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Coragem de ser Cristão

Publicado em: fevereiro 2nd, 2026|Categorias: Projetos ACN|Views: 15|

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Tobias Yahaya é catequista na Nigéria. Ele decidiu permanecer em Sokoto mesmo após diversos ataques e uma tentativa de assassinato. Ele continua firme em seu ministério e, além disso, segue dedicado a serviço da Igreja ao lado de sua família. Conheça abaixo um pouco de sua história.

Era madrugada, 19 de abril de 2023. Três homens armados invadiram a casa de Yahaya. O catequista acordou assustado ao perceber que sua casa tinha sido invadida e, imediatamente, tentou proteger a família. “Você pensa em muitas coisas naquele momento, porque se eles entrassem e me encontrassem com minha esposa e quatro filhos, só Deus sabe o que poderia ter acontecido”, relatou à ACN.

Ele então decidiu sair e enfrentar os invasores. Ibrahim, o líder do grupo, golpeou o peito de Yahaya com uma faca. “Caí no chão, sangrando”, lembrou o catequista. Os outros dois fugiram achando que o ataque tinha sido concluído, mas Ibrahim permaneceu e tentou golpeá-lo mais uma vez. Yahaya segurou a faca com as mãos, se ferindo gravemente, mas conseguiu impedir o agressor de usar a faca novamente. Enquanto isso, sua esposa começou a gritar, chamando a atenção dos vizinhos. A ajuda veio e os vizinhos conseguiram deter Ibrahim.

O perdão como testemunho cristão

Após perder muito sangue, Yahaya desmaiou e só recuperou a consciência 24 horas depois, já no hospital. Para sua surpresa, Ibrahim estava internado ao seu lado. Mesmo ferido, o catequista decidiu buscar respostas. “Eu perguntei a ele: ‘Por que você quer me matar?’”. Ibrahim não conseguiu responder e chorou diante da pergunta.

Com o tempo, Yahaya descobriu que sua influência cristã foi a motivação do atentado. E não foi a primeira vez que o catequista enfrentava desafios por causa de sua identidade e missão cristã.

Foi no julgamento de Ibrahim que a história ficaria marcada para sempre. Quando o juiz anunciou a pena de um ano de prisão, o catequista pediu permissão para abraçar o agressor. “Eu perguntei ao juiz muçulmano: ‘Posso abraçar Ibrahim?’”. O pedido causou surpresa na sala, mas foi autorizado.

“Eu o abracei, apertei sua mão e disse: ‘Eu te perdoo’”, contou Yahaya. Ele percebeu lágrimas no rosto de Ibrahim e repetiu as palavras: “Eu te perdoo”. Com isso, transmitiu à comunidade uma poderosa lição de misericórdia e reconciliação, ensinando mais com sua atitude do que qualquer discurso poderia expressar.

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