“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
Quando Deus se fez homem, Ele não veio apenas para nos dar uma sobrevivência espiritual, mas para nos oferecer uma vida plena, transbordante. Ao morrer na cruz, Ele abriu as portas do Céu; mas é aqui, na Terra, que começamos a trilhar esse caminho. Essa jornada se inicia no Batismo, onde deixamos de ser apenas criaturas para nos tornarmos, verdadeiramente, filhos amados do Pai e templos vivos do Espírito Santo. Como nos ensina São Paulo, “tudo se fez novo” (2Cor 5,17).
No entanto, essa “vida nova” não é um tesouro para ficar guardado em um cofre. Ela precisa de movimento, precisa florescer! E Deus, em sua infinita sabedoria, distribui dons específicos para que cada um de nós possa viver essa santidade de forma única.
Aos religiosos, Ele concede a graça de uma entrega total e radical. Aos casais, no sacramento do Matrimônio, Ele dá o dom da fidelidade, do perdão diário e do cuidado mútuo, para que a família seja um espelho do amor de Cristo. E a nós, sacerdotes, Ele nos configura ao Bom Pastor, confiando-nos a missão de cuidar e alimentar o seu rebanho com a fé e os sacramentos.
Muitas vezes, as pessoas olham para essas vocações como se tivessem que escolher entre algo “bom” e algo “ruim”. Mas a realidade da graça é muito mais bela.
Um chamado para a excelência do amor
Lembro-me com carinho de um seminarista de vocação adulta. Ele já tinha vivido muitas experiências: foi enfermeiro, alpinista e até noivo. Certa vez, ao explicar sua decisão pelo sacerdócio, ele usou uma comparação que nunca esqueci e que resume perfeitamente a beleza do chamado cristão: “Sabe, Padre, a escolha entre o casamento e o sacerdócio não é como ter que escolher entre uma bicicleta velha e enferrujada e uma Ferrari. Não! É como ter que escolher entre uma Ferrari e uma Lamborghini. Ambas são máquinas potentes, maravilhosas e levam ao destino com glória.”
É exatamente isso. Seja na vida familiar ou no altar, o chamado é sempre para a excelência do amor. Haveria missão mais nobre do que conduzir as pessoas à plenitude da vida com Deus?
Minha gratidão a você, benfeitor, que com sua ajuda nos permite manter essa “frota” de missionários rodando pelo mundo, levando Cristo a quem mais precisa.
Pe. Anton Lässer
Assistente Eclesiástico Internacional
Eco do Amor
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