Tenho refletido muito, e mais uma vez, sobre a santidade: aquilo que agrada a Deus e nos preenche de sentido. Uma santidade da vida real, possível a todos nós e que se prova verdadeira especialmente do lado de fora da Igreja.
Parece contraditório, mas muitas vezes nós somos nossos piores inimigos. Tornamo-nos carrascos de nós mesmos, complicando a fé, supervalorizando o pecado e achando que a virtude é algo inatingível. Não deveria ser assim.
Jesus simplifica: entra no Reino quem ‘põe em prática a vontade de meu Pai’ (cf. Mateus 7,21). A partir disto, a nossa pergunta deveria ser: qual, então, é a vontade do Pai?
Respondo à minha maneira, com base no que chamo de ‘Teologia da toalha molhada’. Não é sobre buscar ter uma aparência aprovada pelos outros, mas sobre atitudes: é lavar a louça que não é sua, ceder o controle da TV, tolerar as manias alheias e, claro, estender a toalha que alguém esqueceu. Exemplos de santidade ao “pé da porta”, como bem definiu o Papa Francisco.
Se o cristianismo não funciona na mesa do jantar, ele não funciona na Igreja. Deus é simples e o Reino acontece nos detalhes do dia a dia. Obrigado por sua generosidade e participação na ACN.
Diácono Bruno
Colaborador ACN
Eco do Amor
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