//Cuidado pastoral só é possível sob a proteção militar

Cuidado pastoral só é possível sob a proteção militar

2014-10-07T13:10:52+00:00outubro 7th, 2014|Projetos|

Na região da fronteira norte entre Camarões e Nigéria a ação pastoral só é possível atualmente sob a proteção militar. Dom Bruno Ateba, Bispo de Maroua-Mokolo, no norte de Camarões deixou isso claro durante visita à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). “Na sequência do rapto de três padres e uma freira, na região da fronteira com a Nigéria, ambos atribuídos à Boko Haram, os missionários estão sendo acompanhados por soldados armados para a celebração da Missa dominical, por exemplo”, disse o Bispo, que está no cargo desde maio deste ano.

Os sequestrados são um padre francês, dois missionários italianos e uma freira do Canadá. Os sequestros aconteceram no final de 2013 e em abril de 2014, mas todos foram libertados algumas semanas depois. Porém, segundo Dom Bruno, para isso, os governos de seus países tiveram, provavelmente, de pagar resgate.

“São os extremistas do Boko Haram que vem até nós da Nigéria para causar perturbações. Apesar disso, não temos problemas com os muçulmanos; Pelo contrário, é um diálogo forte desde que entendamos os diferentes pontos de vista”, afirma Dom Bruno, membro da Ordem dos Palotinos. A fronteira entre o Norte dos Camarões e a Nigéria é considerada extremamente permeável, porque há famílias e tribos inteiras instaladas em ambos os lados e que se movem livremente na região. “Os combatentes do Boko Haram se abastecem de alimentos na região da fronteira e tentam obter dinheiro por meio de sequestros. É por isso que os padres e freiras são agora acompanhados pelos militares quando visitam as paróquias próximas da fronteira”, explica o Bispo de Maroua-Mokolo.

Na província de Camarões conhecida como “Extremo Norte” (Extrême-Nord), com capital em Maroua, vivem cerca de três milhões de pessoas. De acordo com Dom Bruno, cerca de 1,5 milhões são cristãos. A proporção de católicos é cerca de 25% da população muçulma. A diocese católica de Maroua-Mokolo contém hoje 43 paróquias, 73 padres – 23 deles de Camarões – e 98 freiras, que trabalham na pastoral e nas instituições de caridade. “A nossa diocese é uma área missionária, é por isso que há tantos missionários e sacerdotes que trabalham com a gente. Porém, falta-nos muitas coisas. Em Maroua temos uma pequena igreja, mas queremos construir uma catedral em breve para que não tenhamos para realizar nossas atividades ao ar livre”, afirma o superior da diocese.

Mesmo os muçulmanos, de acordo com o Bispo, estão surpresos que a diocese, que existe desde 1973, ainda não tenha uma igreja adequadamente grande, especialmente porque há um terreno disponível em Maroua. A AIS tem apoiado a formação de seminaristas e sacerdotes durante anos e já prometeu ajudar para a construção de uma catedral para pelo menos 2.500 fiéis. O projeto está sendo planejado no momento.

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