//Bicicletas que movem a Igreja

Bicicletas que movem a Igreja

2015-05-12T14:11:45+00:00maio 15th, 2015|Projetos|

Uma grande área; difícil locomoção; um povo com fome de alimento e sede de Deus… Não há dificuldade que impeça ao amor de Deus chegar até os mais longínquos destinatários.

Quando a diocese de Eluru foi fundada no estado de Andra Pradesh em 1977, havia apenas 25 paróquias e cerca de 90.000 católicos. Hoje já existem 110 paróquias e mais de 200.000 católicos. A paróquia de Elurupadu, apesar de bastante nova, já conta com dez capelas. Numa contagem recente, havia 3.500 católicos no território da paróquia. Mas o seu número está crescendo rapidamente. Com efeito, neste momento há mais de 250 adultos se preparando para receber o batismo!

O povo da região, entretanto, é muito pobre. Não existem estradas razoáveis de acesso às vilas e as pessoas precisam andar grandes distâncias para comprar produtos de primeira necessidade. Famílias inteiras vivem em pequenas casas de taipa sem água corrente. As pessoas em geral trabalham como diaristas nos campos e consomem o que ganham a cada dia. Até mesmo as crianças são forçadas a trabalhar nos campos dos ricos proprietários, ou cuidando dos rebanhos, ou ainda como servos num sistema praticamente de escravos. Elas não tem nenhuma chance de frequentar uma escola. Em média, a maioria das famílias não recebe mais do que dois reais por dia, e frequentemente eles são enganados até para receber menos do que esta pequena soma. Assim, as famílias tem de ir dormir com o estômago vazio.

“Eu vejo a luta diária deles para sobreviver e sinto a dor deles, pois eu mesmo cresci na mesma situação. Eu fico muito tocado com a fé deles e quero fazer tudo o que me for possível para ajudá-los a escapar desta situação”, diz o padre Yesudasu, que é originário também de uma família dalit – os chamados ‘intocáveis’. Eles são a camada mais baixa da sociedade indiana. Apesar disso, ele tem orgulho dos seus pais. “Apesar de meus pais serem muito pobres, eles eram diaristas nos campos, eles eram muito ricos em sua fé católica. Talvez tenha sido a fé deles e suas orações que me motivaram a seguir a vocação religiosa e ser ordenado sacerdote. Devido à graça de Deus tenho tido êxito em pregar a Palavra divina e em dirigir as almas que anseiam pelo Reino de Deus.  Existem muitas almas aqui que buscam orientação para o caminho à Deus. Assim, meu maior objetivo é levar a Palavra de Deus aos que mais a necessitam e que mais a merecem. Meu pai faleceu quando eu tinha apenas seis anos de idade. Meu irmão mais velho morreu também, assim como seu filho. Isto aconteceu quando eu era pequeno, mas eu senti muito a falta deles. Apesar disso, sinto que Deus estará sempre comigo, me ajudando a levar adiante o trabalho de sua vinha”.

Há dez catequistas que o ajudam em seu trabalho. As distâncias ali são consideráveis e o padre não pode ir a todo lugar ao mesmo tempo. Os catequistas ajudam visitando os doentes, instruindo o povo na fé e preparando os fiéis para receber os sacramentos. Eles rezam com o povo, dirigem as liturgias da Palavra e ensinam o catecismo.

Graças à generosidade de nossos benfeitores, pudemos enviar ao Pe. Yesudasu aproximadamente 4.500 reais para facilitar o acesso dele e dos catequistas até o povo. Este dinheiro será para comprar uma bicicleta para cada um dos 10 catequistas e uma bicicleta motorizada para ele próprio, pois ele tem de viajar mais que todos os outros. Agora, não precisam mais gastar tanto tempo nas difíceis caminhadas e, assim, tem mais tempo para ficar com o povo das vilas.

O padre Yesudasu nos enviou seu caloroso agradecimento: “O amor fraternal que vocês nos demonstraram é para nós o amor de Cristo, ajudando a espalhar a sua Boa Nova. As suas mãos generosas foram preciosas para nós, pois elas renovaram nossa devoção e o serviço que prestamos aos mais pobres e aos oprimidos. Que Deus conceda graças especiais a vocês e seus benfeitores. Por favor, rezem por nós. Nós lhes agradecemos com amizade, alegria e amor.”

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