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Ninguém vai para o Céu sozinho

11 de março de 2020

Eles estão em duas linhas de frente: na frente da guerra e na frente da misericórdia. Os Irmãos Albertinianos se dedicam aos sem-teto, deficientes e alcoólatras na Ucrânia.

Iúri tem 69 anos. Sua história é uma história de calamidades: divórcio, abalos psicológicos, álcool. Este último lhe afetou as pernas. No hospital, lhe amputaram a perna direita e o pé esquerdo. Assim que as feridas cicatrizaram, ele recebeu alta. Era inverno, ele não tinha onde morar, nem sequer o dinheiro para Ninguém comprar muletas. Deixou então o hospital de joelhos, arrastou-se para um banco do parque e chorou. Um homem e sua filha o notaram e o levaram aos albertinianos. Estes então o acolheram, conseguiram uma cadeira de rodas, dentadura, uma cama. Eles se tornaram “irmãos” para ele. Agora ele trabalha como entregador na casa e, no tempo livre, cuida da horta no quintal. Os irmãos dão “significado e cor à minha vida”. Em Iúri renasceu enfim a esperança.

Também Igor, sem teto e doente, estava sentado num banco. Uma mulher desconhecida o levou para a casa dos albertinianos. “Lá eu recebi uma cama, da qual eu sentia tanta falta, comida quente, roupas.” Igor já estava tão enfraquecido que precisou receber alimentação parenteral no hospital. Hoje é ele que cozinha para os irmãos e outros acolhidos. O Irmão Wiesław, que à primeira vista lhe tinha dado “só mais duas semanas”, diz: “Ele coloca o coração neste trabalho, e as refeições são deliciosas”.

Alimentados no pão e na esperança

Os albertinianos dão esperança e pão. Eles mantêm abrigos para os desabrigados, uma cozinha de sopa para os pobres e uma padaria. “Ninguém vai para o Céu sozinho”, costumava dizer o fundador de sua Ordem, Adam Chmiełowski. Por fim, o projeto de ajuda aos irmãos já foi aprovado.
Resta agora angariar os fundos necessários para então lhes cumprir a promessa que fizemos. Para isso também contamos com você.

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