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Cardeal Parolin denuncia perseguição aos cristãos em discurso na ONU

Publicado em: outubro 10th, 2026|Categorias: Notícias|Views: 17|

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O Cardeal Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, denunciou firmemente a perseguição sofrida por cristãos em diversas partes do mundo. O pronunciamento ocorreu no sábado, 26 de setembro de 2026, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Na ocasião, o cardeal chamou a atenção também para os múltiplos conflitos que continuam a assolar diferentes regiões do mundo. Em seu discurso, ele destacou ainda a situação de refugiados, migrantes e solicitantes de asilo.

O Cardeal Parolin afirmou que “tragicamente, os cristãos em muitas partes do mundo continuam sofrendo discriminação, violência e perseguição aberta simplesmente por causa de sua fé. Igrejas sofrem ataques, comunidades enfrentam deslocamentos e autoridades matam ou prendem pessoas”.

Defesa da liberdade religiosa

Além disso, o cardeal destacou a necessidade de defender a liberdade religiosa para todas as comunidades. “Embora condene todas as formas de discriminação religiosa, a Santa Sé ergue sua voz em defesa desses irmãos e irmãs, não em um espírito de defesa exclusiva, mas porque a defesa da liberdade de qualquer comunidade fortalece a liberdade de todos.”

Segundo o Cardeal Parolin, permanecer em silêncio diante do sofrimento causado pela perseguição religiosa significaria abandonar um compromisso fundamental da Igreja e da comunidade internacional. “Permanecer em silêncio diante de tal sofrimento seria uma traição à missão da Igreja e aos direitos humanos universais que a comunidade internacional se comprometeu a defender”, afirmou.

A liberdade religiosa também ocupa um lugar central no trabalho da ACN. Além de publicar o Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo (RFR), a fundação lançou uma petição que pede o reconhecimento da liberdade religiosa como um direito fundamental, e não como um privilégio.

Relatório revela cenário preocupante

De acordo com a edição de 2025 do RFR, mais de 5,4 bilhões de pessoas (quase dois terços da humanidade) vivem em países onde a liberdade religiosa não é plenamente garantida. O relatório identifica violações graves em 62 países: 24 classificados como casos de perseguição e 38 como casos de discriminação.

Embora seja difícil estabelecer números precisos, já que os cristãos de um mesmo país podem enfrentar diferentes níveis de dificuldade, a ACN estima que cerca de 220 milhões de cristãos vivem em regiões onde correm risco imediato de sofrer perseguição.

Além da perseguição religiosa, o Cardeal Parolin também abordou a situação de refugiados, migrantes e solicitantes de asilo. Para ele, a dignidade de cada pessoa “não depende de sua localização geográfica ou de sua condição socioeconômica”.

A dignidade de quem precisa migrar

“Aqueles que se deslocam, ou são obrigados a se deslocar, mantêm sempre sua dignidade. É essencial continuar enfrentando as causas profundas para que migrar volte a ser uma questão de escolha, e não uma necessidade imposta pelas circunstâncias.”

O secretário de Estado também ressaltou a importância de não ignorar as pessoas que deixam suas casas em busca de segurança. “É importante não ignorar a situação daqueles que buscam refúgio, dos que foram forçados a deixar sua terra natal e daqueles que enfrentam viagens perigosas.”

Enquanto isso, a situação na Terra Santa e, de modo mais amplo, no Oriente Médio esteve no centro de grande parte da atenção durante a 81ª Sessão da Assembleia Geral da ONU. O Cardeal Parolin mencionou a região, mas também abordou outros conflitos que continuam provocando sofrimento em diferentes partes do mundo.

Cardeal Parolin fala sobre a Terra Santa

“A Santa Sé reitera seu apelo pelo fim da violência em curso contra a população civil palestina na Cisjordânia, especialmente diante da escalada das hostilidades, da demolição de casas e das restrições à circulação, que provocam o deslocamento de comunidades palestinas.”

Segundo parceiros de projetos da ACN que atuam no local, os cristãos estão entre os grupos afetados de maneira desproporcional por essa situação.

Ao falar sobre a República Democrática do Congo, o Cardeal Parolin afirmou que “a Santa Sé está preocupada com os ataques terroristas, especialmente em Kivu do Norte e Ituri, que repetidamente têm como alvo a população civil, incluindo comunidades cristãs, com assassinatos, sequestros e destruição de aldeias e estruturas da Igreja”.

Outros conflitos no radar da Santa Sé

O discurso também fez referência específica ao Sudão, Sudão do Sul, Somália e à região do Sahel. Além disso, o secretário de Estado mencionou a situação dos rohingyas e a violência que afeta a província de Cabo Delgado, em Moçambique, uma questão acompanhada pela ACN há vários anos.

Os países latino-americanos Venezuela, Haiti, Cuba e Nicarágua também estão entre as preocupações da Santa Sé, afirmou o Cardeal Parolin. Da mesma forma, ele mencionou o processo de paz atualmente em andamento entre a Armênia e o Azerbaijão.

Por fim, a Santa Sé não integra as Nações Unidas como membro pleno. Em vez disso, possui o status de Estado Observador Permanente, o que lhe permite participar de debates e assembleias, apresentar moções e ocupar um assento na Assembleia Geral. No entanto, a Santa Sé não pode votar nem patrocinar resoluções.

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