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Presença Cristã na Terra Santa enfrenta pressão crescente

Publicado em: outubro 1st, 2026|Categorias: Notícias|Views: 25|

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Na Terra Santa, a presença cristã enfrenta novas ameaças, segundo Bernard Poggi, reitor do seminário do Patriarcado Latino de Jerusalém, em Beit Jala, perto de Belém. Ao mesmo tempo, a esperança entre os cristãos permanece forte e as comunidades continuam vibrantes. Poggi fez essas declarações durante um Dia de Oração pelos Cristãos do Oriente Médio, organizado pela ACN Alemanha, em Augsburg, no dia 13 de setembro.

A violência e a intimidação, a falta de empregos, as restrições à liberdade de circulação e as dificuldades econômicas estão, cada vez mais, dificultando a permanência dos cristãos em sua terra natal.

“Ninguém precisa ordenar explicitamente aos cristãos que deixem o país”, afirmou Poggi. Segundo ele, o efeito acumulado de diferentes pressões torna cada vez mais difícil permanecer: bloqueios nas estradas, terras agrícolas inacessíveis, falta de autorizações de trabalho, intimidação e ausência de perspectivas para o futuro.

Presença Cristã sofre com a violência de colonos

“Quando uma família finalmente conclui que a única maneira de garantir um futuro seguro para seus filhos é partir, então a emigração deixa de ser uma decisão verdadeiramente livre.”

Poggi demonstrou especial preocupação com o aumento da violência contra cristãos praticada por colonos judeus. Entre outros exemplos, ele citou Taybeh, a última aldeia inteiramente cristã da Cisjordânia. “Quando campos, veículos, casas ou igrejas são atacados, a consequência é sempre a mesma: fica mais difícil para os cristãos permanecerem em sua terra natal, e o espaço onde podem viver se torna cada vez mais restrito.”

Hostilidade e busca pelo diálogo em Jerusalém

Além disso, os cristãos enfrentam hostilidade em Jerusalém. Poggi contou sobre uma visita à cidade com jovens seminaristas dos Territórios Palestinos. Para muitos deles, era a primeira vez que conseguiam visitar os Lugares Santos de Jerusalém, a apenas alguns quilômetros de distância.

Enquanto o grupo caminhava do Monte Sião, algumas crianças se aproximaram e cuspiram nos seminaristas por causa das cruzes que eles usavam de forma visível. Os jovens seminaristas ficaram chocados. No entanto, em vez de se concentrar na hostilidade, Poggi os levou até o Muro das Lamentações, o local mais sagrado do mundo para os judeus. Dessa forma, ele procurou destacar a oração como algo que pode unir diferentes religiões.

Desemprego também ameaça os cristãos

A situação econômica também representa uma das maiores ameaças à presença cristã, explicou Poggi. Os ataques terroristas de 7 de outubro e a guerra em Gaza tiveram um efeito muito negativo e provocaram o colapso do setor de peregrinações e turismo na região de Belém, que tradicionalmente empregava muitos cristãos.

Por isso, guias turísticos, comerciantes, artesãos, funcionários de hotéis e jovens recém-formados estão entre os afetados. Além disso, as restrições às autorizações de trabalho e à liberdade de circulação agravam o problema.

Para as pequenas comunidades cristãs, essas restrições têm um impacto ainda maior. Afinal, Jerusalém, Belém e outros locais mantêm fortes vínculos econômicos, eclesiais e familiares.

Cada família cristã conta em Gaza

A situação na Faixa de Gaza também é dramática. Segundo dados locais, antes do início da guerra, a comunidade cristã contava com cerca de mil pessoas. No final de 2025, porém, restavam apenas 541.

“Em uma comunidade desse tamanho, cada família conta”, enfatizou Poggi. Apesar disso, a paróquia católica da Sagrada Família e a paróquia ortodoxa grega de São Porfírio continuam servindo como locais de refúgio. As duas comunidades ajudam as pessoas independentemente de sua religião.

Poggi pediu aos benfeitores da ACN que não ofereçam apenas assistência imediata. Segundo ele, é fundamental fortalecer as estruturas que permitem aos cristãos construir um futuro duradouro em sua terra natal, como escolas, paróquias, moradias e clínicas.

Trabalho ajuda a manter a presença cristã

Salários, bolsas de estudo e ajuda com as despesas de subsistência também são importantes. Entre os projetos da ACN na Terra Santa está um programa de criação de empregos, além de iniciativas de formação e desenvolvimento de habilidades para professores, seminaristas, sacerdotes, religiosos e outros líderes comunitários.

“Um emprego permite que uma família permaneça”, afirmou Poggi, pedindo que esses projetos tenham continuidade. Assim, o apoio às famílias pode contribuir para que a presença cristã encontre condições para permanecer na Terra Santa. Apesar da situação difícil, a esperança permanece viva.

A comunidade cristã na Terra Santa é pequena e vulnerável, mas continua mantendo escolas, clínicas e Lugares Santos abertos. Além disso, resiste a ceder ao ódio e ao desespero. “Por favor, não nos ajudem apenas a sobreviver à próxima crise”, pediu Poggi aos benfeitores da ACN. “Ajudem a Igreja para que a próxima geração possa permanecer na Terra Santa.”

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