«Quando tivermos passado a porta escura da morte e nos encontrarmos diante da cadeira do Juíz, Teu Filho, faz, Maria, com que te encontremos aí com um sorriso nos olhos e possamos dizer tranquilamente: “Olá Mãe”»

Homilia do Cardeal Arcebispo Joachim Meisner, na catedral de Colônia, Alemanha.

Tudo em nosso mundo esta sujeito a ser usado, a se desgastar e a envelhecer. O Espírito Santo é o avivamento de Deus em um mundo cada vez mais envelhecido. Por isso a Igreja reza: “Enviai o vosso espírito e tudo será criado, e renovareis a face da Terra” (Sal 104,30). Após os terríveis anos que sucederam o final da Segunda Guerra Mundial, o mundo foi profundamente marcado pela exaustão, cansaço e envelhecimento. A expulsão, a fome, o desespero e a falta da pátria paralisaram as pessoas e as fizeram cair em uma depressão profunda. Nesta situação, o espírito de Deus desperta o monge premonstratense Werenfried van Straaten, para que ele desperte uma nova primavera na sociedade triste e confusa do pós-guerra.

O carisma do padre Werenfried é buscado mais do que nunca nos dias de hoje. Porque também nosso mundo e toda humanidade necessitam de uma regeneração dos pés à cabeça. Regeneração significa: Renovação. E isto significa, mais do que nunca, um retorno às origens, uma volta ao primeiro amor perdido. E isto só pode ser feito pelo Espírito Santo de Deus, ou melhor, pelo Espírito Santo em homens santos. Mesmo sete anos após sua morte, o Padre Werenfried está presente na Igreja, como monge, profeta e sacerdote.

Como monge não é influenciado por qualquer interesse material ou superficial. O grande brilho das imagens temporais não surte efeito ao passar do seu lado.

O monge não é influenciado. É fiel ao seu carisma. Não vive sua vida por detrimento de outros e sim para os outros, deixando-se conduzir por Deus. Por isto seu estilo de vida é marcado pelos três chamados evangélicos: obediência, castidade e pobreza. Na obediência se pratica o desprendimento, que faz o homem verdadeiramente livre ao plano de Deus.

Foi através da obediência de uma ordem religiosa que as mãos e o coração do padre Werenfried foram abertas para que a obra de Deus pudesse acontecer e continuar como seu legado, chamado “Ajuda à Igreja que Sofre”.

Na castidade se descobrem forças para exercitar uma colaboração espiritual com Deus de forma concreta. A castidade faz enxergar de forma clara que somente Deus basta para fascinar de verdade o homem. Por isso o padre Werenfried submeteu sua obra no coração de Deus. E também submeteu-a no coração da Igreja, entregando ele mesmo o trabalho da AIS nas mãos do Santo Padre. A Ajuda à Igreja que Sofre continuará para sempre se permanecer ancorada no coração da Igreja como uma realidade viva e não apenas teoria.

A pobreza não é indicada pelo “ter” e sim pelo “ser”. Não é aquilo que o homem tem que se torna fundamental, mas aquilo que ele é. Assim o monge se torna alguém que não vê barreiras a sua frente. Sua missão é dar sinais.