664 (ambos acedidos a 18 de abril de 2018).
13 Hanna Yusuf, “Mother who was run over twice by attacker: ‘I thought I had died’”, BBC News (online), 27 de março de 2018, https://www.bbc.co.uk/news/uk-43544115; Kevin Rawlison, “Man jailed for life after running over Muslim woman in Leicester”, Guardian, 27 de março de 2018, https://www.theguardian.com/uk-news/2018/mar/27/man-jailed-life-running-over-muslim-woman-leicester-paul-moore-zaynab-hussein Lizzie Dearden, “Man who tried to kill Muslim woman and 12-year-old girl in ‘revenge’ for terror attacks jailed for life”, Independent, 27 de março de 2018, https://www.independent.co.uk/news/uk/crime/leicester-muslim-attempt-murder-revenge-terror-attack-jailed-paul-moore-sentence-prison-a8275976.html (ambos acedidos a 11 de julho de 2018).
14 Após uma entrevista a Cathy Newman no Channel 4 News, na qual o Sr. Farron se recusou a responder à pergunta sobre se o sexo gay era pecado dizendo que não ia “gastar o meu tempo a falar de teologia”, a questão foi-lhe repetidamente colocada em entrevistas na comunicação social e até no Parlamento. Numa tentativa de pôr fim ao furor, o Sr. Farron disse à correspondente política da BBC Eleanor Garnier que não achava que o sexo gay fosse pecado. Contudo, ao falar à Premier Christian Radio em janeiro de 2018, pareceu recuar na afirmação: “O que importa, claro, é que me senti de facto (pressionado) e há coisas – incluindo isso – que eu disse e de que me arrependo.” Após os seus comentários, políticos do Lib Dem e activistas exigiram que o Sr. Farron fosse demitido. Ver Benjamin Butterworth, “Is gay sex a sin? Liberal Democrat leader Tim Farron loses thousands of votes” Pink News, 9 de junho de 2017, http://www.pinknews.co.uk/2017/06/09/is-gay-sex-a-sin-liberal-democrat-leader-tim-farron-loses-thousands-of-votes/; “Tim Farron: I don’t think gay sex is a sin”, BBC News (online), 25 de abril de 2017, http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-39703444; Alex Williams “Tim Farron: I was foolish to say gay sex isn’t a sin”, 10 de janeiro de 2018, https://www.premier.org.uk/News/UK/VIDEO-EXCLUSIVE-Tim-Farron-I-was-foolish-to-say-gay-sex-isn-t-a-sin; Benjamin Butterworth, “Gay sex row: Tim Farron ‘will be dealt with’ as Lib Dem activists call for him to be fired” Pink News, 11 de janeiro de 2018, http://www.pinknews.co.uk/2018/01/11/gay-sex-row-tim-farron-to-be-dealt-with-as-lib-dems-activists-call-for-him-to-be-fired/ (todos os sites foram acedidos a 12 de janeiro de 2018).
15 “Rev’d Barry Trayhorn ‘forced to resign’ as prison worker – for quoting the Bible in chapel” Archbishop Cranmer (blogue), 2 de novembro de 2015, http://archbishopcranmer.com/revd-barry-trayhorn-forced-to-resign-as-prison-worker-for-quoting-the-bible-in-chapel/; “Christian prison worker ‘forced to resign’ after quoting Bible in chapel service”, Christian Concern, 2 de novembro de 2015, http://www.christianconcern.com/our-concerns/freedom-of-speech/christian-prison-worker-forced-to-resign-after-quoting-bible-in-chape; Jonathan Petrie, “Christian minister disciplined by prison authorities for quoting verses from the Bible deemed to be homophobic”, Mail on Sunday, 31 de outubro de 2015, http://www.dailymail.co.uk/news/article-3298454/A-Christian-minister-disciplined-prison-authorities-quoting-verses-Bible-deemed-homophobic.html#ixzz3r0CuDYri; “Homophobia row preacher ‘forced’ to quit HMP Littlehey” BBC News (online), 3 de novembro de 2015, http://www.bbc.co.uk/news/uk-england-cambridgeshire-34697664 (todos os sites foram acedidos a 8 de janeiro de 2018).
16 Andrea Williams, “A judicial warning shot that should put the fear of God into us”, Christian Concern, 10 de agosto de 2017, http://www.christianconcern.com/our-concerns/freedom-of-speech/a-judicial-warning-shot-that-should-put-the-fear-of-god-into-us-andre (acesso em 8 de janeiro de 2018).
17 “Court rules student can be expelled for quoting Bible on Facebook” Christian Concern, 27 de outubro de 2107, http://www.christianconcern.com/our-issues/education/court-rules-student-can-be-expelled-for-quoting-bible-on-facebook; “Christian thrown out of university over anti-gay remarks loses appeal”, Guardian, 27 de outubro de 2017; Matt Reeder “Yorskhire university defends Christian’s course exclusion in homosexuality comments row”, Yorkshire Post, 4 de outubro de 2017, https://www.yorkshirepost.co.uk/news/education/yorkshire-university-defends-christian-s-course-exclusion-in-homosexuality-comments-row-1-8786501 (todos os sites foram acedidos a 8 de janeiro de 2018).
