A terra e a vegetação de Canhoba, município a 120 km de Aracaju, em Sergipe, são as testemunhas mudas da seca que castiga aquela região. Em dezembro de 2018 a cidade e outros 25 municípios sergipanos foram declarados em estado de emergência pela Defesa Civil por causa da escassez de água.

Mas seca é só a paisagem, porque o que se vê no povo é uma alegria transbordante. Padre Alailson Santos Souza, da paróquia Bom Jesus dos Pobres, conta que apesar de muito carente, aquela comunidade possui uma grande riqueza: a alegria dos fiéis. Mesmo onde as reservas de água estão afetadas, a esperança é uma fonte que nunca se esgota.

Antes, essa alegria era dificilmente irrigada pela presença da Igreja, já que o padre passou mais de 1 ano sem um meio de transporte para visitar as 22 comunidades atendidas pela paróquia. Entre essas comunidades estava a “Bem-Te-Vi”, que fica a 30 km da paróquia – por estrada de terra –, cujas visitas
acabavam sendo tão escassas quanto a chuva. Padre Alailson dependia de carona ou, muitas vezes, fazia as visitas possíveis a pé.

A ACN atendeu o apelo de Padre Alailson e ajudou a paróquia na compra de um novo automóvel. Hoje é possível celebrar os sacramentos, levar cestas básicas,
distribuir materiais da Pastoral da Criança e realizar outras atividades com muito mais frequência, mesmo nas comunidades mais distantes.

Carmelo da Imaculada Conceição: o vitral com o símbolo da ACN recorda com gratidão a ajuda fundamental enviada há 20 anos.

 

A história da ACN com a Diocese de Propriá – onde fica a paróquia Bom Jesus dos Pobres – já é antiga. Em 1999, graças ao apoio dos benfeitores da ACN,
as irmãs do Carmelo da Imaculada Conceição puderam impulsionar o carisma da congregação naquela região. A ACN ajudou na construção da Capela
com o Coro das monjas, na reforma da hospedaria, construção dos muros da clausura e no acabamento geral do Carmelo. Madre Maria de Jesus, 20 anos
depois, se mostra ainda muito agradecida pela transformação que o Carmelo viveu depois desse apoio: “Essa ajuda mudou a vida das irmãs”.

Como Madre Maria, Padre Alailson também reconhece que é o milagre da generosidade de milhares de pessoas que torna possível a realização de obras tão maravilhosas. Cada projeto concluído é como se fosse um copo d’água para quem tem sede. “Eu gostaria de agradecer a cada um dos benfeitores da ACN que, mesmo com as dificuldades econômicas que o mundo vive, consegue estender a mão para ajudar a Igreja na sua missão em todos os cantos do mundo”, ressalta o padre.

O desejo da ACN é continuar sendo essa fonte de esperança e solidariedade, feita não só de pessoas que possuem bens valiosos, mas de pessoas que sabem que o maior bem é valorizar o outro, que não se negam a compartilhar o seu pouco – que na economia do Reino de Deus se transforma em muito. Divulgue a ACN e continue ajudando a matar a sede de Deus em tantas pessoas que sofrem no mundo.