ACN

Nigéria: um ano do ataque

Publicado em: junho 6th, 2023|Categorias: Notícias|Views: 439|

Nigéria: Bispo reflete sobre os males do terrorismo e da falta de justiça um ano após o massacre da igreja

No primeiro aniversário do ataque à igreja do Domingo de Pentecostes de 2022 na Nigéria, o bispo da diocese onde ocorreu o massacre disse, em suma, que os males do terrorismo podem deixar marcas nas pessoas por toda a vida.

O bispo Jude Arogundade disse à ACN que os extremistas que mataram 41 pessoas e feriram mais de 80 na Igreja Católica de São Francisco Xavier em Owo, em 5 de junho do ano passado, ainda estão foragidos. Na ocasião, então, bombas explodiram e homens armados disfarçados de fiéis abriram fogo dentro da igreja lotada durante a missa.

Bispo da Nigéria reflete sobre impunidade

Assim Dom Arogundade pediu "uma reflexão sóbria sobre até onde estamos dispostos a ir para proteger a vida humana e sua dignidade e santidade como nação". Então o bispo destacou que muitas vezes se diz que "o tempo cura e devemos seguir em frente, deixando a memória das vítimas na história". Mas é importante marcar o aniversário do massacre continuando "a lembrar ao mundo o mal do terrorismo e os efeitos a longo prazo que tem sobre as pessoas".

De fato, apesar de ninguém ter sido levado à justiça um ano depois, o bispo continuou empenhado em instar os que estão em posições de poder. Antes de tudo ele pede que tomem as medidas necessárias para evitar tragédias semelhantes.

Segundo o padre Michael Abugan, pároco de São Francisco Xavier, a comunidade não ficará em paz até que os perpetradores sejam levados à justiça. Padre Michael disse: "Não queremos acreditar que a justiça será negada. Esperamos e sabemos que um dia o governo fará o que for necessário para levar os perpetradores à justiça".

Ainda há muito o que fazer

Dom Arogundade teme que todas as famílias diretamente afetadas pela tragédia "fiquem com as cicatrizes por muito tempo". Ele enfatizou: "Este aniversário representa uma oportunidade para refletirmos sobre o que fizemos até agora. Também devemos pensar o que mais podemos fazer para aliviar aqueles que ainda estão sofrendo e ajudá-los a viver com sua dor e trauma".

Ele concluiu: "Esperamos que todas as pessoas de boa vontade se juntem a nós e nos apoiem em orações para confortar uma Igreja enlutada. Ainda temos muito o que fazer para consolar as vítimas. Qualquer apoio que recebermos nos ajudará a atender a muitas de nossas necessidades.

Eco do Amor

última edição

Artigos de interesse

Igreja pelo mundo

Deixe um comentário

Ir ao Topo