Quando a bomba atômica devastou Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, cerca de 40.000 pessoas morreram instantaneamente e outras dezenas de milhares faleceram depois, vítimas da radiação. Entre as vítimas imediatas, estavam 8.500 membros da pequena comunidade de 12.000 católicos locais.
Os sobreviventes carregaram profundas cicatrizes físicas e na alma. Além de seus lares, perderam a Catedral da Imaculada Conceição. Porém, milagrosamente, um de seus sinos ficou intacto, tornando-se um poderoso símbolo de esperança. Em 1959, a nova catedral foi inaugurada com esse mesmo sino e, recentemente, em 2025, um segundo sino foi instalado, completando essa voz de fé.
O que os católicos de Nagasaki nos ensinam hoje? Muito antes dessa tragédia atômica, seus antepassados já haviam mantido a fé viva sob dura perseguição. Durante dois séculos, sem a presença de um único padre no Japão, foram os leigos que sustentaram a Igreja na clandestinidade:
batizando os filhos, ensinando o catecismo e rezando o Rosário.
Naqueles tempos de silêncio, assim como após a bomba de 1945, eles confiavam que Nossa Senhora intercederia por eles junto a Deus Pai. Que este testemunho nos inspire a nunca esquecer o imenso poder do Santo Rosário, especialmente neste mês de maio.
Regina Lynch
Presidente Executiva Internacional
Eco do Amor
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