//Padres isolados por conflitos em Quetta recebem ajuda

Padres isolados por conflitos em Quetta recebem ajuda

2018-08-09T09:53:50+00:00julho 26th, 2018|Projetos|

“Quando a luta cessa, fazemos um esforço para visitar os fiéis católicos. No entanto, ao fazer isso, nos arriscamos a ser mortos por minas e granadas. Ficamos muito tristes por não podermos visitar as pessoas com mais frequência”, diz o bispo Victor Gnanapragasam.

Desde de 1948 ocorre um conflito quase ininterrupto no estado do Baluquistão, entre o governo paquistanês e os grupos rebeldes que lutam pela autonomia da província, situada no sudoeste do país. Os rebeldes querem o Baluquistão independente e têm o apoio do grupo Talibã, do Afeganistão. Os civis vivem com medo o tempo todo; em algumas áreas, os prédios possuem saídas nos fundos para fuga.

O Baluquistão cobre quase a metade de todo o território do Paquistão, sendo a maior província; afinal, perfaz uma área de aproximadamente 347.188 km², maior que o estado de São Paulo e Rio de Janeiro juntos. No entanto, é uma das províncias mais despovoadas do país, com apenas 8 milhões de habitantes; metade deles, cerca de 30 mil, são católicos e vivem na capital Quetta; enquanto que o restante está disperso por toda a região.

Mesmo dentro de Quetta, há vários pontos de inspeção; em muitos, só se pode viajar com uma permissão especial requerida com antecedência de vários dias. Mesmo o bispo, não pode viajar livremente para qualquer lugar e é submetido a constantes inspeções policiais. Ademais, a Catedral dedicada à Nossa Senhora do Rosário está localizada numa área militar, significando que é necessária uma permissão especial para entrar. Por isso, muitos dos fiéis católicos não podem chegar lá para a Santa Missa. Até mesmo o Bispo Victor Gnanapragasam precisa de permissão especial para ter acesso à própria catedral, tendo que solicitar com antecedência a permissão das autoridades. E toda vez é parado e revistado pelas forças de segurança nos pontos de inspeção.

Isolamento dos padres de Quetta

Para os padres que não pertencem ao grupo étnico do Baluquistão, a situação está se tornando cada vez mais difícil. Antes eles podiam viajar livremente para qualquer lugar; mas agora, está cada vez mais reduzida a área em que podem se movimentar. Por conta da luta entre os rebeldes e o governo, muitos lugares estão isolados. “Quando a luta cessa, fazemos um esforço para visitar os fiéis católicos. No entanto, ao fazer isso, nos arriscamos a ser mortos por minas e granadas. Ficamos muito tristes por não podermos visitar as pessoas com mais frequência”, diz o bispo. Desse modo, a principal razão pela qual os padres não podem visitar com regularidade muitos locais, seria a enorme distância a ser percorrida.

O fato de muitos fiéis católicos viverem dispersos pela grande área da província – muitas vezes, distribuídos em pequenas comunidades – é uma grande dor de cabeça para eles. Numa cidade talvez haja três famílias, em outra apenas uma, e em outra quatro. Por isso é bastante difícil estabelecer ali qualquer tipo de vida de uma igreja normal. Algumas comunidades cristãs vivem de 800 a 1000 km de distância de Quetta, tornando cada viagem muito cara.

Por conta disso, as doações dos benfeitores são um enorme auxílio para o bispo de Quetta e seus cinco padres.

A Fundação Pontifícia ACN conseguiu enviar uma ajuda existencial, a fim de colaborar com a atuação do ministério dos padres nessas difíceis e perigosas circunstâncias. Os clérigos se propuseram a celebrar Missas na intenção dos generosos benfeitores da ACN.

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