Estudo de Caso: Egito

2018-10-17T15:20:31+00:00
EGITO
ESTUDO DE CASO
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Extremistas matam 29 peregrinos cristãos coptas

Família e amigos lamentam pelos peregrinos cristãos coptas mortos pelo EI na província de Minya.

Maio de 2017: Extremistas islâmicos mataram a tiro 29 cristãos coptas, incluindo crianças, quando estes se recusaram a converter ao Islamismo. Os peregrinos tinham viajado para o mosteiro de S. Samuel, O Confessor, em Maghagha, na província egípcia de Minya, quando os seus veículos foram abordados por homens armados com máscaras. Os extremistas obrigaram os peregrinos a sair dos veículos um a um e insistiram que eles renunciassem à sua fé.

Mina Habib, com 10 anos de idade, descreveu ter visto homens islâmicos armados matando o seu pai e muitos dos passageiros do caminhão onde viajavam. Mina disse: “Eles pediram a identificação ao meu pai e depois disseram para ele recitar a profissão de fé muçulmana. Ele recusou-se, dizendo que era cristão. Eles o mataram a tiro e fizeram o mesmo com todos os outros que estavam conosco…” Mina e o seu irmão não sabem porque é que não foram mortos, apesar de muitas das outras crianças no grupo de peregrinos terem sido mortas.

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou a responsabilidade pelo massacre. Mina disse à agência de notícias Reuters que cerca de 15 homens armados realizaram a chacina. E disse ainda: “Eles tinham sotaque egípcio como nós e todos usavam máscaras, exceto dois… Eram parecidos conosco e não usavam barbas.”

Os ataques realizados por grupos extremistas islâmicos no Egito não se restringiram aos cristãos. Na sexta-feira, 24 de novembro de 2017, pelo menos 235 pessoas foram mortas quando cerca de 25 extremistas detonaram explosivos e dispararam sobre uma mesquita sufi, repleta de pessoas, perto da costa do Sinai egípcio durante as orações. Nenhum grupo reivindicou formalmente a responsabilidade, mas foi visto um extremista segurando uma bandeira do EI durante o ataque.

Fontes: The National (EAU), 26 de maio de 2017; Reuters, 20 de junho de 2017.