Na manhã de 10 de outubro de 2025, tive a graça de representar você e todos os benfeitores da ACN Brasil diante do Papa Leão XIV. Fomos recebidos em audiência, poucos dias antes da publicação do Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo 2025, e o Santo Padre nos recordou que “a liberdade religiosa é essencial, não um privilégio”.
Levei comigo um presente simples, mas carregado de significado: uma imagem de Dona Aparecida, uma viúva brasileira que criou oito filhos com muita dificuldade. Todos os anos, ela recolhe e guarda as moedinhas que passam por suas mãos e, ao final, traz tudo como oferta à ACN. No painel entregue ao Papa, a frase dizia: “Ela deu tudo o que tinha” (Lc 21,4).
Dona Aparecida é mais que uma doadora; é um retrato vivo do amor que sustenta esta obra. Ela representa cada um de vocês que, em silêncio e fidelidade, tornam possível que a ACN apoie cerca de 5 mil projetos da Igreja em mais de 130 países, levando esperança a comunidades perseguidas, sacerdotes isolados e famílias cristãs que sofrem.
O Papa recebeu essa foto com ternura. E, olhando para ela, agradeceu a cada benfeitor que oferece o pouco ou o muito que tem com alegria e confiança. Ele nos lembrou que a caridade é o rosto concreto da fé — uma força que transforma o sofrimento em comunhão e o sacrifício em amor.
Quando Dona Aparecida separa suas moedinhas, ela está rezando. Quando você faz sua doação, também reza. E, juntos, formamos uma ponte de amor que atravessa fronteiras e chega aos lugares onde a Igreja mais sofre.
Por isso, nesta edição do Eco do Amor e durante este ano de 2026 que começa, queremos que todos os nossos benfeitores se vejam refletidos no olhar de Dona Aparecida. A foto entregue ao Papa é símbolo de vocês — do amor fiel, silencioso e perseverante que mantém viva a esperança da Igreja que sofre.
De coração, muito obrigada por sustentarem conosco esta missão.
Ana C. Manente
Presidente ACN Brasil
Eco do Amor
última edição










