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Formação de 38 jovens com ajuda da ACN

5 de janeiro de 2021

Há 50 anos, em 1971, os primeiros quatro Padres Carmelitas chegaram à República Centro-Africana vindos da Itália. Esses bravos pioneiros arregaçaram as mangas e começaram a trabalhar em um dos países mais pobres e subdesenvolvidos do mundo, periodicamente assolado por rebeliões e conflitos armados. Um deles, Pe. Nicolás Ellena, permaneceu ativo na missão até os formidáveis 90 anos e morreu em 2019 aos 96 anos.

Os oito padres italianos que atualmente continuam trabalhando nas cinco missões da ordem estão felizes porque cada vez mais jovens locais estão se juntando a eles: enquanto isso, os africanos são a maioria entre eles. Esses jovens africanos querem contribuir com suas vidas para que a paz em seu país seja finalmente uma realidade. E eles entenderam que a verdadeira paz só pode existir quando Deus habita no coração das pessoas.

Os Carmelitas da República Centro-Africana trabalham em estreita colaboração com seus Irmãos no vizinho Camarões. Atualmente acontece a formação de 38 jovens: 23 deles, na República Centro-Africana, e 15, em Camarões. As diferentes etapas de sua formação são frequentadas em diferentes lugares, residindo no respectivo Carmelo local, onde fazem parte da comunidade. Eles estudam Filosofia e Teologia nas universidades de Bangui (capital da República Centro-Africana) e Yaoundé (capital dos Camarões).

Formação de 38 jovens interrompida parcialmente

Este ano, por causa da pandemia do coronavírus, os estudos dos jovens nas universidades foram interrompidos. Porém, o padre Federico Trinchero, delegado provincial da ordem, informa que esta circunstância não impediu a formação permanente destes jovens carmelitas. Pelo contrário: intensificou-se a vida de oração e de leitura, realizaram-se obras no mosteiro e reforçou-se a vida comunitária.

Esses religiosos já estão acostumados a situações excepcionais: assim, em 2013, no auge do último conflito armado, o complexo do Carmelo de Bangui acolheu até 10.000 refugiados. Portanto, o período de confinamento não foi um problema para os carmelitas. “Só que o silêncio era um pouco inusitado”, diz Pe. Federico, já que normalmente inúmeras pessoas vão ao mosteiro em busca de ajuda e este é um importante centro espiritual para os fiéis. Além disso, muitas crianças e jovens estão sempre correndo, pois usam o extenso terreno como playground.

Vida aos poucos retoma os passos

Enquanto isso, a vida quase voltou ao normal e, graças a Deus, na África a pandemia como um todo foi muito menos grave do que se temia inicialmente. Assim, a ordenação sacerdotal do Irmão Armand em outubro de 2020 pôde ser celebrada como planejado. Em setembro, quatro jovens entraram no noviciado e tomaram o hábito, e outros cinco fizeram os votos temporários.

No dia 20 de dezembro, dois jovens carmelitas fizeram os votos perpétuos em Bozoum, a missão carmelita mais antiga da República Centro-Africana, como parte da solene abertura do aniversário da Ordem no país. Infelizmente, a grande celebração teve de ser cancelada no último minuto. A situação de segurança havia piorado dramaticamente, antes das eleições parlamentares e presidenciais, e porque militantes armados invadiram a cidade na véspera do dia planejado para as cerimônias.

Muitos convidados, alguns dos quais já estavam a caminho de Bozoum, foram forçados a abandonar seus planos e voltar. Quanto aos próprios dois jovens, o Irmão Jeannot e o Irmão Martial, eles puderam fazer seus votos afinal entre um pequeno grupo de seus confrades no Carmelo de Bangui. Embora tenha sido um verdadeiro sacrifício para eles não poder celebrar este grande dia com suas famílias, amigos e confrades de todo o país, foi um dia de grande alegria e ricas graças.

Apoio da ACN na formação de 38 jovens

No entanto, a formação desses 38 jovens carmelitas é um grande desafio para a ordem. O Padre Federico deposita toda a sua confiança na Divina Providência e na excelente colaboração de todo o corpo docente, que se encarrega da formação espiritual, humana e intelectual dos jovens sob seus cuidados. Mas nem é preciso dizer que também é uma tarefa hercúlea financeiramente. Para que possam continuar os seus estudos sem interrupção, a ACN prometeu contribuir para os custos. Você quer nos ajudar?

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