//Casa de acolhida aos peregrinos no Santuário de Kibeho

Casa de acolhida aos peregrinos no Santuário de Kibeho

2013-12-03T17:16:34+00:00 outubro 9th, 2013|Projetos|

“Nyina wa Jambo”, ou “Mãe da Palavra” é o título pelo qual a Virgem Maria é conhecida, amada e venerada no santuário de Kibeho, Ruanda. Este santuário, oficialmente reconhecido em 2003 pela Igreja Católica, está na mesma categoria que Lourdes e Fátima, sendo o primeiro Santuário Mariano deste tipo no Continente Africano. O número de peregrinos vem aumentando constantemente.

Em 1981, Nossa Senhora apareceu primeiramente a três meninas. No ano seguinte, elas tiveram a dramática visão que, uma década depois, tornou-se uma horrível realidade. As meninas viram rios de sangue, pessoas assassinando outras, inúmeros cadáveres, cabeças decapitadas, etc. O genocídio de 1994, que no espaço de apenas 100 dias ceifou quase um milhão de vidas, assim como o massacre no ano seguinte em uma localidade perto de Kibeho, onde 5.000 pessoas foram brutalmente assassinadas dentro de um campo de refugiados, mostram as terríveis consequências do que sucede quando as pessoas se esquecem de Deus e se entregam ao ódio.

Este foi o alerta que Nossa Senhora veio trazer. Assim, o Santuário de Kibeho também se converteu em um memorial das vítimas, aonde as pessoas vão rezar e assegurar-se de que, com a ajuda de Deus, algo deste gênero jamais torne a ocorrer.

Os peregrinos que chegam ao Santuário são atendidos pelas irmãs Palotinas, que cuidam do Santuário. Muitos deles chegam de longe, algumas vezes a pé, caminhando por mais de uma semana. Não poucos peregrinam descalços porque não possuem sapatos. Eles trazem latas d’água na cabeça, e raramente comem algo pelo caminho. Muitos deles enfrentam o frio, a chuva e o cansaço para atender o chamado da “Nyina wa Jambo” e buscar o auxílio e o consolo da Virgem.

A cidadezinha de Kibeho está a mais de 1.800 metros acima do nível no mar, e, nas temporadas de chuva, as noites podem ser amargamente frias. Não é de surpreender-se que peregrinos fiquem doentes no caminho. Outros já sofrendo de várias doenças chegam buscando sua cura. As irmãs Palotinas cuidam deles com extraordinária dedicação. Mas mesmo os peregrinos saudáveis precisam de ajuda e apoio.

Agora as irmãs estão planejando ampliar seu convento para receber mais peregrinos. Do contrário, muitos terão que dormir no frio e sob a chuva, pois não há outro lugar para eles ficarem. O plano da AIS é ajudá-las a desenvolver um centro para acomodar até 60 pessoas.

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