//Auxílio para seminário em Serra Leoa

Auxílio para seminário em Serra Leoa

2018-03-26T08:34:51+00:00março 16th, 2018|Projetos|

O ainda está lutando para emergir de seu estado de crise quase permanente. As consequências da terrível guerra civil de 1991 a 2002 ainda são muito dolorosas. A presença da Igreja faz a diferença. Com isso, o seminário em Serra Leoa é fonte de esperança para todo o povo.

No período da guerra civil, aproximadamente metade da população foi forçada a fugir de casa, e milhares de pessoas foram mortas. Ainda hoje se veem por todo o país pessoas sem um braço ou pé cortados pelos rebeldes da chamada “Frente Unida Revolucionária”. Muitas mulheres foram estupradas, e vários filhos nascidos de tal violência foram abandonados e deixados a vagar pelas ruas, indefesos. A economia é devastada pela pobreza, pelo desemprego e pela corrupção, sendo esse país da África Ocidental atualmente um dos mais pobres – uma pobreza ainda potencializada por uma série de desastres naturais, incluindo-se sobretudo a devastadora epidemia de Ebola de 2014.

A Igreja em Serra Leoa

Apesar de cerca de 70% da população serem muçulmanos, a Igreja Católica é amplamente respeitada, sobretudo por suas muitas escolas e pela ajuda desinteressada que proporcionou a tantas pessoas, independentemente de raça ou religião. Foi e é uma ajuda urgentemente necessária. Ao mesmo tempo, porém, a Igreja tem muito cuidado para não negligenciar a dimensão espiritual e religiosa e, portanto, intensifica seus esforços a fim de promover as vocações e proporcionar uma formação sólida a seus futuros sacerdotes.

A diocese de Makeni abrange uma vasta área de mais de 14 mil milhas quadradas (36.000 km²), embora tenha apenas 25 paróquias. Também possui um “seminário menor”, ou seja, uma forma de escola que precede o seminário propriamente dito. Nele meninos que sentem um chamado para o sacerdócio frequentam a escola e recebem uma formação acadêmica normal. Mas, além da escolaridade ordinária, também são apresentados à vida religiosa. Isso inclui a Missa diária, a Liturgia das Horas (ou o Oficio Divino – a oração diária da Igreja), a oração pessoal regular e o acompanhamento espiritual.

Todo mês, há um dia de retiro e, ao final de cada semestre, os jovens participam de um retiro espiritual mais longo. “A formação espiritual está no centro de sua educação”, diz o reitor do seminário, padre Peter S. Kanu. Também é dada atenção aos aspectos psicológicos, sociais e culturais da formação, uma vez que o treinamento para o sacerdócio tem que atingir a pessoa por inteiro. “Nossos futuros sacerdotes estão sendo treinados não só para a Igreja local, mas também para a Igreja universal”, explica o reitor.

O seminário menor de Makeni

Muitos dos 40 sacerdotes que hoje trabalham na diocese também frequentaram o seminário menor, e, felizmente, todos os anos há uma ou duas ou mesmo várias ordenações sacerdotais em Makeni. Esse é o fruto de um apostolado intensificado para as vocações. “Passamos algum tempo nas paróquias e escolas, falando sobre vocações. Acreditamos que esse apostolado inspire o desejo nos corações desses meninos de dedicar suas vidas a Deus “, acrescenta padre Peter.

Mas agora os fatores econômicos mundiais também estão afetando a vida do seminário em Serra Leoa, país desesperadamente pobre. Os preços estão subindo quase que diariamente, e é uma luta a cada mês para o seminário poder viver com os meios que recebe. Acima de tudo, os seminaristas precisam de livros escolares e Bíblias. A ACN prometeu ajudar o seminário para que possam comprar os materiais necessários para a formação dos seminaristas.

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