//“Tornou-se perigoso permanecer até mesmo dentro da igreja”

“Tornou-se perigoso permanecer até mesmo dentro da igreja”

2014-11-14T12:05:55+00:00 novembro 14th, 2014|Projetos|

Não há nenhum país na América do Sul onde a escassez de sacerdotes é mais aguda do que na Bolívia e no Peru. Apesar de cerca de 84% dos 28 milhões de habitantes do Peru serem batizados como católicos, há uma grande falta de conhecimento, mesmo do mais básico, sobre a fé católica, além da carência de cuidado pastoral.

Como resultado, as seitas estão florescendo, e, atualmente, cerca de 10% dos peruanos frequentam igrejas evangélicas “livres” e a tendência é um aumento rápido. Mesmo nas regiões mais remotas, as seitas estão chegando, incluindo o Vicariato de São José do Amazonas, no extremo nordeste do país, na fronteira com a Colômbia. Esta é uma área excepcionalmente remota, mais facilmente acessível por avião ou então de barco, ao longo do curso superior do Rio Amazonas. E, além do crescimento das seitas, o enorme afastamento e inacessibilidade dos assentamentos é um dos maiores desafios para os sacerdotes e missionários aqui.

Em cidades menores e em muitas das aldeias as seitas já construíram pequenas igrejas e, desta forma, estão afastando os católicos. Ao todo são cerca de 800 pequenos povoados católicos ao longo dos rios da Amazônia, Napo, Putumayo e Yavarí e seus incontáveis afluentes – uma área de cerca de 155.000 km².

Um centro católico é a paróquia da Imaculada Conceição, em Pevas, que existe desde 1956. Por causa da falta de sacerdotes, a maioria dessas pequenas comunidades é cuidada por irmãs ou leigos missionários, que conduzem as liturgias da Palavra e preparam os fiéis para o recebimento dos sacramentos.

A pobreza aqui é quase inimaginável para os padrões ocidentais. A maioria dos fiéis católicos são simples camponeses que mal conseguem tirar da terra um magro sustento. Socialmente e culturalmente têm poucas perspectivas. Esta é uma das razões por que a Igreja tem importante papel em suas vidas. Quase todos os habitantes das aldeias, das propriedades rurais e assentamentos da região vão para as igrejas. Mas as paróquias são ao mesmo tempo casa de Deus e um ponto de encontro social e cultural das comunidades. Assim também acontece na paróquia em Pevas.

Mas o tempo não tem sido bondoso para as paróquias. Dom Miguel Olaortua Laspra visitou pessoalmente a comunidade e viu o estado em que se encontra a igreja, construída em 1968. A chuva e o calor fizeram com que o telhado enferrujasse; agora a água da chuva escorre em cima dos missais do altar. Tornou-se perigoso até mesmo permanecer dentro da Igreja, já que a qualquer momento pedaços de telhas podem cair. É por isso que o bispo quer umnovo telhado para a Igreja. “Infelizmente o vicariato não está em uma posição para cobrir os custos do reparo sozinho”, escreve ele. “Estamos, portanto, apelando para sua generosidade e ficaríamos muito gratos se você pudesse nos ajudar”, acrescentou.

Os paroquianos estão dispostos a contribuir para a renovação da igreja, porém, sozinhos, a meta não será atingida.

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