Nos últimos anos, uma benfeitora se aproximou muito da ACN. Ela tinha mais de 90 anos e, sempre que possível, participava das Missas na capela da ACN Brasil, em São Paulo. Ela era uma pessoa muito simples, sempre preferindo usar o transporte público. No entanto, ela fazia grandes doações.
Ela realizou sua Páscoa definitiva há pouco tempo. Não tinha familiares. No seu velório, praticamente só estavam os colaboradores da ACN e alguns vizinhos. Ela havia deixado a ACN como herdeira de seu patrimônio. Ou seja, ela desejou que seus bens pudessem ajudar os que mais sofrem mesmo quando ela já não estivesse aqui.
A simplicidade de uma vida e a grandeza de um legado
Ao visitar sua casa, no quarto daquela benfeitora havia poucas coisas: um guarda-roupa antigo, com poucas roupas penduradas; uma cama de solteiro, com um colchão já gasto pelo tempo e roupas de cama simples; ao lado, duas cadeiras de madeira faziam as vezes de mesas de cabeceira; sobre elas, livros de espiritualidade franciscana, uma Bíblia, folhetos devocionais e alguns terços. Era ali que vivia uma mulher que tinha muito mais do que aquilo que seus olhos revelavam. Seu quarto simples contrastava com o seu patrimônio.
Como ela sempre desejou, seu nome permanecerá reservado, mas seu testemunho é inspirador. Em uma de suas visitas à sede da ACN Brasil, ela contou como chegou à decisão de deixar parte de seus bens para a Fundação Pontifícia: “Eu sempre quis ajudar, mas não sabia qual obra devia enviar essa ajuda. Pensei em instituições que ajudam a tirar pessoas do vício, depois pensei em ajudar crianças órfãs, depois em grupos que assistem pessoas em situação de rua. Aí conheci a ACN e descobri que, doando para ela, eu estaria ajudando a todas essas obras e muitas outras.”
Talvez aquela escolha ajude a explicar também o que havia em seu quarto. Não se tratava apenas de uma mulher que possuía muito e gastava pouco. Havia ali uma maneira de enxergar o próprio patrimônio como uma possibilidade de fazer o bem. Para ela, aqueles bens podiam cumprir uma missão que ia além de sua própria história: tornar-se uma forma concreta de amar pessoas que ela jamais conheceria.
O que é o Testamento de Amor na ACN?
Na ACN, a doação de uma herança é chamada de “Testamento de Amor”, e é uma forma de continuar apoiando a Igreja onde ela é mais necessitada e perseguida. E não é preciso ter um grande patrimônio para começar a pensar nessa possibilidade. Uma herança pode incluir apenas uma parte dos bens e, ainda assim, transformar-se em uma grande expressão de amor.
Se você também deseja fazer esse planejamento, mas não sabe por onde começar, a ACN oferece acompanhamento jurídico e fraterno durante o processo.
Eco do Amor
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