//Nepal: “Uma cena muito, muito assustadora”

Nepal: “Uma cena muito, muito assustadora”

2015-04-30T13:22:48+00:00abril 30th, 2015|Notícias|

O bispo católico do Nepal fez uma descrição bem realista do catastrófico terremoto que assolou o país, descrevendo como ele mesmo teve sorte de sobreviver.

Numa mensagem enviada dia 27 de abril à Ajuda à Igreja que Sofre, o bispo D. Paul Simick, disse que as casas caiam como se fossem feitas das cartas de um baralho. “As pessoas corriam em todas as direções para tentar salvar suas vidas. Eu também tive que literalmente sair correndo para salvar minha vida. Foi uma cena muito, muito assustadora”.

O bispo, que vive na capital Katmandu, explicou: “Os tremores repetitivos posteriores – agora há pouco houve outro e precisei sair correndo do meu escritório – fizeram com que as pessoas ficassem tão assustadas que elas deixaram suas casas e vivem em tendas de lona armadas nas ruas e praças com espaço aberto”.  As últimas estatísticas dão conta de mais de 4.000 mortos, mas o bispo disse que as rádios locais estão prevendo que este número ainda vai aumentar à medida que mais corpos vão sendo recuperados das ruínas. Ele acrescentou: “Eu vi animais sendo mortos pelo desabamento dos estábulos e pelas paredes que caíram sobre eles. Vi avalanches de terra após o terremoto nas colinas em volta de onde eu estava”.

O bispo descreveu o impacto devastador do terremoto sobre a pequena comunidade católica do Nepal, composta por cerca de 10.000 fiéis.  Aqui, na cidade de Katmandu, muitas famílias católicas tiveram grandes rachaduras em suas casas, ou sofreram grandes danos.

Dom Simick, ressaltou as dificuldades para se fazer um levantamento da situação devido às grandes dificuldades de comunicação. As estradas ficaram intransitáveis, voos domésticos foram cancelados e comunidades inteiras ainda estão isoladas.

O bispo fez um apelo: “Rezem pelas famílias das vítimas, das que perderam seus entes queridos, das que ainda não encontraram os desaparecidos e pelos muitos gravemente feridos.” Falando sobre o sofrimento das comunidades católicas, ele contou que alguns fiéis perderam suas vidas numa missão que fica a três dias (a pé) de Katmandu. “Ontem, um helicóptero tentou descer lá para ver os estragos e ajudar as vítimas, mas devido ao mau tempo, ele não pôde descer e não temos mais informações”.

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