//Nigéria: Acolhida do diferente e a inclusão na sociedade

Nigéria: Acolhida do diferente e a inclusão na sociedade

2015-06-23T13:32:26+00:00junho 24th, 2015|Projetos|

Há exatamente 40 anos, a escola São Francisco para crianças parcialmente cegas ou surdas foi fundada na vila chamada Cinto do Meio, na Nigéria central. Ela é dirigida pelas irmãs da Congregação das Servas do Santo Menino Jesus. Esta escola mudou a vida de muitas crianças.

Antes da escola ser fundada, muita gente achava que estas crianças com necessidades especiais eram inúteis. Elas eram descuidadas pelos próprios pais e pela sociedade, que frequentemente caçoava e ria delas. Assim, a fundação da escola pela Igreja Católica foi um passo corajoso, que trouxe muitas mudanças. Um grande número de seus ex-alunos hoje trabalha e consegue ganhar seu próprio sustento. Alguns até trabalham na própria escola. Também tem sido notável a completa mudança de atitude dos pais para com as suas crianças especiais.

No momento, a escola está com 92 alunos com idades entre 4 e 18 anos. A maioria deles tem problemas de audição. Os pais também são encorajados a aprender a linguagem de sinais, para que possam se comunicar com seus filhos. Muitas paróquias vizinhas contribuem com doações de alimentos para ajudar a manter a escola. A maior parte dos pais não tem condições de contribuir financeiramente com a escola, pois são pequenos agricultores que lutam para obter o próprio sustento. A diocese de Gboko, onde a escola está localizada, também é muito pobre. Ela foi estabelecida recentemente, em 2012, como diocese, e ainda está lutando para se firmar e enfrentar as crescentes dificuldades econômicas, políticas e sociais em torno dela.

Porém, agora, a escola São Francisco precisa urgentemente de uma nova capela. A igreja paroquial fica a 6 quilômetros de distância. Para levar todas as crianças para a igreja, a van tem de ir e voltar seis vezes. Quando é possível, o padre vem à escola para celebrar a Missa. Quando não é possível, os alunos, professores e auxiliares da escola, fazem as orações da manhã juntos no início do dia e rezam o rosário à noite. Mas a capela da escola é muito pequena, só cabem 60 pessoas bem apertadas, ela precisa hoje de pelo menos 120 lugares. A ventilação é muito ruim, por isso, sempre que possível, eles fazem as celebrações e Missas ao ar livre, debaixo das árvores.

A escola continua a crescer e além disso, pessoas que moram perto também gostariam de participar nas orações e Missas. Por isso, as freiras estão planejando construir uma nova capela que terá espaço para 160 pessoas. Mas que para isso esperam da AIS a ajuda de cerca de 75 mil reais.

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