Descrevendo a vocação escolhida, escreveu Santa Teresa de Lisieux: “Eu quero ser o amor no coração da Igreja”

As Carmelitas Descalças vivem em clausura estrita, buscando a vida contemplativa e a oração. Apesar de Santa Teresa de Lisieux nunca ter deixado o convento em que entrou com apenas 15 anos, foi declarada Padroeira das Missões; pois a oração tal como ela praticou, abraça o mundo e não se detém no tempo e no espaço. Desde as mudanças políticas na antiga União Soviética, temos novamente um Carmelo na capital ucraniana, Kiev.

Em 1991, logo que surgiu a oportunidade, as Irmãs carmelitas de dois conventos poloneses vieram para Kiev. Afinal, lá desejavam ajudar, com sua presença e oração, na reconstrução espiritual da sociedade pós-comunista.

No início, elas viveram em condições precárias em alojamentos ligados à Igreja da Santa Cruz. Nesta época, era a única igreja católica em Kiev que ainda funcionava como local de adoração religiosa. Outras duas igrejas católicas haviam sido confiscadas e, posteriormente, transformadas em museus.

Trabalho, fé e vocação

Entre 1994 e 1996, as Irmãs enfim puderam se mudar para um subúrbio de Kiev, para uma antiga fazenda do estado, e puderam construir um novo convento no meio daqueles campos e pomares. Hoje, há oito carmelitas vivendo lá. Elas rezam muito, sobretudo pela paz no mundo. Além disso, rezam para que sejam atendidas as necessidades das pessoas que as procuram. Muitas se dirigem às Irmãs, solicitando-as que incluam em suas preces membros da família que estão doentes ou passando por dificuldades.

Um dos maiores desafios que as Irmãs enfrentam é o de se sustentar com seu trabalho. Embora cultivem frutas e legumes para consumo próprio, vivam modestamente, fabriquem hóstias, velas, paramentos litúrgicos, entre outros; infelizmente, não é suficiente para cobrir seus custos de vida. O que elas arrecadam anualmente é muito pouco. Até porque os fiéis são muito pobres e os preços estão sempre subindo à medida que a situação econômica da Ucrânia piora visivelmente.

Entretanto, a Fundação Pontifícia ACN também está ajudando estas Irmãs – as quais, uma vez por mês celebram uma Missa especialmente para os benfeitores – onde todos são incluídos em suas preces, e neste ano estamos novamente ajudando com os custos de vida delas.