No enfrentamento do coronavírus, tivemos todos que entrar em uma séria disciplina, a qual não estávamos acostumados. E, como este mês é um mês especial de tantos santos e inúmeras celebrações, resolvi então partilhar com vocês o testemunho dos santos frente aos momentos exigentes e de fortes provações em suas vidas.

Não podemos deixar de reconhecer que experimentamos uma mistura de tristeza, medo e desamparo, mas dos santos aprendemos a agregar um importante componente: acreditar na compaixão divina. Talvez pairou em nossas mentes e não faltou quem multiplicasse a ideia de que “este mundo está amaldiçoado”. Não foi olhando por esta janela que os homens e mulheres acreditados por Deus nos ensinaram.

Nos perguntamos: “Em que tudo isso vai nos levar?” Assim como os santos, não precisamos compreender e dar explicação a tudo, mas, antes, precisamos acreditar. Este é o grande valor de tudo que estamos vivenciando: aprender a acreditar mais. Deus não é pra ser compreendido, mas para ser amado, acreditado. Nisto os santos são grandes mestres para todos nós. Precisamos amar mais e acreditar sem reservas no Deus que cria, caminha e salva. O vírus que precisamos combater permanentemente é o de uma fé fraca e doentia, incapaz de se surpreender e se abrir ao mistério que é Deus… o Eterno apaixonado pela humanidade!

No caminho da santidade

Olhando para três dos grandes santos juninos: Antônio, João e Pedro, nos perguntamos: como viver a santidade tendo eles como exemplo? Lembrando que cada ser humano é único diante Dele. Temos de fazer o que se deve e estar inteiro no que se faz, com amor e por amor. A santidade é o efeito da ação divina unida à resposta humana.

Os santos e santas descobriram a beleza da amizade íntima com Deus. Caminhemos também nós na santidade, sendo assim amigos de Deus, amando-o e confiando nEle…

Fr. Rogério Lima, O. Carm.
Assistente Eclesiástico Nacional