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Retornar para perdoar

2014-01-08T18:05:14+00:00janeiro 8th, 2014|Projetos|

Orissa é terra de mártires. Quando nesse estado indiano a primeira onda de perseguições contra os cristãos estourou no Natal de 2007, a multidão esbarrou com um homem chamado Samuel. Perguntaram se ele era cristão. Ele pediu cinco minutos para responder, ajoelhou-se e pediu a Cristo perdão pelos perseguidores. Quando viram que ele estava rezando, cortaram-lhe as mãos e o mataram.

Um outro tinha deficiência e não podia fugir: abusaram dele e depois atearam fogo em sua cabana. Sua irmã diz hoje: “O que resta para nós? A casa foi incendiada, os campos, destruídos, meu irmão foi queimado. Todos os meus vizinhos fugiram. Será que ainda vamos poder voltar?”

Talvez eles se arriscassem a voltar, se também a Igreja estivesse com eles. Seria como uma garantia de que não seriam forçados à conversão e talvez um mínimo de segurança.

117 igrejas foram destruídas, mais de 50.000 pessoas expulsas. Muitos ainda vivem em campos de refugiados. Em algumas localidades que os refugiados puderam voltar, não existe mais a presença da Igreja. Os cristãos se reúnem ao ar livre e, durante as tempestades e chuvas, a Missa muitas vezes é cancelada.

Na comunidade Sankharakhole, o padre Alexander Charankunnel tem orgulho de sua pequena capela. Apesar disto, as 50 famílias católicas da sua aldeia precisam de um lugar para se concentrar e se reunir. Precisam “digerir” e saber perdoar diante de Deus a perseguição, como Samuel. Financeiramente, não dão conta, nem mesmo com a ajuda da diocese. A paróquia e o distrito estão entre os mais pobres na Índia. Mesmo assim, eles conseguiram levantar 6.891 reais. A Ajuda à Igreja que Sofre prometeu o restante, aproximadamente 35.800 reais, para a construção de uma igreja que possa acolher todos os filhos dispersos.

One Comment

  1. sergio siqueira costa reis filho 22 de janeiro de 2014 at 21:03 - Reply

    Qual a resposta que a Igreja consegue junto as autoridades desse país.. não tem punição para esses crimes?

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