Existem cerca de 7.350 línguas em todo o mundo. A Bíblia completa está traduzida em 692 delas; o Novo Testamento chega a 1.547 línguas. Até que a Boa Nova alcance todos os povos – até os confins da terra (cf. Mt 28,19) –, podemos dizer como o Padre Werenfried: “Ainda há muito a ser feito”.

A toda hora recebemos pedidos para ajudar pessoas desprovidas de recursos a terem acesso à Sagrada Escritura. E não são poucos os lugares onde é perigoso ter uma Bíblia em casa, como por exemplo em ditaduras islâmicas como a Arábia Saudita. Mas também existem povos que, durante muitas décadas, foram educados de modo ateísta por ditaduras antirreligiosas, hostis à Igreja – por exemplo, na China –, de modo que ali a literatura religiosa é urgentemente necessária.

Também Cuba é comunista há quase 60 anos. No entanto, depois das duas visitas papais, o interesse pela fé despertou novamente. A Arquidiocese de Havana quer ensinar aos fiéis o método da leitura meditativa e orante da Bíblia. Isso também poderá colocar a Boa Nova como uma resposta à falta de esperança de muitos cubanos na situação política e econômica, e daria novo ânimo para a vida. Uma Bíblia custa 16,97 reais, e num container fretado cabem 15.120 Bíblias. Com isso, poderíamos incluir também as outras dez dioceses de Cuba nessa Nova Evangelização. Nós confirmamos a nossa ajuda.

Em muitos casos, o Catecismo e a Sagrada Escritura precisam ser traduzidos não apenas em novas línguas, mas também na linguagem dos tempos de hoje. Isso aconteceu com o YouCat (Youth Catechism, Catecismo Jovem em português) e outros escritos dessa série. Enquanto isso, a edição só do Youcat tem uma tiragem de mais de cinco milhões de exemplares. No entanto os jovens também podem ser atingidos em todo o mundo por meio da internet. Por isso, as publicações do Youcat deverão ser digitalizadas, de modo que os jovens possam receber o Catecismo e outras informações também no celular. Este é um autêntico investimento no futuro. Com isso, a Boa Nova chegará até os confins da terra. Por enquanto, vale ainda o que disse o Padre Werenfried: “… há muito a ser feito.”