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Irmãs contemplativas recebem apoio na África

30 de abril de 2021

Na República Democrática do Congo, 18 irmãs contemplativas do convento carmelita de Maole, com idades entre 21 e 88 anos, recebem apoio da ACN.

Em 1934, seis religiosas belgas embarcaram em uma grande aventura. A bordo de um navio em Lisboa, embarcaram numa longa viagem para a África com o objetivo de fundar o primeiro convento carmelita na África Central, no então Congo Belga. Seu convento, dedicado ao Menino Jesus, seria o “berço” da vida contemplativa nesta região. Muitas vocações locais se seguiram e vários outros conventos foram estabelecidos desde então.

Este primeiro convento carmelita, fundado na região de Kasai, foi transferido 50 anos depois para Malole, na região de Kananga, centro do que é agora a República Democrática do Congo.

18 irmãs contemplativas rezam pelos que sofrem

Embora as Carmelitas vivam fisicamente separadas do mundo, mesmo assim, em sua oração incessante, elas trazem as necessidades do mundo inteiro diante de Deus. Santa Teresinha de Lisieux (1873-1897) exprimiu perfeitamente a vocação à vida contemplativa quando disse: “No seio da Igreja desejo ser amor”.

O convento não fica longe do seminário local, o que é perfeitamente adequado. No silêncio do recinto as irmãs se dedicam de maneira especial à oração pelas vocações sacerdotais e pela santificação da vida sacerdotal. Infelizmente, porém, em 2017 houve surtos de violência durante os quais não só o convento carmelita, mas também o seminário de Cristo Rei foi atacado e saqueado. Na verdade, uma seção do seminário foi até mesmo queimada. Graças a Deus ninguém foi morto ou ferido.

Mas nesta terra dilacerada por conflitos, atormentada por décadas pela guerra civil e pela violência, esta não foi a primeira vez que as irmãs sofreram tais ataques. Até mesmo igrejas e edifícios religiosos foram vítimas deles com regularidade trágica.

No entanto, a população da cidade de Malole está muito feliz por ter o convento e as irmãs presentes entre eles. Todos os dias a Santa Missa é celebrada aqui. Mas os próprios fiéis são muito pobres e pouco podem fazer para sustentar as irmãs. Assim, a ACN veio em seu socorro, com uma ajuda para o sustento de sua vida e ministério.

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