//O semeador da esperança

O semeador da esperança

2017-01-18T12:07:11+00:00outubro 26th, 2016|Projetos|

Na periferia da cidade de São Paulo, onde a realidade destoa do progresso e desenvolvimento comum da metrópole, está o bairro Jardim Elba. Como em muitas comunidades urbanas, os moradores enfrentam todos os dias problemas com carência de itens básicos, dificuldades com os serviços públicos e o domínio do tráfico de drogas na região.

Mas esses desafios nem de longe abalam a alegria do povo da Paróquia Nossa Senhora das Graças que, agora, com o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), têm mais motivos para comemorar. Graças à doação dos benfeitores a reforma da igreja não é mais um sonho da comunidade. As obras, além de garantir um lugar mais apropriado para as celebrações, animam ainda mais os paroquianos e atraem novos fiéis.

É por isso que tem trabalhado padre Reginaldo Miranda, pároco da comunidade há dois anos. Ele conhece bem a realidade dos moradores pois, de batina, ele passeia sempre pelas ruas do bairro, a pé ou de transporte público, desde que vendeu o carro da paróquia para ajudar nos gastos da obra, abençoando as casas e comércios locais.

Padre Reginaldo sempre sonhou com a vocação ao sacerdócio, inclusive brincando na infância de “rezar missa” com seus primos. Anos depois resolveu atender a esse chamado. Foi para a África onde viveu uma experiência missionária, fez Filosofia em Toulouse, na França e se ordenou padre diocesano em São Paulo.

Além da reforma da igreja, o padre pretende chamar atenção da comunidade para uma participação mais ativa promovendo encontros, festas da padroeira e até cinema com a juventude. Ele vê que seu maior desafio é semear a esperança no coração das pessoasque, desanimadas com a pobreza e violência, não criam expectativas de uma vida melhor.

Antigo doador da ACN, padre Reginaldo agora é que agradece a generosidade dos benfeitores. Ele diz ter percebido que, após a doação da ACN para o início das obras, os paroquianos se animaram e colocaram também suas forças, trabalhando e doando. Por fim, reconhece que os benfeitores são como “as viúvas do Evangelho” pois, mesmo tendo pouco, oferecem tudo às obras de Deus.

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