18 “Employment Tribunal allows censorship of Christian beliefs” Christian Concern, 24 de outubro de 2017, http://www.christianconcern.com/our-issues/employment/employment-tribunal-allows-censorship-of-christian-beliefs; “Richard Page, from Headcorn, loses case after being sacked over gay adoption row”, KentOnline, 22 de outubro de 2017 http://www.kentonline.co.uk/maidstone/news/former-nhs-director-loses-gay-adoption-row-134089/ (todos os sites foram acedidos a 8 de janeiro de 2018); “Magistrate sacked for opposing same-sex adoption is suspended by NHS”, Guardian, 26 de março de 2016, https://www.theguardian.com/society/2016/mar/27/magistrate-sacked-for-opposing-same-sex-adoption-is-suspended-by-nhs (acesso em 13 de fevereiro de 2018).
19 “Magistrate disciplined for not hearing same-sex parenting case” Christian Concern, 3 de fevereiro de 2017, http://www.christianconcern.com/our-concerns/adoption/magistrate-disciplined-for-not-hearing-same-sex-parenting-case (acesso em 12 de janeiro de 2018).
20 “Christian couple blocked from adopting children because of their belief that children need mum and dad” Christian Concern, 9 de novembro de 2016, http://www.christianconcern.com/our-concerns/adoption/foster-parents-prevented-from-adoption-because-they-believe-a-child-should-hav (acesso em 12 de janeiro de 2018).
Um estudo de 12.000 cristãos concluiu que 50% reportaram ser alvo de preconceito por causa das suas crenças e 93% pensavam que o Cristianismo estava a ser marginalizado no Reino Unido. State of the Faith survey, Premier Christian Media 2017, https://www.ordinarychristian.org.uk (acesso em 12 de janeiro de 2018).
21 John Boothman, “Catholics in Scotland are the biggest target of hate crime”, The Sunday Times, 18 de março de 2018.
22 Nick Hallet, “BBC Scotland video says Holy Communion ‘smells like hate’”, Catholic Herald, 13 de abril de 2018, http://catholicherald.co.uk/news/2018/04/13/bbc-scotland-video-says-holy-communion-smells-like-hate/ (acesso em 24 de abril de 2018)
23 Jewish Chronicle, 8 de dezembro de 2017, https://www.thejc.com/education/education-news/jewish-independent-schools-fare-worst-in-ofsted-report-1.449894 (acesso em 18 de abril de 207).
24 Jewish Chronicle, 26 de junho de 2017; Independent (online), 26 de junho de 2017, http://www.independent.co.uk/news/education/education-news/private-jewish-school-lgbt-issues-fail-ofsted-inspection-vishnitz-girls-london-orthodox-sex-british-a7809221.html (acesso em 18 de abril de 207).
25 OFSTED additional inspection, Vishnitz Girls School, 13 de outubro de 2016, https://reports.ofsted.gov.uk/inspection-reports/find-inspection-report/provider/ELS/138516 (acesso em 18 de abril de 207).
26 Jewish Chronicle, 27 de fevereiro de 2017, https://www.thejc.com/education/education-news/hendon-girls-school-receives-lowest-ofsted-rating-1.433474 (acesso em 18 de abril de 207).
27 OFSTED inspection, Beth Jacob Grammar School for Girls, 2 de novembro de 2016, https://reports.ofsted.gov.uk/inspection-reports/find-inspection-report/provider/ELS/101388 (acesso em 18 de abril de 207).
28 “Pupils demonstrate a general lack of awareness of the way other people choose to live their lives, including those with protected characteristics.” OFSTED inspection, Beis Aharon School, 2 de março de 2017, p. 3, https://reports.ofsted.gov.uk/inspection-reports/find-inspection-report/provider/ELS/101388 (acesso em 18 de abril de 207).
29 Pink News, 9 de maio de 2016, http://www.pinknews.co.uk/2016/05/09/jewish-school-banned-from-taking-new-students-until-it-teaches-about-lgbt-issues/ (acesso em 18 de abril de 207).
30 Amanda Spielman, The Annual Report of Her Majesty’s Chief Inspector of Education, Children’s Services and Skills 2016/17, London: OFSTED, p. 8.
31 Jewish Chronicle, 28 de dezembro de 2017, https://www.thejc.com/comment/comment/it-is-time-to-stop-this-assault-on-our-jewish-schools-1.451005 (acesso em 18 de abril de 207).
32 Eram eles: democracia, estado de direito, liberdade individual e respeito mútuo e tolerância para com as pessoas de confissões religiosas e crenças diferentes.
33 “Guidance on promoting British values in schools”, 27 de novembro de 2014, https://www.gov.uk/government/news/guidance-on-promoting-british-values-in-schools-published. Ver também Promoting fundamental British values as part of SMSC in schools Departmental advice for maintained schools Londres: Department of Education, novembro de 2014, https://www.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/380595/SMSC_Guidance_Maintained_Schools.pdf (acesso em 18 de abril de 207).

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SOBRE A ACN

A ACN (Aid to the Church in Need em inglês) é uma Fundação Pontifícia com sede no Vaticano, que foca sua assistência na Igreja, onde ela é mais carente ou perseguida. Mais de 60 milhões de pessoas são beneficiadas – todos os anos – por meio dos mais de 5 mil projetos apoiados pela ACN em cerca de 140 países, incluindo o Brasil.