//O bom Pastor quer salvar todas as almas

O bom Pastor quer salvar todas as almas

2012-12-11T14:40:41+00:00dezembro 11th, 2012|Projetos|

As religiosas da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor têm um quarto voto: “Trabalhar para o bem das pessoas, salvar almas.”

“Lembrem-se, queridas Irmãs, o quanto é elevado para nós o sacrifício que nós oferecemos pelas pessoas com o nosso quarto voto. Esse sacrifício nos torna dignas de colaborar na obra da misericórdia divina.” Para a Irmã Pascale essas palavras da fundadora de sua congregação se tornaram uma segunda natureza. Ela trabalha para o bem das pessoas de modo absolutamente natural. Ela visita as penitenciárias de Beirute (Líbano) e ajuda mulheres traumatizadas.

“Ela seguiu sozinha o seu caminho,” diz ela a respeito de Fatmê, uma jovem muçulmana, que aos 14 anos de idade foi obrigada a se casar com um homem que já tinha filhos mais velhos do que ela. O homem bate nela muitas vezes e com violência. Ela nem pode olhar pela janela, quanto mais sair de casa. Com 19 anos já deu à luz três filhos. Quando seu marido é assassinado, ela leva a culpa e é denunciada. Ninguém lhe dá assistência, ela não tem chance e é condenada. A Irmã Pascale a conhece na cadeia, visita-a duas vezes por semana, trabalha na recuperação de sua alma, simplesmente estando com ela, conversando com ela. Durante anos a fio. Depois de doze anos ela é libertada. Seus filhos ficaram no orfanato, não têm mais relação com ela. Irmã Pascale continua visitando Fatmê, ensina-lhe bordado e trabalhos com cerâmica, para ela poder ganhar algum dinheiro ao voltar para casa. Fatmê conhece o Alcorão, Pascale lhe dá o Evangelho. A Boa Nova cura.

Também Viviane, uma jovem cristã, casa cedo, aos 15 anos. Seu marido a trai constantemente, faz uso de drogas, bate nela. Muitas vezes ela acaba indo para o hospital. Ela ganha um filho. Por fim, as drogas produzem seu efeito de longo prazo: o homem fica depressivo, quer praticar suicídio – e também ela tem de morrer. Ele mesmo prepara uma refeição para os dois com veneno. No entanto, ela só come pouco e acaba sobrevivendo. Então ela é acusada de homicídio e é torturada pela polícia para “confessar o crime”. Quando é presa na detenção ela conta a sua história. Ninguém acredita nela. Seu filho está coma a família do marido, “um inferno”, diz a Irmã Pascale. O sogro é usuário de drogas, a cunhada é doente mental, a sogra é má e falsa. Irmã Pascale vai visitar a família. O menino pequeno, que a essa altura está com nove anos, diz: “Eu quero ir com a mamãe”. Há sete anos Viviane está na casa de detenção, ainda sem julgamento. Falta o dinheiro para um advogado. Sua mãe faz faxina em escadarias de prédios, para sobreviver. Pascale encontra um advogado que aceita cuidar do caso. Um padre acredita em Viviane, registra a sua história por escrito e a entrega ao advogado. Agora o caso é novamente retomado. “Ela suportou tudo isso porque tem fé,” diz a Irmã Pascale. E a religiosa continua cuidando de Viviane. Também essa alma deve ser curada. “Cada alma é preciosa”, diz ela, “o Bom Pastor quer salvar a todos”.

Irmã Pascale está agradecida. Sem a ajuda de vocês, benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre, ela não conseguiria realizar esse seu trabalho. E Fatmê e Viviane são apenas dois casos entre muitos.

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