//Uma diocese dinâmica em Gana

Uma diocese dinâmica em Gana

2012-01-05T18:52:08+00:00fevereiro 21st, 2011|Projetos|

Uma pastoral que o levará a uma fé viva, pois «tirar as pessoas de suas crenças tradicionais para depois deixá-las sozinhas é destruí-las»

Damongo fica a noroeste de Gana. É considerada a capital do povo Gonja e desde 1995 também tem sido sede de uma diocese católica. Em março deste ano um novo bispo será ordenado lá, seu nome é Peter Paul Angkyier, 49 anos, ele vem de Wa, na fronteira com a Burkina Faso. Desde sua ordenação em 1992, o futuro bispo tem trabalhado nesta região como sacerdote e pastor, mais recentemente como vigário geral da diocese. “Nos últimos anos a diocese tem crescido de cinco para 12 paróquias”, disse padre Peter Paul à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). E cada uma dessas paróquias ainda conta com comunidades espalhadas pela região abrangente, cerca de 10 comunidades por paróquia.

Damongo tem uma população de 7.000 a 8.000 pessoas. Além também dos membros de outros grupos étnicos, incluindo os Farafara, Dagomba, Dagaba, Kassina, Vagla, Tampulma, Kamara e Ashanti. A maioria deles são camponeses que cultivam agricultura de subsistência. O analfabetismo tem números incrivelmente altos, 95% entre as mulheres e cerca de 74% entre os homens. Existem cerca de 430.000 pessoas que vivem nesta região, alguns dos quais 80% pertencem às religiões tradicionais. Os muçulmanos representam cerca de 4% e os católicos em torno de 5%.

No entanto, segundo o padre Peter Paul Angkyier, há um grande interesse no cristianismo. Ele enfatiza: “Muitas pessoas querem se parecer com os seus deuses tradicionais. Quando isso acontece, eles se converterem à Cristo seguido de um desenvolvimento humano”. E é precisamente por esta razão que é indispensável dar-lhes uma sólida formação na fé, uma pastoral que o levará a uma fé viva, pois “tirar as pessoas de suas crenças tradicionais para depois deixá-las sozinhas é destruí-las.”

A AIS está apoiando as iniciativas de pastoral nesta diocese. Atualmente, estamos auxiliando a formação de 58 catequistas e a construção de uma capela em uma das comunidades. Estamos também financiando a compra de um veículo “confiável” à realidade da região, que irá fazer o trabalho pastoral mais fácil para os sacerdotes e catequistas que visitam regularmente o povo.

«O apostolado de presença» como descreve o bispo Angkyier, gera muitas conversões. Por vezes, pessoas convertidas entregam aos sacerdotes seus deuses antigos, pedras e outros utensílios de outro ritual.”É uma experiência libertadora para o povo. Eles oram com os sacerdotes e tem suas cabanas abençoadas após aspersão com água benta”, acrescenta. A fé cristã está atraindo muitas pessoas porque ela fala de um Deus que é Amor, que redime as pessoas e não as oprimi. Além disso, a doutrina católica sobre a Comunhão dos Santos acrescenta ao invés de diminuir o tradicional culto dos antepassados.

Especialmente porque a imensa maioria dos habitantes não sabe ler nem escrever, há a necessidade de escolas. Os jovens já não estão satisfeitos com as atuais perspectivas de vida. Eles estão ansiosos para aprender e querem se desenvolver. “Vou dar um exemplo”, afirma o bispo Angkyier. “Uma menina que se tornou católica, frequentou a escola, estudou e agora é professora de si mesma. Isso tem impressionado muito as pessoas por aqui. Tem motivado, porque eles podem ver que é possível.”

Além de trazer a Fé católica às pessoas, há uma outra questão que fere o coração do futuro bispo de Damongo: o desenvolvimento da região. Ele espera que o estado faça melhorias reais na infra-estrutura. O sistema rodoviário é muito ruim, com péssimas estradas. Peter Paul Angkyier foi nomeado bispo em dezembro de 2010 e em março de 2011 será formalmente ordenado. No entanto, com 49 anos, está cheio de energia e ideias.

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